Guitarras: As mais icônicas do Rock - Parte 11

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Por Marco Pala
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Lembrete importante a todos: da parte 1 à parte 9, os nomes estão por ordem alfabética, de Ace Frehley a Zakk Wilde, limitando-se a uma guitarra por músico. A partir da 10ª parte, iniciou-se a lista (também por ordem alfabética) dos esquecidos pelo autor.

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Vamos à parte 11!

JASON BECKER – 'NUMBERS'

Muitos devem conhecer a história de vida deste gênio da guitarra: ele despontou como um fabuloso virtuose em 1987, ao lado do amigo Marty Friedman (que será abordado logo mais), na banda Cacophony, que durou dois anos. Enquanto Marty ingressava no Megadeth, Jason foi convidado para substituir ninguém menos que Steve Vai na banda de David Lee Roth (então ex. Van Halen), gravando o álbum 'A Little Ain´t Enough' (1990). Logo quando Jason começou a se tornar o grande assunto no mundo da guitarra, veio a descoberta da Esclerose Lateral Amiotrófica, doença que o levou à paralisia total (ele somente consegue mover os olhos). Isto ocorreu há mais de 25 anos, mas Jason ainda é um músico ativo e brilhante (o que merece uma matéria à parte). No quesito 'guitarra', Jason foi um usuário de super-strato, principalmente da marca Carvin, que lhe patrocinava desde à época do Cacophony. Não houve muito tempo para ele emplacar um modelo de guitarra no imaginário popular, porém, uma de suas mais notáveis não foi uma Carvin, mas sim, uma Peavey feita sob medida (sem pintura, somente verniz seco), baseada no modelo Raptor. A guitarra possui tudo que uma super-strato precisa: dois humbuckers e um single-coil (provavelmente DiMarzio) e ponte Floyd Rose. A marcação da escala (com números) gerou o apelido da guitarra. A Numbers original está até hoje sob a posse de Jason e foi reproduzida em algumas edições especiais: a primeira em 2008, pela Paradise Guitars, e desde 2015 pela própria Carvin (que atualmente também atende pelo nome de Kiesel Guitars) como modelo 'JB-24 Numbers'.

JEFF HANNEMAN (SLAYER) – JACKSON 'PUNK' SOLOIST 1988

Apesar de ter usado uma Gibson Les Paul Standard no início da sua carreira junto ao Slayer (e algumas B.C. Rich), Jeff Hanneman foi um fiel usuário de guitarras super-strato, principalmente seus modelos ESP 'signature' que passou a usar no final dos anos 90 (baseados na ESP M-1). Porém, a guitarra a ser tratada na matéria foi sua #1 durante dez anos, de 1988 a 1998. Trata-se de uma Jackson Soloist Custom preta, feita em 1988. A guitarra veio com pickups ativos EMG (81/85), ponte Kahler, além de braço e corpo feitos em única peça. O que a tornou reconhecível foram os adesivos de bandas punk colados no corpo, motivo pelo qual a guitarra foi apelida de 'Punk'. Jeff a estreou durante as gravações e turnê do álbum 'South Of Heaven' (1988), época em que o Slayer começou a obter maior popularidade, sendo a principal opção de Jeff no período em que a banda lançou alguns de seus álbuns mais icônicos, como 'Seasons In The Abyss' (1990) e o ao vivo 'Decade Of Agression' (1991). A guitarra permaneceu titular até por volta de 1998, até que passou a dividir o espaço com algumas ESP M-1, guitarra esta que serviu de base para seus modelos 'signature'. Assim que Jeff se tornou endorser da ESP, a Jackson foi permanentemente aposentada. Depois de sua morte, algumas guitarras de Jeff foram leiloadas, incluindo várias ESP, a Gibson e também a Jackson. Esta última foi arrematada por Jeremy Wagner, guitarrista da banda de death metal Broken Hope, que também é dono de outras seis ESP´s que pertenceram a Jeff.

JOHNNY MARR (THE SMITHS) – RICKENBACKER 330 1983

Johnny Marr é um excelente guitarrista, porém, em tanto quanto subestimado em razão da simplicidade técnica da banda que o tornou famoso, The Smiths. Apesar de usar quase que exclusivamente modelos Fender Jaguar há bastante tempo, é muito difícil listar uma guitarra de Johnny em particular, uma vez que ele sempre foi adepto ao uso de diferentes tipos de instrumentos, principalmente em seus anos de Smiths (incluindo Les Paul, SG, semi-acústicas da Gibson e Gretsch, Strato, Tele, Jaguar, Jazzmaster...). Ele possui uma considerável coleção de guitarras 'vintage', porém, uma se destaca um pouco mais do que outras: uma Rickenbacker preta, que figurou nos set-ups de shows e gravações de Johnny durante toda sua carreira, principalmente nos anos de Smiths. É um modelo 330 ano 1983. Ele a comprou em Manchester, em 1983, num local chamado A1 Repairs, e a guitarra logo se tornou sua #1 nos shows com sua banda. Em seu site, Johnny diz que os riffs das canções 'What Difference Does It Make' e 'Reel Around The Fountain' foram gravados com esta guitarra, além de muitas coisas gravadas em todos os álbuns da banda. E, segundo o próprio, ele ainda a usa em gravações. Ao que consta, a guitarra permanece toda original, incluindo os captadores single-coil DeArmond.

