Tarja sobre o Nightwish: "Era tão infeliz, não eram tempos felizes"
Por Emanuel Seagal
Postado em 12 de junho de 2026
Tarja Turunen afirmou que não pretende reviver o período em que integrou o Nightwish, descrito por ela como infeliz, em entrevista à Metal Hammer España. A declaração surgiu quando o assunto passou a ser o prazer que a cantora diz sentir atualmente nos palcos.
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O Passado
A cantora finlandesa integrou o Nightwish de 1996 a 2005. Sua saída foi comunicada em 21 de outubro de 2005, logo após um show em Helsinque, na Finlândia, o último da turnê do álbum "Once". Nos bastidores, os demais integrantes entregaram à vocalista uma carta informando a sua demissão, texto publicado no dia seguinte no site da banda em formato de carta aberta.
O documento atribuía o desligamento a mudanças de atitude da cantora e à influência de seu marido e empresário, Marcelo Cabuli, além de citar um suposto distanciamento dela do restante do grupo. O episódio teve grande repercussão, com entrevistas coletivas, uma carta aberta de resposta da própria Tarja e ampla cobertura da imprensa.
"Não eram tempos felizes"
Mais de duas décadas depois, Tarja disse não ter intenção de voltar àquela fase. "Eu nunca, nunca, nunca estaria disposta a voltar para onde eu estava nos meus dias no Nightwish. Era tão infeliz. Não eram tempos felizes", afirmou.
"[…] Por que você faz música? Deveria ser algo feliz. Deveria ser… Quero que as pessoas venham aos meus shows e também voltem para casa felizes. Ter essa energia é absolutamente importante", completou.
Felicidade nos Palcos
A declaração veio após o entrevistador comentar tê-la visto recentemente em Barcelona relaxada e à vontade no palco, um aspecto diferente das primeiras apresentações que assistiu na época do Nightwish, no início dos anos 2000.
Ela relatou que costuma ser questionada sobre o ritmo intenso de shows. "A Sharon den Adel, do Within Temptation, me perguntou como diabos eu consigo fazer tantos shows o tempo todo, como eu trabalho tanto, sempre em turnê", relembrou.
"E eu disse: sim, é verdade, mas eu realmente gosto disso. Eu me sinto como uma lâmpada acesa nos meus shows. Sou muito feliz. Fico feliz que você tenha enxergado isso em mim, porque é realmente verdadeiro", contou.
A cantora reconheceu que a rotina de estrada é dura, sobretudo por estar longe da família. "É difícil estar na estrada como mãe, fechar a porta de casa e deixar a família para trás, ficar semanas longe. Sinto falta deles. É fisicamente difícil viajar e estar na estrada", relatou.
"[…] Mas tenho a melhor equipe de pessoas. Tenho caras muito legais comigo e uma equipe linda. Somos todos como uma família feliz. Eu não tenho uma banda, mas sinto que tenho uma banda comigo", acrescentou.
Reaproximação com Marko
Ela destacou o apoio mútuo no grupo e estendeu a observação à reaproximação com Marko Hietala, ex-baixista do Nightwish, com quem voltou a se apresentar e gravou o single "Left on Mars". "Eles estão ali para me apoiar e, se tenho um dia ruim, como todo mundo tem, me dão um ombro amigo. E foi assim também com o Marko. Tivemos dias bons e dias ruins, e estávamos lá um para o outro", declarou.
Sobre a relação com o ex-companheiro de banda, ela disse que o vínculo mudou por completo. "Mudou tudo, porque eu nem conhecia o cara nos tempos de Nightwish. A gente não se conhecia de verdade. Nos reconectamos há alguns anos e é como se ele fosse um novo amigo na minha vida, apesar de termos uma longa história", explicou.
"[…] Conversamos muito e estivemos presentes em bons e maus momentos. Nestes últimos anos, nos apoiamos. Uma vez, nós dois ficamos tão doentes que estávamos só chorando no ombro um do outro. Momentos assim a gente nunca pôde compartilhar antes. Não havia essa conexão entre nós, e agora há", concluiu.
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