Guitarras: As mais icônicas do Rock - Parte 4

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Por Marco Pala
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Vamos à parte 4 da saga sobre as guitarras icônicas que marcaram a história do rock, lembrando que a sequência está em ordem alfabética por guitarrista, portanto, há muito que ser falado ainda.

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JERRY CANTRELL (ALICE IN CHAINS) – “BLUE DRESS”

Jerry Cantrell era uma figura diferente no universo “grunge”. Havia se tornado lugar comum entre guitarristas deste movimento o uso de instrumentos clássicos, que voltavam à moda naquela época, e também de guitarras “lo-fi”, como a Fender Mustang, por exemplo. Jerry usava Les Pauls, mas, na contramão do movimento, sua principal guitarra era uma super-strato típica do então contestado “hair metal” dos anos 80: a G&L Rampage. A G&L é uma empresa que foi fundada no final dos anos 70 por George Fullerton (“G”) e Leo Fender (“L”), nada menos que os criadores da Fender (cuja marca havia sido vendida para o grupo CBS – Columbia Broadcaster Systems – em 1965) e também da Music Man (vendida para a Ernie Ball nos anos 70). Segundo Leo, suas melhores guitarras foram feitas pela G&L. A “Blue Dress” (uma G&L Rampage 1984, com um adesivo de uma mulher seminua usando um vestido azul, próximo à ponte Kahler) foi a principal guitarra de Jerry durante décadas, tendo sido usada em todos os álbuns do Alice In Chains e em muitas turnês ao longo dos anos. A guitarra veio da fábrica com único pickup humbucker G&L, mas Jerry (que comprou a guitarra “zero km”) logo tratou de trocá-lo por um Seymour Duncan JB. Há poucos anos atrás, quando a Blue Dress sofreu uma pequena rachadura na parte de trás do corpo, Jerry decidiu deixá-la em casa, substituindo-a por modelos Rampage “signature” (além de algumas Les Pauls que sempre usou).

JERRY GARCIA (GRATEFUL DEAD) – “TIGER”

O doidão Jerry Garcia foi proprietário de cerca de 25 guitarras ao longo de sua vida, transitando por modelos tradicionais da Gibson, Fender, Guild, Travis-Bean, entre outras, por alguns anos. Mas depois de um tempo, ele começou a buscar um instrumento versátil que atendesse às suas necessidades pessoais, numa época em que instrumentos “custom” feitos por luthiers era um universo pouco explorado. Em 1971, Jerry encomendou uma guitarra para a empresa Alembic, que foi usada em algumas ocasiões. Daí, ele ficou amigo do luthier Doug Irwin (que trabalhava para a Alembic), que lhe fez “por fora” duas guitarras no período de um ano: a primeira (“Alligator”) em 1972 e a segunda (“Wolf”) em 1973, as quais eram usadas juntamente com outras de sua coleção. Porém, sua guitarra definitiva foi novamente feita por Irwin, que demorou quase dois anos para finalizá-la (em 1979), chamada de “Tiger”. A guitarra é única, com corpo feito com uma espécie sanduíche de madeiras (comum em instrumentos da Alembic), braço de maple e escala de ébano. Há molduras para instalação de 3 pickups humbucker, mas Jerry usava um single-coil DiMarzio SDS-1 na posição do braço e mais dois humbuckers DiMarzio Dual Sound no meio e ponte. O sinal dos pickups passava por um pré-amp que aumentava o ganho e diminuía a impedância do sinal. A Tiger também possuía outras chaves, que “splitavam” os humbuckers (inabilitando uma das bobinas, transformando-os em single-coils). Esta passou a ser a principal guitarra de Jerry Garcia até sua morte em 1995, e sofreu diversas modificações ao longo do tempo, incluindo experiências com sistemas midi e sintetizadores. Curiosidade: depois da morte de Jerry, houve uma batalha judicial pela posse das suas guitarras. De um lado, o Grateful Dead (que se dizia dono de todo acervo), e do outro, Doug Irwin (indicado em testamento por Jerry para ficar com todos os seus instrumentos). Tudo foi resolvido por um acordo, onde o luthier ficou com duas de suas criações: Wolf e Tiger. Ele colocou as guitarras em um leilão em 2002, e a Tiger foi arrematada por US$ 957.000 (a Wolf também foi arrematada por valor semelhante).

