Guitarras: As mais icônicas do Rock - Parte 6

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Por Marco Pala
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Vamos à parte 6 da série:

KIRK HAMMETT (METALLICA) – GIBSON FLYING V 1979

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Assim como seu colega James Hetfield, há várias guitarras que poderíamos tratar neste espaço, principalmente as toneladas de ESP’s “signature” de Kirk Hammett, mas seria um tanto quanto óbvio e com poucas histórias para contar. Mas sua Flying V usada nos anos 80 merece destaque, principalmente, por ter sido sua principal guitarra não só em turnês, mas também nas gravações dos melhores álbuns do Metallica, mais precisamente os cinco primeiros, de “Kill Em All” (1983) até “Metallica” (ou “Black Album”, de 1991). Kirk não sabe precisar se sua Gibson Flying V é do ano 1978 ou 1979, já que os números de série da Gibson eram bastante confusos até os anos 80 (segundo a empresa, a guitarra seria de ‘79), mas ela foi sua primeira guitarra “pra valer”. A escolha do modelo teve influência vital de Michael Schenker, um de seus guitarristas favoritos. A guitarra permaneceu completamente original até 1987, quando Kirk (e James) optaram em usar captadores ativos EMG, além da ponte também ter sido trocada na mesma época. A partir de 1989, Kirk passou a usar guitarras ESP (majoritariamente, já que também usou outras da Gibson, Jackson, Fernandes e Ibanez), aposentando sua Flying V dos palcos. Em 2012, a Gibson “clonou” esta guitarra, lançando o modelo Kirk Hammett Flying V através da divisão Custom Shop.

KURT COBAIN (NIRVANA) – FENDER JAGUAR 1965

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Apesar de ser um cara que publicamente desdenhava da figura do “guitar-hero”, Kurt Cobain, guitarrista e vocalista do Nirvana, certamente mudou a música para sempre. Sua relação com instrumentos era casual e prática: gostava da Fender Mustang por ser imprevisível, das Stratocasters japonesas por serem as guitarras para canhotos mais fáceis de se achar e das Stratocasters mexicanas (boas e baratas) para quebrar nos shows. Ele também desenhou um modelo “signature” para a Fender (a Jagstang, que misturava elementos da Jaguar e Mustang), mas em termos de “guitarra icônica”, não há como não falar de sua Fender Jaguar “sunburst” ano 1965 (serial #95747). Há rumores de que ela tenha pertencido ao guitarrista Martin Jenner (Everly Brothers), que teria sido o responsável pelas severas modificações da Jaguar: humbuckers DiMarzio (Super Distortion/PAF) no lugar dos single-coils originais, chave seletora de 3 posições em substituição às várias chaves “on-off” originais e também um controle de volume a mais. Kurt adquiriu a guitarra em 1991 (pouco depois das gravações de “Nevermind”) e a usou em gravações e também em turnês até 1993 (incluindo os lendários shows no Brasil). Depois de sua morte, a Jaguar ficou em posse da viúva Courtney Love. Muitos acham que ela teria dado a guitarra de presente a Eric Anderson, guitarrista do Hole, mas Curtney apenas emprestou a guitarra ao colega em algumas ocasiões, estando hoje em dia em posse da filha de Kurt e Courtney, Francis.

LES PAUL – “THE LOG”

