Paul McCartney encerra turnê brasileira com noites Inesquecíveis em São Paulo e Rio
Resenha - Paul McCartney (São Paulo e Rio de Janeiro, dezembro de 2023)
Por Gabriela Aruo Tece
Postado em 24 de dezembro de 2023
No últimos dias, São Paulo foi palco de uma trilogia de shows de Sir Paul McCartney. A zona Oeste da metrópole foi tomada por uma atmosfera mágica, evidenciando mais uma vez por que McCartney é considerado o maior nome vivo da história da música e do Rock.
O show começou com um pouco de atraso, mas nada que incomodasse os espectadores entretidos com o vídeo de abertura que mostra um interminável prédio com fotos de todas as épocas da vida de Paul. Fotos com os outros integrantes dos Beatles, Wings, músicos de sua carreira solo, suas ex-esposas e até mesmo amigos dentro do mundo da música como Dave Grohl. Nem mesmo o alto preço pago no ingresso para ter a oportunidade de vê-lo em duas cidades me incomodava mais.
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O estádio foi a loucura com os primeiros acordes de "Can’t buy me love", cantado em uníssono pelo público. Nem mesmo a chuva que começou a cair nessa hora desanimou o público – ainda que durante "Junior’s farm" e "Letting go" parte do público tenha ido procurar algum abrigo da chuva que começava a ficar mais forte.
Mas a chuva ficou novamente em segundo plano quando Paul e sua banda começou a tocar "Drive my car" lançada em 1965, seguida de "Got to get you into my life", a chuva continuou forte em "Come on to me", mas enfraqueceu durante "Let me roll it", o que parece ser uma coincidência do destino, pois se em uma música Paul pediu para que "venha até mim", na segunda a plateia já
saía de seus abrigos e iam ‘rolando’ e cantando em direção ao palco, como se estivesse interpretando a música que estava sendo tocada. Vale lembrar que houve também uma palinha de "Foxy Lady" do mestre Jimi Hendrix.
Depois foi a vez de "Getting Better", "Let 'em in", "My Valentine" (dedicada a Nancy Shevell), "Nineteen hundred and eighty-five" e "Maybe i'm amazed", talvez tenha sido a parte mais calma do set, porém os olhos de todos estavam hipnotizados assistindo a um espetáculo.
Em seguida, o clássico "I’ve just seen a face" animou e levantou novamente os espectadores, que foi sucedida por "In Spite of all the Danger" (cover dos The Quarrymen, a primeira música gravada pelos Beatles conforme lembrou Paul) e "Love me do", outro clássica que deixou os beatlemaníacos malucos.
Mas os Beatlemaníacos logo teriam mais um momento de êxtase com "Blackbird", um momento único, mágico e intimista entre Paul e o público de 40 mil pessoas, com um pedaço do palco sendo erguido e deixando Paul mais visível para todos os presentes com um show de estrelas no telão do fundo do palco e também as luzes que vinham da plateia. E assim o show seguiu com a mesma energia passando por clássicos como Lady Madonna, Let ir be, Live and let die, Hey Jude, assim o show foi seguindo até o final, mas na hora do último bis, Paul presenteou os fãs com "Day Tripper", sendo a primeira vez que foi tocada na turnê.
Mas o Rio de Janeiro, por sua vez, experimentou o ápice da turnê no último sábado (15), no lendário e gigantesco Maracanã, onde McCartney se despediu do público brasileiro. O espetáculo transcendeu as expectativas, tornando-se não apenas um show, mas um evento histórico. Aos 81 anos, o ícone do rock provou que a idade é apenas um número, conduzindo um espetáculo de quase três horas com maestria.
Em uma apresentação que mesclou clássicos dos Beatles e da fase com o Wings, McCartney demonstrou sua versatilidade ao trocar de instrumentos diversas vezes. O repertório diversificado incluiu sucessos como "Junior's Farm" e "Letting Go", esta última destacando-se pela brilhante performance dos metais. A homenagem a Jimi Hendrix durante "Let Me Roll It" evidenciou a riqueza musical presente no espetáculo.
O Maracanã, cenário grandioso com seu inesquecível público – e não estamos falando de futebol, ein – foi palco de um espetáculo visual deslumbrante, com canhões de iluminação, lasers e telões que criavam atmosferas únicas para cada música. O público participou ativamente, iluminando o estádio com balões coloridos em "Ob-La-Di, Ob-La-Da" e celulares em canções mais lentas como "Let it Be" e "Something". As homenagens a George Harrison e John Lennon, somadas ao dueto virtual com a imagem de Lennon em "I've Got A Feeling", elevaram a emoção a patamares inimagináveis. As mais de 60 mil placas escritas "Na Na" durante o coro de Hey Jude foi algo esplendido, aqueles momentos para mostrar que todo o artista tem que vir ao Brasil, não há lugar igual ao nosso no planeta. E entre os que estavam no coro, havia famosos como Gilberto Gil e Milton Nascimento, ambos com os mesmos 81 anos do Sir, sendo que o segundo até chegou a conversar com o eterno Beatle durante a passagem.
Ao encerrar o espetáculo no Maracanã, McCartney agradeceu calorosamente e prometeu retornar, deixando os corações dos fãs repletos de esperança. O sentimento de satisfação e emoção estampado nos semblantes da multidão refletiu a grandiosidade e a magia proporcionadas por Sir Paul McCartney, que, aos 81 anos, continua a encantar plateias ao redor do mundo. O Brasil se despede de uma turnê histórica, marcada não apenas pela música, mas pela celebração à vida e à longevidade artística de um dos maiores ícones da música mundial.
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