Ministry: Se rolasse mais meia hora o público ainda estaria lá
Resenha - Ministry (Audio Club, São Paulo, 06/03/2015)
Por Adriano Coelhog
Postado em 12 de março de 2015
Lembro quando em 1992, anunciaram que os reis do rock industrial estavam no Brasil, foram na MTV, promoveram o álbum, mas nada de show, todos achavam que em pouco tempo eles estariam no Brasil, será?
Estamos no ano de 2015 e, agora sim, eles tocaram no Brasil. Al Jourgensen o vocalista passou por varias internações, é um milagre que ele esteja vivo, pois a droga era uma coisa até rotineira em sua vida, ele que inclusive muitas vezes fazia apologia a uso de drogas pesadas como cocaína e heroína. Apesar dos trinta anos de estrada, e inúmeros trabalhos lançados, os álbuns queridos são: The Band of Rape and Honey (1988), The Mind is a Terrible Thing to Taste (1989) e Psalm 69(1992), eles que tiveram um começo estilo Depeche Mode, mas, escolheram o barulho como estilo de vida, em 2004 chamou a atenção com House of the Mole.
Um bom público no local (mesmo assim, eu esperava mais pessoas) e todos, estavam sedentos, muitos quase senhores na plateia e, apesar de um pequeno atraso a banda entra no palco, barulho, vibração, adrenalina, e energia, tudo isso misturado, em dezesseis músicas, o ultimo trabalho, lançado em 2013, foi muito aclamado pela imprensa, mas, infelizmente, a maioria dos fãs, respeitou, mas não se empolga muito com as suas músicas dos últimos quinze anos, sentíamos que todo mundo assistia e respeitava o Ministry, mas a ansiedade de escutar os clássicos era visível para cada um que estava na plateia.
Enfim, um intervalo e, a banda entra com "N.W.O." muitos foram para frente, à loucura começou, "Just One Fix" é recebida com euforia, às rodas se abriam, e eles emendam "Thieves", muita emoção com a longa "So What", e para encerrar "Khyber Pass", Al mostra sua simpatia, agradecendo e juntando as duas mãos e se curvando ao público brasileiro, sim, gente, se rolasse mais meia-hora de show, o público estaria lá, mas eles terminaram, ficaram devendo "Stigmata". Mas não vou dizer, que eu esperava mais, pois todos saíram felizes, como eu disse no começo, apesar de poucos conhecerem as atuais músicas, o show foi perfeito do começo ao fim.
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