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Não há como listar guitarras icônicas sem incluir Les Paul e sua “The Log”. Nos anos 40 e 50, Lester William Polsfuss era uma espécie de “popstar”, além de excelente guitarrista de jazz e um prolífico inventor, que mudou o mundo das gravações inventando o “overdub”. Além disso, credita-se a ele criação de efeitos para a guitarra, como delay, flanger e phaser, produzidos através de gravadores de fita. Não obstante, seu nome acabou imortalizado de fato por ter ajudado a criar um dos mais populares modelos de guitarra da história, a Gibson Les Paul. Quando do seu falecimento em 2009, muito foi noticiado sobre ele ter sido o inventor da guitarra elétrica, mas não foi bem isso. Les foi um dos pioneiros do conceito de guitarra (estilo espanhola) elétrica com corpo sólido, mesmo que a idéia não fosse exatamente nova: a Rickenbacker havia lançado por volta de 1932 uma guitarra de corpo sólido, porém, uma guitarra “havaiana” (lap-steel), feita de alumínio maciço, chamada de Frying Pan (ou frigideira). Les, que usava “archtops” (violões com tampo arqueado) tradicionais de marcas como Gibson sofria com a microfonia gerada pela mistura dos captadores ainda rudimentares e do corpo oco das guitarras, e concluiu que a solução do problema viria com uma guitarra compacta e sólida. Então, ele próprio construiu um protótipo, usando a fábrica da Epiphone aos domingos. A guitarra era meramente funcional: um braço comum (estilo Gibson) colado a um corpo retangular (daí o nome “Log”, ou “tronco”). O som era ótimo e funcionava de fato, mas o visual da guitarra assustou as pessoas que o assistiram pela primeira vez. “As pessoas ouvem com os olhos”, pensou Les, que tratou de colar molduras feitas de pinho nas laterais do “tronco” para dar um aspecto mais realístico. Empolgado, ele tentou vender a idéia para várias empresas, entre elas a Gibson, mas todas rejeitaram... Até um sujeito da Califórnia, chamado Leo Fender, investir no ramo e ganhar para si um nicho de mercado até então inexistente (Leo havia se inspirado em um protótipo feito pela Bigsby para o guitarrista Merle Travis, considerado também uma das primeiras guitarras sólidas funcionais, e não na Log). Vendo que tinha cometido um erro, Ted MacCarty (então presidente da Gibson) mandou chamar o “rapaz do cabo de vassoura” para uma conversa e daí surgiu a Gibson Les Paul. E o resto é história. A Log nunca foi de fato usada profissionalmente por Les, que preferiu seus modelos “signature” durante sua longeva carreira, mas seu pioneirismo (do criador e da criatura) mudou para sempre a importância do instrumento para a música e tornou o rock possível.

MALCOLM YOUNG (AC/DC) – GRETSCH JET FIREBIRD 1963

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Brian Johnson, ex-vocalista do AC/DC, tinha uma cisma com seu então colega de banda, o milionário Malcolm Young. Motivo: o guitarrista comprava um carro e ficava com ele por décadas até comprar outro. Malcolm levava seu estilo de vida também para sua profissão: trata-se de outro “homem de uma guitarra só”. A mesma guitarra durante toda carreira: uma velha Gretsch Jet Firebird de 1963, que ele ganhou ainda na adolescência do produtor Harry Vanda, parceiro de trabalho de seu irmão mais velho, George Young (na ocasião, George e Harry tocavam juntos em uma banda pop de relativo sucesso na Austrália, o Easybits, e formavam uma dupla de produtores que gravou muitos álbuns do AC/DC). Originalmente, esta Gretsch era vermelha (daí o nome “Firebird”), mas Malcolm a deixou na cor da madeira logo quando o AC/DC se mudou da Austrália para a Inglaterra em 1976, ao assinar com a gravadora Atlantic. Como só usava o peculiar pickup original da ponte (um DeArmond FilterTron), ele retirou os pickups do meio e braço, deixando as cavidades expostas, que eram normalmente usadas como cinzeiro. E esta foi praticamente sua única guitarra por mais de 40 anos de carreira. Obviamente, ele tocou (em situações pontuais) com algumas Gretsch parecidas, Gibson L6-S e Gretsch White Falcon, além dos modelos Gretsch Malcolm Young Signature lançados nos anos 90, mas elas somente serviram de backup para sua #1. Em todas as gravações e turnês feitas com AC/DC, Malcolm empunhou sua inseparável Jet Firebird ‘63 original. Curiosidade: cogita-se que Malcolm teve cerca de sete Jet Firebirds idênticas, uma delas, também de 1963 e que por muitos anos foi a sua #2 em turnês, é hoje em dia a principal guitarra usada pelo seu substituto no AC/DC, seu sobrinho Stevie Young.