KAI HANSEN – ESP 'RHOADS' CUSTOM 1988

O alemão Kai Hansen é um guitarrista muito associado a um formato específico de guitarra: 'V'. Ele já usou muitas guitarras com este tipo de 'shape', incluindo clássicas como Gibson, mas também usou esporadicamente outros modelos, como Les Paul e Strato. No entanto, sua guitarra mais associável é uma ESP 'custom' baseada no modelo Jackson Randy Rhoads. Em 1988, enquanto ainda guitarrista do Helloween, Kai, depois de conversar com George Lynch (Dokken) e Kirk Hammett (Metallica), já fiéis usuários das ESP, resolveu arriscar a encomendar um modelo para a empresa e ficou muito impressionado com a qualidade da guitarra, que logo se tornou sua principal escolha. A guitarra é basicamente uma versão da Jackson Rhoads, com corpo de mogno, braço de maple (colado ao corpo), escala de jacarandá (22 trastes) e ponte Floyd Rose (dourada). Ela tem o headstock pontiagudo ao estilo Jackson. Foram feitos dois protótipos para Kai em 1988, diferentes apenas no acabamento: uma toda 'pink' e outra vermelha (com headstock preto). Kai começou a usá-las na divulgação do lendário álbum 'Keeper Of The Seven Keys Part 2' (1988) e não há como precisar quais eram os captadores originais das guitarras; porém, desde os anos 90, quando a ESP passou a comercializar uma linha 'signature' (RV-300KH, somente na cor 'Pink' e com braço aparafusado ao corpo), a opção de Kai passou a ser um par de EMG 81. Até hoje ele toca com as guitarras originais, apesar de dividir o espaço com outras de sua coleção e também modelos 'signature'.

LUIZ SÉRGIO CARLINI – GIBSON LES PAUL DELUXE 1969

O mago brasileiro da 'guitarra rock' já desfilou com vários modelos, tendo notória preferência por Les Pauls. E sua guitarra favorita entra no rol das guitarras icônicas do rock brasileiro: uma Gibson Les Paul Deluxe 'goldtop'. Carlini adquiriu esta guitarra em 1974 (época que tocava na banda Tutti Frutti, com Rita Lee) de forma dramática. Ele possuía uma Fender Strato, mas queria mesmo uma Gibson, item raríssimo de se encontrar em território nacional na época. Ele conseguiu juntar o equivalente a US$ 400 (preço da guitarra na ocasião), aproveitou que Rita havia viajado para os EUA e lhe encomendou o instrumento. Ele fez uma transferência bancária e combinou com sua colega de retirar a quantia no banco e comprar a guitarra na loja Manny´s, em New York. Porém, o dinheiro 'sumiu' durante o traslado entre os bancos, e Rita não trouxe a guitarra. Carlini ficou frustrado por algum tempo até que algo muito inusitado aconteceu: de viagem ao Rio de Janeiro com um amigo, um homem lhe interpelou na rua, no meio da multidão. 'Do you want to buy a Gibson Les Paul guitar?' perguntou o desconhecido (no caso, um inglês que estava viajando o mundo e precisou vender sua guitarra para chegar à Argentina). Carlini ficou louco com o fato inacreditável e resolveu no mesmo dia ir ao banco para ver se conseguia recuperar o dinheiro sumido. Milagrosamente, um gerente descobriu o erro e recuperou a quantia. Ele nem perguntou quanto o cara queria, jogou os US$ 400 na cama do quarto do hotel do rapaz e saiu de lá com uma Les Paul 'goldtop' em mãos. Foi com esta guitarra que Carlini gravou grande parte dos seus hits, incluindo o legendário solo na música 'Ovelha Negra' (plugando-a num amp Fender Twin), estando com sua preciosidade até hoje (já meio 'esverdeada', efeito comum em guitarras antigas com deste tipo de cor). Curiosidade: Carlini sempre diz que a guitarra é de 1967, porém, a linha Les Paul Deluxe foi lançada pela Gibson no início de 1969, sendo que os primeiros protótipos começaram a ser vendidos no final de 1968. O ano mais provável de sua Deluxe 'goldtop' é 1969.

