Bon Jovi: um de nossos dinossauros sagrados no Rock in Rio

Resenha - Bon Jovi (Rock in Rio, Rio de Janeiro, 22/09/2017)

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Por Rudson Xaulin, Fonte: Rudson Xaulin
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Uma das maiores expectativas deste Rock In Rio era o BON JOVI. Querendo você ou não, a banda arrasta multidões por onde passa. A mescla de um hard rock cru lá atrás, uma deitada na cama do sorrateiro pop e até um flerte com o country, fizeram a banda gerar uma safra de inimigos, o que para o rock n’ roll é apenas um ponto negativo. Apontar o dedo para uma banda com tanto tempo de estrada e fazendo sua parte para manter o que ainda resta do rock suspirando, é injusto... A banda chegou toda cheia de carisma, e antes de subir ao palco, JON passava pelos acessos do palco sorrindo e mostrando que a noite seria de muita diversão.

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A banda foi ovacionada assim que pisou no palco, um belo jogo de luzes e um efeito muito bonito para a introdução, assim tivemos a novíssima THIS HOUSE IS NOT FOR SALE. Na sequência veio RAISE YOUR HANDS, que fez muitas pessoas pularem e soltarem o grito junto com JON, que se esforçava desde o inicio para atingir suas notas, e ficou o tempo todo em um campo mais baixo que o normal, mas, o cara estava no palco, cantou, fez suas tradicionais dancinhas de personagens de "PSOne" e interagiu bastante com a plateia. Ponto pra ele!

Tivemos espaço para KNOCKOUT, que até foi legal de ver ela pelo set, mas o que veio depois, quase apagou o que a banda havia feito até ali, era a hora de YOU GIVE LOVE A BAD NAME, clássico dos clássicos do rock n’ roll mundial. Nela, ficou mais evidente o esforço de JON em simplesmente cantar, mas o público ajudou muito, fora os backing vocals que foram perfeitos durante toda a noite, além do suporte de uma banda afiada demais. Claro, todos sabem que SAMBORA faz falta, muita falta, mas PHIL X se comporta de maneira respeitosa com o legado da banda, e ainda da uma nova cara ao grupo, sendo sempre muito paparicado por JON. Além de claro, ser um bom guitarrista.

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Seguimos com um set cheio de canções que embalaram gerações, mesclando coisas mais modernas, mas tudo que o BON JOVI pode nos dar, nos deu. Músicas cantadas em coro, pirotecnia das luzes lembrando seus clipes, uma cozinha muito bem entrosada, mas o baterista se destacou, e ele estava lá, tocando sempre do mesmo jeito, TICO TORRES é um showman, se "atirando" sobre a bateria, um cara muito querido pelos fãs... BECAUSE WE CAN soou legal ao vivo, o público respondeu bem a ela, cantando e pulando, pudemos ver algumas pessoas chorando, foi bonito. Mas em RUNAWAY, com destaque para DAVID BRYAN, claro, a banda mostrou que sabe o que está fazendo e deu aos fãs um prato cheio de boa música, energia e uma cara de retorno a tempos de outrora.

Outra de grande apelo foi BED OF ROSES, empolgou muito, uma das mais esperadas, e soou linda ao vivo, como sempre. Prato cheio para saudosistas e não foram apenas as "menininhas" que se empolgaram, havia muitos marmanjos a plenos pulmões tentando abafar o som que vinha do palco. Ela veio seguida de perto por outro monstro de BON JOVI, IT’S MY LIFE, uma "clássica moderna", mas com certeza é mais uma das canções do grupo que vai seguir sendo cantada por gerações e gerações. Foi um dos momentos mais altos do show, sem dúvida!

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Claro que WANTED DEAD OR LIVE não poderia ficar fora, e por sorte, não ficou. Uma das mais belas ao vivo, um ar de velho oeste tomou de assalto o Rock In Rio, e mais uma vez, voltamos no tempo, e isso o BON JOVI sabe fazer com maestria: Dar-te uma boa nostalgia no peito, lembranças, tempo bom e coisas que não voltam mais... Em BAD MEDICINE foi legal ver JON ir até a plateia, ficou lá embaixo, cantou com o público e quase fez alguns corações saírem pela boca. Carismático como sempre, ele deu uma aula de como tratar bem seus súditos, nunca decepcionando quem se extreme para ter um pouquinho da sua atenção.

O show seguiu para o final, tivemos o óbvio bis, claro, mas muitas pessoas queriam mais e vão dizer que muitas canções de peso ficaram de fora, e isso é um fato, mas assim JON segura o público na mão para uma próxima vez. Os trabalhos foram encerrados com maestria com LIVIN’ ON A PRAYER, nem preciso dizer que tudo quase veio abaixo, um hino, uma marca na história! Muitos e muitos sonham em fazer isso com suas bandas de rock n’ roll, criticam JON, podem jogar suas pedras, mas o BON JOVI segue na estrada, sendo um dos nossos dinossauros sagrados, que logo deve partir, e o que teremos? Obrigado, BON JOVI!

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