MARK KNOPFLER – FENDER STRATOCASTER 1961

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O genial guitarrista não podia ficar de fora da lista. Apesar de ter uma interessantíssima carreira solo há anos, Mark sempre vai ser conhecido pelo seu trabalho à frente do Dire Straits, entre o final dos anos 70 e início dos anos 90. Fiel usuário de Gibson Les Paul (ele possui uma bela coleção de guitarras “vintage”), Mark buscava um timbre específico para usar numa música que havia composto em seu velho violão de alumínio da National (o mesmo que aparece na capa do antológico disco “Brothers In Arms”), chamada “Sultans Of Swing”. No verão de 1977, Mark adquiriu uma Fender Stratocaster vermelha, ano 1961 (serial #68354), com escala de jacarandá (escura), que ajudou a modular bastante sua maneira de tocar. Empolgado, ele logo depois adquiriu outra Strato vermelha, do ano de 1957 (que se diferencia pela escala clara, de maple), e por algum tempo, as Fenders foram suas guitarras favoritas, usadas nos dois primeiros discos com o Dire Straits e turnês. É difícil estabelecer qual das duas Stratos gravou “Sultans Of Swing”, lançada no primeiro disco da banda (em 1978), mas o próprio Mark confere à sua Strato ‘61 o status de “marca registrada” do seu som único, à frente da banda que o consagrou. A guitarra está na posse de Mark até hoje e foi mais usada em gravações (ele a vem usando em turnês desde 2001, mas dos anos 70 aos 90 preferiu viajar com a Strato ’57, Les Pauls ou guitarras de outras marcas, como Schecter e Pensa Shur). Com o passar dos anos, Mark fez algumas modificações na guitarra: trocou o botão de volume, o pickup do braço (que ele usa mais que o da ponte) foi trocado por um DiMarzio FS-1 e o corpo foi repintado nos anos 90 (com um duvidoso acabamento “craqueado”). Porém, por volta de 2001, Mark decidiu restabelecer as características originais da guitarra, por se tratar de um instrumento “vintage” real, de uma safra importante da Fender: ela foi repintada com a cor original e o pickup DiMarzio foi substituído por um captador Custom Shop da Fender.

MICHAEL SCHENKER – GIBSON FLYING V 1975

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Michael Schenker (assim como seu irmão Rudolph, do Scorpions) é sinônimo de Flying V. Ele usou muitas delas, algumas raras, em épocas gloriosas de sua carreira. Flying V’s feitas pela tradicional Gibson e também por outras marcas, como a Dean. Mas sua marca registrada é provavelmente uma das Flying V mais icônicas do rock, aquela com partes brancas e pretas alternadas pelo corpo, headstock e escudos (a mesma que aparece na capa do disco ao vivo “Rock Will Never Die”, de 1984). No caso, se trata de uma Gibson Flying V ano 1975, que Michael ganhou de presente de seu irmão Rudolph. A guitarra originalmente era branca e foi ganhando modificações no acabamento, além de captadores feitos por Seymour Duncan (JB) e um escudo tirado de uma Flying V modelo 1967. As tarraxas Kluson originais foram trocadas por Schallers. Esta guitarra foi usada por Michael por muitos anos, apesar de ele ter usado também muitas e muitas outras guitarras idênticas ou parecidas. A Flying V com esse tipo de acabamento se tornou uma espécie de símbolo dos irmãos Schenker (Rudolph também usava Flying V´s com acabamentos semelhantes e tem até mesmo um modelo “signature” branco/preto). Curiosidade: com dificuldades financeiras, o instável Michael vendeu a sua V ‘75 original em 2003 por cerca de US$ 25.600.

