Guns N' Roses: A festa "Hollywoodiana" no Rock in Rio
Resenha - Guns N' Roses (Rock In Rio, Rio de Janeiro, 23/09/2017)
Por Danilo Dias de Souza
Postado em 27 de janeiro de 2018
O show mais esperado do Rock in Rio finalmente teve início, meio e fim: estou falando da festa hollywoodiana que os garotos do Guns N' Roses nos proporcionaram na madrugada de domingo. Quando os largos telões de led exibiam o logotipo da banda com a guitarra símbolo do Rock in Rio em azul no meio, o público já sabia o que estava por vir. A música tema do Looney Tunes começa, os gritos são ensurdecedores, alguns jogos de luzes iluminam o palco, e eis que surge a voz de Mc Bob: "From Hollywood... Guns N' Roses!!!".
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A luz foca em Duff Mckagan começando It's so Easy e logo ao seu lado surgem Slash e Axl. Nesse momento, se alguém ainda estava parado, não ficou mais.
Todos ali presentes cantando palavra por palavra da música que abria o show, e para qualquer lado que Axl Rose e Slash corriam no palco, a platéia ficava mais enlouquecida ainda, parecia que tínhamos voltado para os anos 90, quando o Guns N' Roses dominava o mundo. Após o término da Easy, começou imediatamente a Mr. Brownstone, música tão suave que até podemos dançar ao som dela. Inclusive as dancinhas do Axl estavam lá no palco, não tinha mudado. Logo em seguida começa a canção que pra muitos de nós já podemos considerar um clássico: Chinese Democracy com toda sua potência; a fúria que Axl exerce nessa música é contagiante, assim como a imediatamente posterior... Os primeiros acordes da lendária Welcome to the Jungle deixam o público hipnotizados, a famosa frase "You know where you are? You're in the jungle baby, you're gonna die..." foi de arrepiar, tenho certeza que muitos garotos, garotas, tiozões e tiazinhas começaram a chorar ou, no mínimo, marejaram os olhos. Também pudera, ver essa canção sendo executada após 26 anos em que a banda passou pelo Rock In Rio II foi emocionante. Axl Rose, Slash e Duff sabem dar um espetáculo como pouquissímos Rock Stars. Ah, mas muitos vão falar: "A voz do Axl não existe mais, a interação deles no palco é pouca e blá blá"... Cara, aproveitem ao máximo enquanto eles estão vivos, porque depois que eles morrerem nunca mais vamos poder ve-los ao vivo novamente, só por You Tube ou dvd, ou seja lá qual a tecnologia que estiver disponível, então vamos aplaudir esses caras sempre que possível, pois a espera para ver a formação quase que original foi longa. Lembrem que choramos quando Axl disse a famosa frase "Não nessa vida", mas lá no fundo sabíamos que a reunião iria acontecer. Dito isto, voltando ao show.

Não vou conseguir citar todas as canções mágicas que o Guns N' Roses executou, pois passaria o dia todo aqui. Mas impossível não citar a doce e poderosa Estranged, um dos auges de composição de letra e musicalidade da história da banda, essa canção faz muita gente chorar de emoção. Retornada ao setlist no Rock in Rio de 2011, Axl canta ela como outrora cantava, Slash faz os solos quase que igual a música gravada, Duff também tem uma execução de alto nível e os demais os acompanham.
Rocket Queen me fez quase chorar, ver Axl girando enlouquecidamente com seu pedestal após o solo "Talkbox" do Slash foi mágico, parecia que eu estava vendo uma execução plena de Use Your Illusion II, simplesmente mágico. You Could be Mine é uma canção para tirar o público do chão, ô clássico poderoso. Seguimos com o show apoteótico, algumas músicas para frente, eis que Axl apresenta a banda, e então faz uma brincadeira "esquecendo" o último integrante, ai ele se lembra, Slash, o que é muito bacana pros fãs verem a amizade e sincronia de ambos no palco, inimaginável há alguns anos. Já sabiamos o que estava por vir: o Hino absoluto do Guns N' Roses, dentre tantos hinos, essa se destaca, vale lembrar que a música começou como uma brincadeira de Slash e que se tornou um hino para Axl, estou falando obviamente de Sweet Child O'Mine, cantada a plenos pulmões por todos. Vão se passar centenas de anos e essa música vai ecoar como se fosse a primeira vez. Tivemos Yesterdays voltando ao set, um presente muito especial para o pessoal, assim como Used to Love Her, sendo essa última com uma execução que parecia que havia sido tirada do disco e posta ali, pois foi exemplarmente tocada (e cantada). A November Rain foi épica, não tenho palavras para descreve-la, que canção linda, faltou apenas Slash subir no piano.
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Slash sobe encima das caixas de retorno, os primeiros acordes de Paradise City começam, então ficamos com um misto de empolgação e apreensão, pois o espetáculo estava terminando. Para nossa alegria, foi épico porém para nossa tristeza, não sabemos que dia eles vão voltar, mas esperamos que seja logo. Apito jogado no público, os tradicionais papéis picado em verde amarelo, correria e solos frenéticos, e no final surge Axl Rose com aquele famoso final "Oh won't you please take me home, thanks Rio, thanks Brasil" e microfone jogado na platéia: terminado o épico show de 3 horas e alguns minutos, o mais longo do evento até hoje, superando o do Bruce Springsteen, com um show de alto nível e deixando pra trás qualquer má impressão (injusta, pra mim) do show acidentado de 2011.

Todos ali presentes foram para suas casas sabendo que viram a maior banda de rock do mundo em atividade. A espera pelo trio original foi longa, mas recompensadora, Axl Rose, Slash, Duff Mckagan, Richard Fortus, Melissa Reese, Dizzy Reed e Frank Ferrer fizeram que todos nós voltassem aos anos 90, tocando os clássicos da banda. Muitos ali nem eram nascidos quando a banda dominava o mundo, mas com certeza várias gerações vão se lembrar do dia 23/09/2017, o dia em que o Guns N' Roses deu um novo mata-leão no Rock in Rio, assim como fizera em 1991.
Obrigado Guns N' Roses por tornar essa madrugada épica.
Obrigado por se reunirem e fazer de nós os fãs mais felizes do mundo.
Vida Longa ao Guns N' Roses

Vida Longa a Not In This Lifetime Tour
Vida Longa Axl Rose, Slash, Duff Mckagan, Melissa, Frank, Dizzy e Richard
Enquanto houver balas nas armas e espinhos nas rosas, o Guns N' Roses continuará vivo e pulsante.
Rock In Rio 2017
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