Maroon 5: Competência e simpatia no Rio de Janeiro
Resenha - Maroon 5 (Praça da Apoteose, Rio de Janeiro, 20/03/2016)
Por Gabriel von Borell
Postado em 25 de março de 2016
Fechando a turnê 'On the Road' pelo Brasil, o Maroon 5 se apresentou na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro, para um público de 35 mil pessoas (lotação máxima) no último domingo (20). A atual excursão da banda liderada pelo vocalista Adam Levine faz parte da divulgação do álbum mais recente do grupo americano, 'V', lançado em 2014. Antes deles subirem ao palco, o quarteto da Flórida Dashboard Confessional foi responsável pela abertura do show.
Competentes e simpáticos, a banda, uma das precursoras do emo, lá no início dos anos 2000, começou a apresentação às 20h e conseguiu atrair os olhares do público (que em sua maioria não conhecia o trabalho deles) com sucessos da careira como 'Don't Wait', 'Stolen', 'Vindicated' e 'Hands Down', além do cover do Coldplay 'Fix You'. Depois de pouco mais de 40 minutos de show, o Dashboard Confessional se despediu da plateia sob aplausos e então restava aos fãs esperarem por Levine e cia.
Para delírio das moçoilas presentes, que gritavam histericamente a qualquer movimentação no palco, o cantor jurado do The Voice americano surgiu no palco às 21h35, ao lado de James Valentine (guitarra), Mickey Madden (baixo), Jesse Carmichael (teclados e guitarra), PJ Morton (teclados e guitarra) e Matthew Flynn (bateria). De cara, o Maroon 5 deu início a noite com 'Animals', 'One More Night' e 'Stereo Hearts' em sequência, para ninguém ficar parado.
O show seguiu com 'Lucky Strike' e 'Wake Up Call'. Logo depois, Levine parou para falar com os fãs de forma mais discursiva pela primeira vez. 'Nós estivemos por todo o país com esta turnê e podemos garantir que vocês no Brasil formam o melhor público que nós já tivemos', disse o cantor, que domina a arte de agradar a plateia. De forma orgânica e com muita objetividade, o grupo executou 'Love Somebody', 'Maps' e 'This Love', enquanto o público carioca cantava em forte couro cada verso das canções.
Em seguida Levine apresentou os integrantes da banda, efusivamente aplaudidos por uma Apoteose lotada. 'Sunday Morning', 'Payphone' e 'Daylight' fecharam a apresentação antes da banda voltar para o bis. No retorno ao palco veio uma surpresa diante do setlist previsível de todo repertório dos shows no país. Ao invés de cantar 'Lost Stars', como aconteceu nas outras cidades brasileiras que receberam o Maroon 5 nesta passagem, Levine interpretou 'Garota de Ipanema', com direito a primeira parte da composição, eternizada na voz de Tom Jobim, cantada em português, e depois finalizada em inglês.
Apesar do frontman ter confessado que estava com medo de errar, o astro tirou de letra a situação e provou que manda bem quando arrisca palavras na nossa língua. A reta final do show continuou com a romântica 'She Will Be Loved', a dançante 'Moves Like Jagger' e, para encerrar, a envolvente 'Sugar', em uma apresentação curta para os fãs, que tiveram que voltar para casa com 'gostinho de quero mais' por volta de 23h. Fica para a próxima! Pelo menos Adam Levine prometeu pisar por aqui novamente. Alguém duvida?
Setlist:
1- "Animals"
2- "One More Night"
3- "Stereo Heart" (Gym Class Heroes cover)
4- "Harder to Breathe"
5- "Lucky Strike"
6- "Wake Up Call"
7- "Love Somebody"
8- "Maps"
9- "This Love"
10- "Sunday Morning"
11- "Payphone"
12- "Daylight"
Bis:
13- "Garota de Ipanema"
14- "She Will Be Loved"
15- "Moves Like Jagger"
16- "Sugar"
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



5 clássicos do rock cujas letras envelheceram mal
Jennifer Finch, baixista da L7, morre aos 59 anos devido a um câncer cerebral
Nazareth abre a turnê brasileira em Vitória com clássicos de cinco décadas
A música do Toto que se tornou trilha sonora do vôlei na Rede Globo
Quando Robert Plant enquadrou uma banda por plágio e levou o troco na mesma hora
Mick Box, guitarrista do Uriah Heep, conta como Brexit dificultou tudo para bandas britânicas
Mick Jagger e Keith Richards aprovam o uso de IA para fazer música, mas com uma condição
A música de Bruce Dickinson que tem riff no estilo Scorpions
A banda que vendeu milhões nos anos 70 e hoje não aparece nas listas de rock clássico
O disco do rock nacional que "custa mais que o seu carro", segundo Sérgio Martins
O clássico dos anos 70 que para Slash tem o "melhor timbre de guitarra de todos os tempos"
Com Corey Glover (Living Colour) nos vocais, One Tribe Nation lança cover do Black Sabbath
O dia em que Ozzy Osbourne entrou em um protesto contra ele mesmo e ninguém percebeu
Slash elege os 10 maiores riffs de guitarra de todos os tempos
As 3 bandas dos anos 1980 de que Paulo Ricardo mais é amigo, segundo o próprio
Fotos de Infância: Bon Scott, do AC/DC
Os hits que Cazuza compôs com esperança: "É minha trilogia de Sarney ao PT no poder"
O clássico do Metallica que foi escrito por Mustaine e ficou fora dos shows por 20 anos

Resenha e fotos do Sweden Rock Festival 2026 - Keep the Fire burning!
Nenhum de Nós celebra show histórico de número 2.500 com teatro lotado em Belo Horizonte
Resenha e fotos do show da banda Dogma em Porto Alegre
Wolf Alice e Lykke Li transformam o Vivo Rio em ponto de encontro do indie europeu
CDM Metal Fest - Metal como resistência cultural no Sul de Minas Gerais
Metallica: Quem viu pela TV viu um show completamente diferente
Em 16/01/1993: o Nirvana fazia um show catastrófico no Brasil



