O disco do Kiss que mudou a vida de Marty Friedman (e o fez desistir dos esportes)
Por Mateus Ribeiro
Postado em 22 de maio de 2026
O guitarrista Marty Friedman é um dos grandes personagens da história da música pesada. Na ativa desde a década de 1980, integrou o Megadeth entre 1990 e 2000 e gravou alguns dos trabalhos mais celebrados da banda, com destaque para "Rust in Peace" (1990) e "Countdown to Extinction" (1992).
Antes de se juntar ao Megadeth, Friedman atuava como artista solo. O talentoso músico ainda integrou o Cacophony, grupo que contava com Jason Becker, outro ícone das seis cordas.
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Friedman definitivamente construiu uma trajetória artística bem-sucedida. Sua carreira profissional, no entanto, poderia ter seguido outro caminho. Coube ao Kiss, mesmo que indiretamente, mudar essa história.
Em 2016, Marty concedeu entrevista à Classic Rock e listou os álbuns que mudaram sua vida. "Alive!" (1975), do Kiss, foi um dos trabalhos citados pelo guitarrista.
Ao justificar sua escolha, Friedman relembrou o impacto que o disco causou em sua adolescência. Segundo o músico, o álbum praticamente definiu o rumo que sua vida seguiria dali em diante.
"Isso mudou praticamente tudo para mim. Até o momento em que ouvi esse álbum, eu queria praticar esportes, o que era um pouco irrealista. O 'Alive!' resolveu isso muito rápido, eu soube que tinha que tocar guitarra."
"Como alguém poderia ouvir esse disco e não querer tocar rock agressivo e em volume alto? Era tudo tão divertido e emocionante. Eu irritava toda a vizinhança tocando o disco, e depois os irritava tocando guitarra junto. Na época, era muito importante conseguir tocar cada riff do álbum com perfeição. Meus amigos pensavam da mesma forma. Era um álbum realmente inspirador."
Eventualmente, Marty se transformou em um guitarrista renomado e chegou até mesmo a ser cogitado para integrar o Kiss. No entanto, sua altura teria sido encarada como um possível empecilho. Confira mais detalhes sobre esse episódio na nota a seguir.
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