The Offspring: Show direto, agitado e quente no Rock in Rio

Resenha - Offspring (Rock In Rio, Rio de Janeiro, 24/09/2017)

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Por Rudson Xaulin, Fonte: Rudson Xaulin
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O público pediu, a banda com toda certeza merecia, e foi isso que aconteceu: THE OFFSPRING no Palco Mundo do Rock In Rio 2017. A banda usou os lendários ídolos dos RAMONES para dar o sabor de entrada da noite, muito Punk Rock! Logo que BLITZKRIEG BOP terminou de ecoar, o logo do OFFSPRING estava no telão principal e banda entrou com tudo, mandando de cara YOU'RE GONNA GO FAR KID, tirando todo mundo do chão. DEXTER HOLLAND entrou um pouco frio nos vocais, mas logo se achou e o show transcorreu sem mais nenhum problema grave.

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O set seguiu com ALL I WANT, e o vocalista já estava nos braços do público, mostrando ali que teríamos um show pra cima, quente e cheio de energia, e foi exatamente isso que o OFFSPRING nos deu. A banda é pedida certa para qualquer palco, e digo até que para qualquer tipo de evento, não existe público que não se renda a energia da banda, do carisma e de canções que marcaram sua época e gerações. Tenho certeza que o pessoal do skate sabe muito bem disso!

COME OUT AND PLAY veio a galope! Foi um tiro certo para tirar do chão quem ainda teimava em não pular com o grupo, um hino, uma clássica que nunca vai perder o gostinho de nostalgia, um ar de "todos contra o mundo", fazendo do OFFSPRING uma marca em milhares de passagens das pessoas da adolescência para a fase adulta. O guitarrista NOODLES, usando uma camiseta do N.W.A., falou bastante com o público, que retribuiu com muitos aplausos e gritos, o que fez o veterano guitarrista sorrir. A plateia gritou o nome da banda o tempo todo, e eles responderam com muita energia e fazendo o melhor que podiam para entregar um bom show.

O set foi bem curto, poderia ter sido mais extenso, poderia. Poderia ter mais músicas, claro que poderia! Mas o OFFSPRING entregou o que tinha de melhor na manga, e deu um tiro certeiro, possivelmente um dos shows mais quentes e animados desta edição do festival. Espaço para (CAN'T GET MY) HEAD AROUND YOU, seguida de perto por ORIGINAL PRANKSTER, um dos carros chefes do grupo e que soou muito bem ao vivo. Foi fácil ver que o Rock In Rio inteiro estava pulando, fazendo o chão tremer, de uma maneira positiva. Ainda mais nos dias de hoje... Talvez o ponto negativo do show, tenha sido o terceiro guitarrista, que "não apareceu", a não ser atrás da sombra dos demais integrantes da banda, o que para um grupo punk, é estranho. Pode até ser normal no núcleo da banda, mas mesmo assim é muito estranho. A cozinha estava perfeita, bateria afiada como navalha, o baixo só que soou frio, e até mesmo apagado, musicalmente e visualmente.

Logo a banda emendou HAVE YOU EVER, STARING AT THE SUN (com presença de sinalizadores no meio da roda punk!) e WANT YOU BAD, animando ainda mais a roda punk, ensandecendo o público e fazendo do festival uma festa pra lá de agitada! BAD HABIT trouxe mais sinalizadores e logo na sequência tivemos HIT THAT, que sem dúvidas foi à faixa com melhor execução vocal de DEXTER no show, soou muito bem, um dos pontos altos da apresentação. Depois foi a vez de GONE AWAY ganhar a cena, com teclado, muitas e muitas luzes de celulares vindos da multidão, fazendo deste momento um dos mais belos da noite e até mesmo do festival como um todo.

WHY DON'T YOU GET A JOB? foi mais uma que o público esperava, um grande clássico do OFFSPRING e que não poderia ficar de fora, e não ficou. AMERICANA também apareceu, seguida de perto pelo maior hit do grupo, obviamente que é PRETTY FLY, que fez o Rock In Rio inteiro incendiar, lá no show, e até mesmo quem estava acompanhando a apresentação de casa, um hino do rock n' roll, sem dúvida! Sem perder tempo, o grupo colocou mais lenha na fogueira, trazendo THE KIDS AREN'T ALRIGHT, uma das melhores letras do OFFSPRING, fazendo quase tudo vir abaixo. Estávamos chegando ao fim da apresentação, onde a banda escolheu SELF ESTEEM para dizer que sim, o show havia acabado. Saiu de cena uma das melhores bandas do line-up, e levou com ela um show tão curto e tão preciso, que um "quero mais" ficou tão óbvio no ar, que não era preciso nem ser um especialista para saber que o público aguentaria mais uma hora de THE OFFSPRING facilmente. Show direto, agitado e quente, uma receita perfeita para o porte do Rock In Rio. Dever de casa cumprido com maestria!

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