Megadeth: Para cumprir tabela, banda faz um show curto em São Paulo

Resenha - Megadeth (Espaço das Americas, São Paulo, 31/10/2017)

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Por Diego Camara
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Pouco mais de um ano após a apresentação da banda no Brasil, o Megadeth retornou aos palcos brasileiros para dois novos shows. Ainda na turnê do álbum “Dystopia” – a mesma do show anterior da banda na cidade em 2016 – Mustaine repetiu o mesmo espetáculo de uma maneira bem resumida. Com um setlist enxuto e um bom público ao Espaço das Américas, a banda trouxe um grande número de sucessos e saiu ovacionada. Confira abaixo os principais detalhes do show, com as imagens de Fernando Yokota.

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A banda responsável pela abertura do espetáculo foi o Vimic, do baterista ex-Slipknot Joey Jordison. Apesar de bastante consistente, especialmente na sua base e nas guitarras – que contam com técnica impecável – a banda mais agrada por ser de quem é. As guitarras são fortes, a bateria potente e os vocais – em alguns momentos quando puxado mais para o gutural – são realmente muito bons. O público, por outro lado, pareceu curtir mais o show pela presença e performance de Jordison do que outra coisa. No final, é difícil saber até que ponto a banda pode realmente se diferenciar no mar do heavy metal americano.

O Megadeth subiu ao palco pouco depois das 22h. A montagem do palco era diferente do que é comum presenciar dos americanos, claramente mais humilde do que o padrão: apenas um telão ao fundo, diferente do que o dos shows anteriores no Brasil, e sem os telões laterais. O som, porém, estava ótimo, e isso ficou desde a abertura do show com “Hangar 18”, música de abertura já batida mas que, como sempre, traz a mesma reação de emergência e aflição que o Megadeth tenta passar em seu show. Faltou um pouco de limpeza no som da base, que ficou meio embolado junto com a voz de Mustaine, mas o solo estava incrível e impecável, como se espera de sua dupla de guitarristas.

O som foi ficando mais firme no decorrer do show. Em músicas como “The Threat is Real” e “Wake Up Dead”, a base já soava bem melhor, em especial a bateria de Verbeuren, excelente substituto para as baquetas da banda.

O show correu muito bem, e bastante rápido. A banda interagiu minimamente com o público, e música após música o show chegou rapidamente no seu ponto alto. Músicas como “Sweating Bullets”, do clássico “Countdown”, e a rápida e eletrizante “She-Wolf” levantaram o público. “Sweating” foi cantada a plenos pulmões pelos fãs, que não perderam um verso da canção. A bela introdução da guitarra em “She-Wolf”, com Mustaine “solitário” no palco, arrepiou o público.

A banda passou muito bem ainda pelo estilo clássico thrash de “Skin o’ My Teeth”, e da lindíssima “A Tout Le Monde”, um dos grandes sucessos da banda, cantada mais uma vez a plenos pulmões pelo público, em parceria com Mustaine. Aqui se vê que os vocais de Dave estão ótimos, claro na medida de qualidade que podemos considerar para um vocalista que nunca foi conhecido pela técnica vocal, mas sim pela emoção e visceralidade que demonstra nos shows.

Para delírio do público, a banda não esqueceu desta vez de “Tornado of Souls”. Em outra excelente performance que levou o público a loucura, o solo de guitarra de Kiko Loureiro foi o fiel da balança dessa música. Logo depois, “Symphony of Destruction” veio varrendo o público mais uma vez, com o clássico coro com o nome da banda na base da guitarra - como já virou praxe nos shows do Megadeth por estas bandas.

A banda saiu rapidamente do palco e retornou para tocar “Mechanix” e “Peace Sells”, com outro momento memorável quando o público canta sozinho a bridge da música, comandados por Dave Mustaine. No bis, veio a clássica saída de show com “Holy Wars”. O show no final pareceu ficar um pouco arrastado do que a correria de boa parte do espetáculo. O setlist também pareceu curto demais, especialmente se comparado ao show da perna anterior da tour do “Dystopia” em São Paulo, dando ao show uma cara de “filler” dessa nova perna sul-americana. Porém, no geral, tudo correu muito bem, e o Megadeth novamente arrasou em São Paulo.

Megadeth é:
Dave Mustaine - Vocal e guitarra
David Ellefson - Baixo
Kiko Loureiro - Guitarra
Dirk Verbeuren - Bateria

Setlist:
1. Hangar 18
2. The Threat Is Real
3. Wake Up Dead
4. In My Darkest Hour
5. Trust
6. Take No Prisoners
7. Sweating Bullets
8. She-Wolf
9. Skin o' My Teeth
10. A Tout Le Monde
11. Tornado of Souls
12. Dystopia
13. Symphony of Destruction
14. Mechanix
15. Peace Sells
Bis:
16. Holy Wars... The Punishment Due

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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