Megadeth - no apagar das luzes da banda, uma apresentação incrível em São Paulo
Resenha - Megadeth (Espaço Unimed, São Paulo, 02/05/2026)
Por Diego Camara
Postado em 04 de maio de 2026
Uma apresentação incrível esperava todos os fãs brasileiros que lotaram o Espaço Unimed neste último domingo, 2 de maio. No último ato de uma carreira de mais de 40 anos, o Megadeth entregou tudo e mais um pouco em um show recheado de clássicos com um tempero do último lançamento da banda, "Megadeth". Confira abaixo os principais detalhes do show, com as imagens de Fernando Yokota.
O público enchia a casa ainda faltando quase uma hora para a apresentação. Muita gente se reunia em ambas as pistas e o show foi de casa lotada. As longas filas nos bares e banheiros mostraram que os fãs não economizaram para o show, e a fila da barraca do merchandising - uma das mais ativas que vi recentemente no Espaço Unimed - fez com que acabasse praticamente todos os itens a venda do show: camisetas, bonés, moletons, entre outros.

O Megadeth foi subir ao palco com 5 minutos de atraso, para um público ávido e ansioso. Mustaine entrou com um holofote sobre si, tocando o solo rápido e potente de "Tipping Point", o grande sucesso do novo disco, para loucura do público. A qualidade do palco do Espaço Unimed valeu mais uma vez, e a guitarra soava com perfeição. O detalhe negativo ficou para a voz, com o microfone um pouco mais baixo do que os outros instrumentos.

O público, porém, cantou alto e preencheu o vácuo dos microfones, puxando com muita vontade o refrão da música e gritando muito com os solos mágicos de Mustaine e Mäntysaari. Apesar do menor apelo do público com "The Conjuring" - a novidade desta apresentação no Brasil, única vez tocada nesta turnê - os aplausos encheram a casa e os gritos pela banda foram unanimidade.

Logo em seguida, a banda já lançou "Hangar 18", um dos seus maiores sucessos, com uma tremenda surra de guitarra do início ao fim. Os fãs cantaram muito e bateram cabeça demais com a longuíssima troca de solos de guitarra e a batida firme de Verbeuren na bateria.

Logo em seguida, outra pancada e uma das favoritas do público: "She-Wolf" deixou os fãs loucos e cantando muito durante toda a música, aplaudindo demais o trabalho da banda e do suadíssimo e detonado Dave Mustaine. Para não deixar o ânimo cair, logo depois veio "Sweating Bullets", com os fãs levando o punho ao ar e cantando muito mais uma vez.

O Megadeth nunca foi uma banda que entregou apresentações medianas, mas desta vez é clara a vontade de ir além do padrão. O show tinha apenas começado, e Mustaine estava derretendo no palco. Incansável, ele carregou o show durante todo o tempo, e o resto da banda correspondeu muito com uma entrega instrumental além do comum.

Nas poucas paradas, Mustaine se mostrou já bastante saudosista, e o tom leva a crer realmente que o final do Megadeth é real, e que a banda não fará como algumas outras - estamos olhando para vocês, Kiss e Scorpions - que vivem de tours de despedida que não parecem nunca terminar.

O solo entregue em "Wake Up Dead", a música de abertura do clássico "Peace Sells", foi maravilhoso e levantou os fãs, que se dividiram pelo espanto com a gritaria. Encaixada nela veio "In My Darkest Hour", que puxou muito os fãs para cantarem junto com Mustaine, contrastando aos solos super rápidos.

Outra música incrível do novo disco foi "Let There Be Shred", excelente que relembra os melhores momentos dos clássicos da banda. Essa toada "Rust in Peace" é sentida pelo magnífico trabalho de Verbeuren na bateria, e os solos de guitarra que corroem a música por inteiro.

Na parte final, o show ficou ainda mais sério. A primeira a vir para detonar de vez foi "Symphony of Destruction". A música, que normalmente mora no final dos setlists da banda, dessa vez foi puxada um pouco acima, e os fãs cantaram muito a melodia, chamando o nome da banda - prática comum dos fãs - em um dos momentos mais mágicos da apresentação.

Logo depois, a banda lançou "Tornado of Souls", que é desde sempre uma das favoritas do público brasileiro. As primeiras notas já incendiaram o público, e a pista ficou pequena para todas as vozes dos fãs que preencheram o ar. Mustaine até deixou os microfones de lado, dando para o público a responsabilidade de completar o refrão final.

Para fechar, a banda trouxe algo que ninguém imaginaria que poderia acontecer algum dia: o cover de "Ride the Lightning", do Metallica, já uma grande surpresa ter sido parte do último álbum, ganhou suas primeiras versões ao vivo na turnê sul-americana. Os fãs receberam com muita alegria um dos grandes sucessos do Metallica raiz, em uma versão violenta e potente com a cara (e a guitarra) de Mustaine.

A banda saiu do palco mais uma vez - algo corriqueiro durante toda a apresentação - e voltou logo em seguida para "Peace Sells", que contou novamente com uma apresentação incrível dos fãs, que não largaram em momento algum os vocais da banda.

Finalizando, a banda lançou a já manjada - e esperada - "Holy Wars", que contou com um trabalho incrível dos instrumentos, em especial da bateria de Verbeuren e as guitarras de Teemu, em um final magnífico de uma história épica contada pelo Megadeth em toda sua carreira.
Setlist
Tipping Point
The Conjuring
Hangar 18
She-Wolf
Sweating Bullets
I Don't Care
Dread and the Fugitive Mind
Wake Up Dead
In My Darkest Hour
Hook in Mouth
Let There Be Shred
Symphony of Destruction
Tornado of Souls
Mechanix
Ride the Lightning (Metallica cover)
Peace Sells
Holy Wars... The Punishment Due












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