Nightwish e Delain: uma apresentação mágica em São Paulo

Resenha - Nightwish e Delain (Tom Brasil, São Paulo, 28/09/2018)

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Por Diego Camara
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Três anos depois da sua última apresentação, também para um Tom Brasil lotado, o Nightwish voltou aos palcos latino americanos para mais uma série de shows. Em São Paulo o primeiro, sold out, se esperava o típico caso da casa hiperlotada, apertada e insuportável. Não foi desta vez: pudemos ver um ótimo clima, uma grande recepção e uma apresentação mágica, que marcou os mais de 20 anos de carreira da banda. Confira abaixo os principais detalhes do show, com as imagens exclusivas de Fernando Yokota.

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Com o show de abertura marcado para às 20h15m, o público chegou cedo e ocupou as filas em volta da casa desde o início do dia. Apesar da grande quantidade de pessoas, a entrada foi bastante tranquila, e bem antes do início do show do Delain, os fãs já estavam dentro da casa. Claro que muitas pessoas foram chegar no horário, já que era uma sexta-feira, e o público cresceu bastante ainda após o horário marcado para o show da abertura.

DELAIN

A apresentação foi ocorrer com 30 minutos de atraso. O público tinha lotado a casa, e os fãs receberam aos aplausos o Delain de Martjin Westerholt e Charlotte Wessels. Os holandeses, que crescem no gênero a cada disco lançado, foram muito bem recebidos pelos fãs do Nightwish. Já acostumada a shows pequenos no Brasil - onde já tocaram outras duas vezes - a banda não é estreante por estas bandas.

O show foi bastante curto, com apenas 9 músicas. É difícil saber se o atraso do início do show prejudicou o setlist da banda, mas fica na mente que poderíamos ter visto um show mais longo dos holandeses. A apresentação no geral foi boa, mas difícil não ver que o som da banda tenha sido prejudicado em detrimento as configurações do palco. O som das guitarras foi no geral sofrível e extremamente baixo na maioria das músicas, o que pareceu frustrar um pouco o guitarrista Timo Somers.

Wessels, porém, teve uma performance magistral. Com muito carisma e inteligência, ela dominou o público e animou bastante os presentes, com grande excelência. Se emocionou muito com os fãs, e ficou bastante feliz pelo calor do público brasileiro. Os fãs, por sinal, cantaram junto e apoiaram muito a banda, especialmente em músicas como o single "Suckerpunch" e "We are the Others", que fechou o show em grande qualidade. Outro grande momento do show foi a participação de Marco Hietala em "Sing to Me", música em que participou na gravação do disco "The Human Contradiction". O público se amontoou perto do palco para ver a dobradinha de perto, puxando seus celulares e filmando.

Setlist Delain:
Intro: The Monarch
1. Hands of Gold
2. Suckerpunch
3. The Glory and the Scum
4. The Hurricane
5. Sing to Me (com Marco Hietala)
6. Fire with Fire
7. Mother Machine
8. Don't Let Go
9. We Are the Others
Outro: The Monarch

NIGHTWISH

Diferente da abertura, esse show não sofreu atrasos, e em torno de meia hora foi o bastante para preparar o palco para a apresentação do Nightwish. Com tudo pronto, o público apenas aguardou a hora para o início do show, quando Troy Donockley subiu ao palco para uma emocionante performance de "Swanheart" nas flautas e gaita de fole. A lindíssima intro foi seguida pela entrada estrondosa da banda, que veio com tudo sacando "End of All Hope". O som estava alto, mas muito alto, e de estourar, e veio acompanhado ainda pelos gritos e o furor dos fãs, que cantaram junto com Floor Jansen desde o início.

O som estava muito bom, por sinal, e o clima na casa era de grande empolgação também em "Wish I Had an Angel", com grande performance de Hietala nos vocais e um belíssimo solo de teclado de Holopainen. Todos os instrumentos pareciam muito bem audíveis, em uma excelente sintonia e sinergia também com a iluminação do palco e o telão: é um show completo, como uma grande obra de arte, que coloca o show do Nightwish em um nível superior.

A banda teve uma séria incrível de grandes performances. Vindo mais para a frente, "Gethsemane" emocionou o público com a sua melodia mágica e com o belíssimo uso das teclas, em uma demonstração da profundidade do som do Nightwish no seu lado sinfônico. "Élan", do último disco, trouxe uma pegada bem forte da música folk, com as belas introduções na flauta. "Dead Boy's Poem", que veio não muito depois, trouxa uma impressionante performance vocal de Jansen, que emocionou tanto quanto a versão original da música. A canção fez o público cantar junto, em um momento muito intimista do show.

Alguns dos grandes destaques do show vieram dos novos discos. Do renegado "Imaginaerum" veio "I Want My Tears Back", até uma surpresa enorme do show: o público pulou muito curtiu enormemente a música, cantando junto do início ao fim, com direito até a dancinha de Floor Jansen no palco. "Amaranth", que veio em seguida, é um grande símbolo da era Olzon no Nightwish, com a mesma grande recepção de sua anterior.

Contrastando isso, algumas joias antigas também vieram ao palco: "The Carpenter", com uma belíssima performance de Donockley nos vocais, fez uma ótima dupla com Jansen. Destaque também para o excelente solo de Vuorinen. "The Kinslayer" veio logo em seguida, com uma morte do telão no meio da música, para um provável e momentâneo desespero da equipe técnica, que foi rapidamente sanado - e possivelmente não prejudicou as gravações do DVD.

Fechando o show, a banda sacou três grandes sucessos da carreira: "Nemo", "Slaying the Dreamer" e "Ghost Love Score". Sem "Wishmaster", sem "Ever Dream", sem "Over the Hills", a banda desta vez dividiu seu show entre o clássico e o lado B, com músicas que há muitos anos não se via ao vivo. Uma proposta um pouco ousada - apesar da estrutura do show ainda ser bastante conservadora - mas que fez grande sucesso: essa sem dúvidas foi uma das melhores performances da banda no Brasil desde sempre.

Setlist Nightwish:
Intro: "Swanheart", por Troy Donockley
1. End of All Hope
2. Wish I Had an Angel
3. 10th Man Down
4. Come Cover Me
5. Gethsemane
6. Élan
7. Sacrament of Wilderness
8. Deep Silent Complete
9. Dead Boy's Poem
10. Elvenjig (cover de música tradicional)
11. Elvenpath
12. I Want My Tears Back
13. Amaranth
14. The Carpenter
15. The Kinslayer
16. Devil & the Deep Dark Ocean
17. Nemo
18. Slaying the Dreamer
19. The Greatest Show on Earth (Parts I: Four Point Six; II: Life; III: The Toolmaker
20. Ghost Love Score

Outro: The Greatest Show on Earth (Parts IV: The Understanding; V: Sea-Worn Driftwood




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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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