JIMI HENDRIX – “BLACK BEAUTY”

Muitos têm em mente a imagem de Jimi Hendrix empunhando uma Stratocaster banca no festival de Woodstock, em 1969, que de fato era uma de suas favoritas. Tanto faz qual guitarra ele tenha usado em sua curta carreira, Strato, Jazzmaster, Les Paul, SG, Flying V... Ele poderia ter tocado com qualquer coisa que, no final, ainda seria um dos pilares da guitarra moderna. Mas vamos falar de sua favorita nos seus últimos momentos: uma Fender Stratocaster preta (braço com escala de maple), ano 1968, que ele apelidou de “Black Beauty” (serial# 222625). A princípio, Hendrix somente a usava em gravações e também no backstage (para aquecimento) e por alguma razão ele tinha receio de levá-la ao palco. No início de 1970, meses antes de sua morte, Hendrix decidiu começar a usá-la nos shows e a guitarra se tornou seu instrumento favorito também para as suas explosivas performances, sendo sua titular em seus últimos dias de vida. Depois da morte de Jimi, a Black Beauty permaneceu em posse da sua então namorada (Monika), e ficou trancada no case por 25 anos. Pouco antes de se suicidar em 1996, Monika deu a guitarra de presente para ninguém menos que Uli John Roth (ex. guitarrista do Scorpions, que também vai figurar nesta lista em breve), seu então namorado. Uli ainda é dono do instrumento, mas nunca o expôs ao público.

JIMMY PAGE – “NUMBER ONE”

Esta talvez seja uma das guitarras mais conhecidas da lista, e certamente uma das mais famosas da história. Apesar da emblemática imagem de Page com sua guitarra de dois braços (uma Gibson EDS-1275), e de ter usado uma Fender Telecaster em suas primeiras gravações antológicas com o Zeppelin, a “Number One” foi de fato sua principal guitarra desde que a adquiriu em abril de 1969, principalmente ao vivo. Trata-se de mais um ”santo graal” da lista, ou seja, uma Gibson Les Paul Standard de 1959. Page comprou esta guitarra de Joe Walsh por um bom dinheiro para a época (em torno de US$ 1.200). Ele adorou a guitarra, principalmente por ser uma Les Paul ‘59 com um incomum braço fino (modificação feita por Walsh, que também fez com o que sumisse o número de série da guitarra). Mas Page estava acostumado com sua Telecaster (que havia ganhado de Jeff Beck) e não queria usar uma Les Paul com seu timbre “gordo” tradicional. Daí surgiu a ideia de tentar fazer sua nova guitarra soar como a Les Paul de Peter Green (como já vimos, tinha um som bem peculiar), sem saber exatamente qual era o segredo que havia naquela guitarra. O melhor que ele conseguiu foi mexer na fiação dos captadores até encontrar uma maneira de separar as bobinas e ligá-las em paralelo (o normal em humbuckers é a ligação em série), instalando chaves (escondidas sob o escudo) para fazer e desfazer as conexões (substituídas por modernos potenciômetros “push-pull” nos anos 80). Até onde se tem conhecimento, este foi o primeiro caso de “splitar” captadores humbuckers, coisa normal hoje em dia. Porém, o som não ficou igual ao de Peter Green, mas Jimmy Page conseguiu características peculiares, principalmente em se tratando de Les Paul. O pickup do braço permaneceu original, enquanto que o da ponte (PAF) foi trocado diversas vezes, inicialmente por um Gibson PAF “T-Top” e depois (nos anos 80) um Seymour Duncan sem a capa de níquel, estando assim até hoje. A Gibson produziu nos anos 90 uma série limitada baseada nesta guitarra, e há anos produz caríssimas réplicas Custom Shop das duas Les Pauls 1959 que Jimmy possui, incluindo esta. Ele usa algumas delas em shows, mas não vê problema em levar sua Number One onde quer que vá.

JOAN JETT – GIBSON MELODY MAKER 1965

Quando nos lembramos de Joan Jett, logo vem à mente a imagem da guitarrista cheia de atitude, empunhando uma Gibson Melody Maker branca e toda surrada. No primeiro ano de sua antiga banda (Runnaways), Joan tocava com uma Gibson Les Paul Deluxe “goldtop” cujo som ela adorava. Só que, para ela, a guitarra era enorme e também muito pesada. Em 1977 ela teve a oportunidade de comprar uma Gibson Melody Maker de Eric Carmen, da banda Raspberries. A Melody Maker é uma linha mais “econômica” da Gibson, originalmente destinada a estudantes, mas que acabou sendo normalmente usada por músicos de primeira linha por ser uma ótima guitarra. E menor, mais leve, o que atraiu Joan logo de cara. Esta Melody Maker teria vindo de fábrica com dois captadores single-coil (o normal era vir com apenas um), e tinha uma bela cor azul. O antigo dono a pintou de branco e instalou dois humbuckers, entre eles um raro Velvet Hummer. Joan mandou refazer o escudo e a guitarra ficou apenas com o Velvet Hummer na posição da ponte. Há muito tempo, Joan deixa sua #1 em casa e usa ao vivo algumas Melody Makers dos anos 60 com a mesma configuração. Atualmente, usa também seu modelo “signature” da Gibson.