MARTY FRIEDMAN (MEGADETH) – JACKSON KELLY 1990

Esta foi a principal guitarra durante o período em que Marty Friedman esteve à frente das guitarras de sua banda mais icônica, o Megadeth. E também foi a primeira Jackson que ele possuiu. Semelhante ao que aconteceu com seu colega (ou patrão) Dave Mustaine, esta foi uma guitarra criada para um guitarrista e que acabou eternizada por outro. O primeiro protótipo deste modelo foi criado no início dos anos 80 para o guitarrista Bradford Kelly, da banda australiana Heaven, e inicialmente seria batizada de 'Special Explorer', mas o sobrenome do seu idealizador acabou 'pegando' e se tornou o nome oficial. Porém, quando Marty Friedman entrou no Megadeth em 1989, a Jackson logo lhe ofereceu um contrato de patrocínio e o músico acabou escolhendo uma versão mais 'enxuta' do modelo Kelly. Marty recebeu sua #1 no início de 1990 e a guitarra possuía menos cortes do que o modelo original, além de vir com uma ponte Kahler e um único pickup Seymour Duncan JB. Esta guitarra logo se tornou sua titular, sendo que Marty foi fiel usuário do modelo Kelly por todo período em que esteve no Megadeth (de 1989 até 2000), incluindo no pacote uma versão 'signature' (KE-1) de grande sucesso comercial. Depois que saiu do Megadeth, Marty abandonou as Jackson Kelly, passando a usar diversos outros modelos, de diversas marcas; porém, nunca mais deixou de ser associado ao seu modelo mais icônico. Curiosidade: em 2011, a Kelly #1 de Marty foi leiloada em benefício do instituto que cuida da saúde do guitarrista Jason Becker (portador de esclerose lateral amiotrófica desde 1990) e financia pesquisas sobre esta terrível doença. Os dois guitarristas trabalharam juntos no projeto Cacophony, nos anos 80. O valor do arremate não foi divulgado.

MATTHIAS JABS (SCORPIONS) – GIBSON EXPLORER 1978

Em 1978, quando foi convidado (por um irmão do então titular) para substituir Uli Jon Roth no Scorpions, Matthias usava uma Fender Stratocaster dos anos 60, modificada com um humbucker Gibson na posição da ponte. Porém, ele sentiu que precisava de uma guitarra com um 'som de Gibson' mais real e adquiriu uma Explorer branca novinha em folha. Por volta de 1981, Matthias mandou pintar três faixas pretas na parte traseira superior do corpo, e mais uma na parte inferior, e este novo acabamento acabou imortalizado justamente quando a banda conseguiu seu primeiro sucesso mundial: 'Love Like A Hurricane' (1984), cujo vídeo Jabs figura com esta guitarra. A partir de então, sua imagem nunca mais seria dissociada deste icônico instrumento. No entanto, esta Explorer nunca foi a principal guitarra de Matthias: além de algumas outras Explorers parecidas, ele dividia espaço com as Stratocasters, que eram de fato suas guitarras favoritas, uma vez que ele sempre considerou o modelo Explorer muito pesado. Em 1989, Matthias resolveu o problema do peso, projetando para a Gibson uma Explorer com corpo 10% menor, que a empresa batizou de 'Explorer 90' (uma vez que a guitarra tinha 90% do corpo de uma Explorer Standard). Desde então, o guitarrista abandonou as Explorers tradicionais (sua #1 e réplicas) e passou a usar quase que exclusivamente os modelos Strato e Explorer 90. Já há alguns anos, Matthias não usa mais Fenders e Gibsons em turnês, mas sim, réplicas e remodelações destas guitarras feitas pela empresa alemã Dommenget, numa parceria comercial de sucesso. Porém, Matthias é um ávido colecionador de guitarras 'vintage', e também possui uma loja especializada em negócios deste ramo (a qual também vende guitarras usadas por ele em turnês), sendo ainda proprietário de sua Explorer (e Stratocaster) original.

MIKE NESS (SOCIAL DISTORTION) – 'WOODPECKER'

Há décadas à frente da banda Social Distortion (eles começaram em 1978), Mike Ness é um guitarrista 'casca grossa' advindo da linhagem do punk rock. Uma de suas principais guitarras desde o final dos anos 80 – e sua mais icônica – é uma Gibson Les Paul Deluxe 'goldtop', ano 1976, com um adesivo do Pica-Pau colado no corpo (daí o apelido da guitarra). A única alteração feita na guitarra foi inclusão de pickups P-90 (que são single-coils) no lugar dos mini-humbuckers originais (o espaçamento dos dois pickups é o mesmo, o que facilita a troca sem modificar a madeira da guitarra). A preferência de Mike pelas Les Paul Deluxe dos anos 70 se deve ao fato de ser mais fácil encontrar este modelo (e depois modificá-lo) do que boas Les Pauls 'vintage' com captadores P-90, que são mais raras e muito caras. Sua obsessão pelos captadores P-90 vem do fato de Mike conseguir com eles uma sonoridade mais próxima de Neil Young, seu grande ídolo. Ele também prefere Deluxes fabricadas entre 1975 e 1976 por causa do braço de maple (o normal de uma Les Paul é ter o braço de mogno). Há vários anos ele vem instalando em suas guitarras os captadores Seymour Duncan Antiquity P-90.

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Post de 23 de março de 2017

Sobre Marco Pala

Marco Pala, nascido em 1975 na cidade de Monte Alto-SP, é advogado, guitarrista da banda Roy Corroy nas horas vagas e um apreciador do bom e velho rock and roll desde a mais tenra idade.

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