MICK RONSON (DAVID BOWIE) – GIBSON LES PAUL CUSTOM 1968

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Outro guitarrista incrível e muito influente que foi esquecido por parte do público mais jovem. Mick (falecido em 1993) teve uma prolífica carreira, tendo, porém, ficado mais conhecido como braço direito (guitarrista, “band leader” e também arranjador) de David Bowie entre 1970 e 1973, tendo tocado com o camaleão em um de seus períodos mais aclamados, na fase Ziggy Stardust. Neste período, sua principal guitarra foi uma Gibson Les Paul Custom (preta) de 1968, que ele comprou “zero km” (‘68 foi o ano que a Gibson relançou a Les Paul, que estava fora de catálogo desde 1962). Enquanto tocava com Michael Chapman, um roadie resolveu tirar a tinta da parte da frente do corpo da guitarra (deixando a madeira aparente) e este novo acabamento acabou se tornando uma espécie de marca registrada, copiada por muitos de seus discípulos, entre eles, Billy Duffy do The Cult. Esta guitarra logo se tornou sua favorita, usada por muitos anos. Segundo Ronson, depois da modificação, a Les Paul passou a soar de forma diferente, muito melhor que antes, motivo pelo qual ele a manteve irretocada depois disso. Porém, depois de anos de abuso (e de quebrar o braço várias vezes, o que resultou numa mudança no headstock), ela teve de ser aposentada, indo para nas paredes do Hard Rock Cafe na Austrália. Alguns anos depois de seu falecimento, um negociador de guitarras “vintage” e também colecionador, chamado Rick Tedesco, fez uma oferta “irrecusável” ao Hard Rock Cafe, que lhe vendeu a Les Paul. Rick chegou a emprestar a guitarra para outro Hard Rock Cafe (de Creveland) por dois anos, mas depois resolveu guardá-la em segurança em casa.

NEIL YOUNG – “OLD BLACK”

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Durante seus tempos na banda Buffalo Springfield, Neil era um homem das guitarras Gretsch. Pouco tempo depois de deixar o grupo e se assumir um artista solo, ele adquiriu uma guitarra que viria a se tornar um dos instrumentos mais icônicos do rock: uma Gibson Les Paul “goldtop” ano 1953, fruto de uma troca feita com Jim Messina, ex-colega de banda (Neil deu uma Gretsch Chet Atkins no negócio). A guitarra sofreu muitas modificações e se tornou uma Les Paul única. Ela foi repintada de preto (daí o apelido “Old Black”); o pickup original da ponte (um P-90) foi trocado inicialmente por um single-coil Gretsch, e logo em seguida, por um mini-humbucker “New York” tirado de uma Gibson Firebird ‘72; o escudo, moldura do seletor de captadores e a capa do pickup do braço (o P-90 original) foram substituídos por peças de alumínio e latão; a ponte original foi trocada por uma Bigsby B-7 e uma ABR, além de mudanças de acabamento no headstock, que contém frisos. A guitarra tem uma mini-chave que muitos pensam servir para “splitar” o pickup da ponte, mas que na realidade serve para inabilitar os potenciômetros e capacitores, levando o sinal direto dos pickups para o amplificador (o que é chamado de “bypass”). Neil continuou a usar outras guitarras, como as Gretsch e também outras Les Pauls, mas a Old Black original permanece como primeira opção desde 1969, tendo rodado o mundo em turnês e também gravado boa parte dos clássicos de Neil Young, seja em carreira solo ou nas demais parcerias, a exemplo do Crosby, Stills, Nash & Young.

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Post de 22 de fevereiro de 2017

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Sobre Marco Pala

Marco Pala, nascido em 1975 na cidade de Monte Alto-SP, é advogado, guitarrista da banda Roy Corroy nas horas vagas e um apreciador do bom e velho rock and roll desde a mais tenra idade.

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