The Cult: Porto Alegre pôde ver um show direto
Resenha - Cult (Bar Opinião, Porto Alegre, 17/09/2017)
Por Guilherme Dias
Postado em 18 de setembro de 2017
Fotos Liny Oliveira
http://www.facebook.com/photoslinyoliveira
O The Cult esteve em Porto Alegre pela segunda vez. Foi o segundo show da "South America Tour 17". O local do show foi o bar Opinião, menor do que o Pepsi On Stage, que foi o palco de 2008. Pessoas de todas as idades lotaram a casa, porém os mais veteranos tomaram conta da pista.
Pontualmente as 22 horas, os britânicos Ian Astbury (vocal) e Billy Duffy (guitarra), acompanhados dos americanos John Tempesta (bateria) e Damon Fox (guitarra) e do australiano Grant Fitzpatrick iniciaram o show com "Wild Flower" ("Eletric", 1987). Sem conversa emendaram "Rain" ("Love", 1985) e "Dark Energy" ("Hidden City", 2016).

Caminhando de um lado para o outro do palco, Ian arriscou o português para agradecer os aplausos dos fãs. Leu um cartaz que pedia por "Fire Woman", avisando que a música seria tocada mais tarde. Após as sensacionais "Peace Dog", "Lil’ Devil" (ambas de "Eletric") e "Nirvana" ("Love") Ian fez a leitura de um banner da marca de cerveja que patrocina o local da apresentação, sem entender o que significava. Ian também elogiou a jaqueta de um fã que estava na grade.

No meio de "Birds of Paradise" ("Hidden City"), o frontman realizou uma homenagem para Chris Cornell, recebendo muitos aplausos e realizando um gesto de coração com as mãos como agradecimento. O ponto forte da noite foi quando "She Sells Sanctuary" ("Love"), "Sweet Soul Sister" e "Fire Woman" (canções que representaram o álbum "Sonic Temple", de 1989) foram apresentadas na sequência. Elas anunciavam que o show estava próximo do seu término. Pouquíssimo tempo depois de deixarem o palco, os músicos voltaram para o bis.

No retorno ao palco Ian disse que a próxima parada do grupo seria em Curitiba, perguntando se os porto-alegrenses gostam de Curitiba. O repertório foi encerrado com "Kind Contrary Man" e "Love Removal Machine" ("Eletric"). Os músicos priorizaram clássicos no setlist, deixando de fora "Revolution" que foi bastante lembrada pelos gaúchos.

A qualidade sonora estava perfeita e o trabalho de iluminação foi completo, com diversas luzes adicionais. Os fãs puderam ouvir a potente voz de Ian com clareza e ver de perto as belas guitarras de Billy. Ele utilizou modelos Les Paul da Gibson e a sua marca registrada, o modelo Falcon G7593T da Gretsch. Apesar da frieza dos músicos com a plateia, o gelo foi se quebrando aos poucos. Depois de usar bastante as suas pandeirolas, Ian distribuiu-as para os mais sortudos, Tempesta jogou baquetas e os responsáveis pelas cordas lançaram palhetas para os fãs. Porto Alegre pôde ver um show direto, onde frescuras não foram bem-vindas e a música esteve no topo em 100% do tempo.






Outras resenhas de Cult (Bar Opinião, Porto Alegre, 17/09/2017)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Confira a lista completa de eleitos ao Rock and Roll Hall of Fame 2026
A reação de George Israel ao retorno do Kid Abelha
Rafael Bittencourt usa Garrincha e Pelé para explicar diferença em relação a Kiko e Marcelo
Iron Maiden é confirmado no Hall da Fama do Rock; Bruce Dickinson vai aceitar a homenagem?
Os dois álbuns do Metallica que Andreas Kisser não curte: "Ouvi apenas uma vez na vida"
Por que Leoni ficou de fora da reunião do Kid Abelha com Paula Toller? Lembre as brigas
Quais são as 4 maiores bandas do heavy metal, segundo a Ultimate Classic Rock
O maior disco do metal para James Hetfield; "Nada se comparava a ele"
Os 11 rockstars com a melhor reputação de todos os tempos, segundo a Loudwire
A sincera opinião de James Hetfield sobre "Master of Puppets", clássico do Metallica
O riff que melhor define Tony Iommi, e quem mostrou o caminho foi ninguém menos que Ozzy Osbourne
Rage anuncia cancelamento de turnê pela América do Sul
A melhor banda que Dave Grohl já viu: "Vontade de beber cem cervejas e quebrar janelas"
A música épica de 23 minutos que o Dream Theater tocará em seus próximos shows no Brasil
A resposta sincera de Aquiles Priester para quem diz que ele é "chato"
Roger Waters responde que música do Pink Floyd ele gostaria que tocasse em seu velório
Homossexualidade: 5 nomes da cena rock/metal que assumiram
Eloy Casagrande explica porque sua máscara no Slipknot possui um furo de bala na testa


Entre a Sombra e o Futuro - Como Halford, Astbury, Danzig e Dickinson desafiaram seu passado
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista
Maximus Festival: Marilyn Manson, a idade é implacável!