JOE PERRY (AEROSMITH) – “BILLIE”

Dizia um artigo da Guitar Player que o equipamento colecionado por Joe Perry e seu colega de Aerosmith, Brad Whitford, daria para preencher o Grand Canyon até a tampa. Uma infinidade de guitarras “vintage”, modernas e custom, que ficam armazenadas em um enorme galpão. Portanto, é difícil escolher uma em particular, já que Perry sempre se alterna entre dezenas delas nos shows. Mas há uma guitarra curiosa que o acompanha há alguns anos, em estúdio e principalmente em turnês. Ela leva o nome da sua esposa: “Billie”. Trata-se basicamente de uma Gibson Lucille (uma ES-355 sem os buracos em “f”) confeccionada pela empresa especialmente para o guitarrista: apenas dois controles (volume e tone) e um switch de três posições no lugar dos controles normais da Lucille/355, o nome “Billie” no lugar de “Lucille” e o rosto da bela esposa de Joe Perry estampado no corpo branco da guitarra. Basta assistir a uma apresentação do Aerosmith para conferir a guitarra em ação em pelo menos uma música.

JOE SATRIANI – “CHROME BOY”

Joe Satriani sempre foi um adepto das super-strato. Em 1988, ele assinou um contrato com a Ibanez (em vigência até hoje), criando um modelo personalizado, a série “JS”, um dos maiores sucessos de vendas da empresa. Em 1990, ele encomendou à Ibanez uma JS-2 com acabamento cromado, o que acabou sendo um pesadelo logístico para a empresa, ante a imensa dificuldade de se fazer um acabamento cromado em madeira (mesmo depois de finalizada, eles tiveram ainda de aplicar camadas de plástico na guitarra para que o acabamento cromado não se soltasse e cortasse a mão do guitarrista). Foram feitos três protótipos, que Satch apelidou de “Chrome Boy”, “Refractor” e “Pearly”. Apesar de bonitas, o som das guitarras não era lá aquelas coisas, “um pouco comprimido demais”, como definiu o próprio Satriani quando pegou as guitarras. Das três, a “Chrome Boy” permaneceu mais tempo em seu set-up e se tornou uma de suas guitarras favoritas, marcando o imaginário de uma legião de guitarristas que descobriu este virtuose na virada dos anos 80 para os anos 90, e estando na ativa até hoje. Em 1998, a Ibanez decidiu lançar um modelo comemorativo de 10 anos da parceria entre o guitarrista e a empresa, lançando uma série limitada da Chrome Boy (JS10th), com o corpo feito de “luthite” (uma espécie de fibra de carbono) para tornar possível produzir em série uma guitarra com corpo cromado. A guitarra continuou bela e com som bem “mais ou menos”. Curiosidade: uma das três Ibanez cromadas originais (a “Pearly”) foi roubada no ano de 2002, depois de um show em Clearwater, na Flórida, e até hoje não foi recuperada.

JOHN FRUSCIANTE – FENDER STRATOCASTER 1962

Quando entrou no Red Hot Chili Peppers em 1988, substituindo o lendário Hillel Slovak, John costumava usar modelos super-strato (Kramer Pacer e Ibanez RG), até optar pelas Stratocasters (mais adequadas ao som da banda e que eram usadas por Hillel). Sua guitarra favorita passou a ser uma Strato 1968, que foi roubada por volta de 1991. Após deixar o grupo em 1992 e se afundar nas drogas, o guitarrista perdeu todos os seus bens (incluindo equipamentos). Resgatado algum tempo depois (e recuperado do vício que lhe custou cicatrizes horríveis), John retornou ao Red Hot Chili Peppers em 1997, mas ele não possuía sequer uma guitarra. O vocalista Anthony Kiedis lhe emprestou um dinheiro, ambos foram foi até à Guitar Center de Los Angeles e John comprou uma Fender Stratocaster “sunburst” original de 1962 (uma safra importante da Fender). Foi amor à primeira vista: até hoje a guitarra é sua favorita, figurando como seu principal instrumento em todos os álbuns e turnês desde sua volta ao Chili Peppers, no álbum “Californication” (até sair novamente em 2009) e também em seus trabalhos solo. Segundo o ex. técnico de guitarra de John, Dave Lee, por muito tempo ele tentou convencer seu patrão a deixar suas guitarras “vintage” em casa e sair em turnê com réplicas Custom Shop, mas John era irredutível em continuar excursionando com seus instrumentos originais (ele possui uma considerável coleção de guitarras antigas, principalmente Stratocasters dos anos 50 e 60). Quanto às poucas modificações que a guitarra sofreu, segundo Dave Lee, algumas informações dadas por John não estão corretas. Em entrevistas, Frusciante disse ter instalado pickups Seymour Duncan SSL-1 na Strato ’62 (os mesmos usados em sua Strato #2, do ano de 1955), mas o técnico diz que os captadores originais da #1 foram substituídos (sem que John sequer soubesse) por modelos comuns da Fender, que vinham nas Strato American Standard. Além dos pickups, apenas as tarraxas e as presilhas das correias foram trocadas.

Em breve a parte 5.

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Sobre Marco Pala

Marco Pala, nascido em 1975 na cidade de Monte Alto-SP, é advogado, guitarrista da banda Roy Corroy nas horas vagas e um apreciador do bom e velho rock and roll desde a mais tenra idade.

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