Coldness: O show de lançamento oficial do "Intervention"

Resenha - Coldness (Anfiteatro do Dragão do Mar, Fortaleza, 13/09/2015)

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Embora já estivesse nas mãos de muitos fãs da banda cearense de Heavy Metal, o disco "Intervention", da COLDNESS, só foi lançado oficialmente neste domingo, 13 de setembro, no Anfiteatro do Centro Dragao do Mar de Arte e Cultura. Para o show de lançamento, gratuito, com apoio do Dragão do Mar e outras entidades (inicialmente, por outros compromissos, eu não tinha intenção de escrever esta resenha, então vou ficar devendo mesmo, sorry), um bom número de fãs ocupou as arquibancadas do anfiteatro.

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Para começar, o jornalista Gustavo Queiroz (do Detector de Metal), apresentador do evento, contou um pouco da história da banda, que surgiu através das ideias de seu tecladista, Gabriel Andrade, e inicialmente tinha o nome de PROJETO. O público nao chegou a ocupar todas as cadeiras do anfiteatro, mas ao contrário de outros shows (em festivais ou em que a banda se apresentou como ato de abertura de bandas de fora do estado como ANGRA, VIPER e ANDRE MATOS), aqueles presentes estavam ali pra ver só a COLDNESS.

Foto: Arquivo Produções
Foto: Arquivo Produções

Foto: Arquivo Produções
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Foto: Arquivo Produções
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Há que se ressaltar, antes mesmo de falar do som da banda, que o palco estava espetacularmente armado, em uma produção digna das maiores bandas, com iluminação formada por algumas dezenas de canhões, variado em cor e intensidade de acordo com a música. Um espetáculo de gente grande, Pulse-like. O som tambem estava de fazer inveja, não só em altura como tambem em nitidez, com o som do baixo de George Rolim, por exemplo, perfeitamente claro.

Foto: Arquivo Produções
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Falando agora de música, seremos breves, pois ja comentamos em diversas ocasioes como o som da COLDNESS tem a capacidade de tocar fundo na alma e nao queremos ser repetitivos. Podemos acrescentar que "On a Great Speed" , do primeiro album, recebeu o tratamento que merecia na voz de Lenine Matos, ora aveludada, ora agressiva, sem deslizes.

Embora seja chover no molhado pela milésima vez, é preciso ressaltar o quanto Lenine encarna o frontman ideal, brincando com os colegas (chega a fingir pedir permissão para dedilhar a guitarra de Yago Sampaio em trechos claramente ensaiados e faz algo parecido em outros momentos com cada um dos colegas de palco que o coloca à frente de muitos que ocupam semelhante posição. À frente de outros frontman, isso faz sentido? Faz.

Foto: Arquivo Produções
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Foto: Arquivo Produções
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Outro ponto importante a ser ressaltado é que a audição do disco na íntegra, dá oportunidade de ouvir faixas como "Hope", a forma como se desenham no palco, os movimentos de Pasknel Ribeiro conduzindo-a, por exemplo. No entanto, não foi dessa vez que vimos o coral em "Intervention", faixa que dá nome ao disco e que no original conta com participações que abrilhantariam mais esse espetáculo. Um pecado sem perdão. Bad COLDNESS.

Foto: Arquivo Produções
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O show continuou com faixas com solos etéreos da guitarra de Yago Sampaio e do teclado de Gabriel Andrade, muita melodia, mas também muito peso. Outra que (creio) ouvi pela primeira vez ao vivo foi "Legacy of A King". Gabriel foi bastante feliz ao colar a parte final de teclado à parte inicial da próxima.

Foto: Arquivo Produções
Foto: Arquivo Produções

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Foto: Arquivo Produções

Faz diferença ser a banda principal, a calma, a possibilidade de entender uma nota tranquilamente por um segundo ou dois (coisa que Gabriel e Lenine fizeram algumas vezes) a mais e assim conseguir um impacto maior.

As luzes se apagam e a banda chega a sair do palco no interlúdio de "The Closure", a "Rime of The Ancient Mariner" da COLDNESS. Fica a atmosfera. Não sei se gosto muito disso. Sempre reclamo quando o ANGRA usa partes pré-gravadas e já reclamei até do DREAM THEATER, não há motivo para que eu não reclamasse da COLDNESS também. Entretanto, o resultado é bom quando a banda volta. Há algo como uma explosão, como um climax e isso explica por que minha opinião (negativa) não está completamente formada.

Depois da "Rime...", ou melhor, de "The Closure", vem a pesada "Live Now", outra do primeiro disco, "Existence", com um excelente solo de teclado. E pra fechar o show, o single "Tormented", em que mais uma vez o teclado de Gabriel, com seu sensacional riff, faz a diferença.

Foto: Arquivo Produções
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Foto: Arquivo Produções
Foto: Arquivo Produções

Foto: Arquivo Produções
Foto: Arquivo Produções

Foto: Arquivo Produções
Foto: Arquivo Produções

E o público queria mais. "Mais um, mais um", gritavam os fãs da COLDNESS. Este "um", ou "dois", ou "três", poderiam ser as ótimas " In The Mirror (No Choices)", " Lost In The Valley Of Eternity" ou "Clash Of A Time", todas obviamente do primeiro disco (já que o segundo foi tocado na íntegra). Fica pra próxima.

Foto: Arquivo Produções
Foto: Arquivo Produções

Foto: Arquivo Produções
Foto: Arquivo Produções

Foto: Arquivo Produções
Foto: Arquivo Produções

A COLDNESS é uma das bandas mais sérias do Ceará e em breve estará ganhando o Brasil com seu "Heavy Metal de Luxo". Outro show como esse (mas, dessa vez com o coral, por favor) daria gosto de ver não só ao vivo, mas também num DVD, degustando uma boa cerveja no sofá de casa num domingo. Quem sabe?

SET LIST

1. Becoming The Passenger
2. Failure In Your Eyes
3. The Turnaround Motion
4. On A Great Speed
5. Justify Your Existence
6. Profundis Fatis
7. Hope
8. Intervention
9. Legacy of A King
10. Gathering
11. The Closure
12. Live Now
13. Tormented

Veja mais imagens deste show no endereço abaixo:
https://www.flickr.com/photos/arquivoproducoes/sets/72157658...

Agradecimentos:
Gandhi Guimarães, Victor Rasga e André Rocha, pelas fotos que ilustram esta matéria.

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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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