Dark Tranquillity - show extremamente técnico e homenagem a Tomas Lindberg marcam retorno
Resenha - Dark Tranquillity (Carioca Club, São Paulo, 18/01/2026)
Por Diego Camara
Postado em 22 de janeiro de 2026
Depois de mais de 8 anos desde sua última apresentação solo no Brasil, o Dark Tranquillity voltou novamente para uma apresentação super especial: a comemoração do aniversário dos álbuns "Character", que faz 30 anos, e "The Gallery", com 20 anos de idade. Os fãs se juntaram e cantaram muito os principais sucessos da banda, vendo músicas que nunca foram tocadas antes por estas bandas.
O show foi começar com cinco minutos de atraso, para um Carioca Club longe da sua lotação máxima, mas ainda com muita gente que foi ver a banda sueca. O Dark Tranquillity subiu ovacionado pela plateia, e começou o show com um set especial do álbum "The Gallery". A primeira da noite foi "Punish My Heaven", começando com tudo com uma qualidade imensa de palco.
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O público gritou e se empolgou muito, puxado pela performance potente de Mikael Stanne. O som perfeito do palco tornou a apresentação extremamente técnica, com o excelente trabalho de guitarra em "Edenspring" chamando muito a atenção dos fãs, que bateram cabeça durante toda a música e aplaudiram muito a apresentação da banda.

O trunfo da banda no primeiro set foi "The Emptiness From Which I Fed", uma das novidades desta turnê e nunca antes tocada ao vivo pelo Dark Tranquillity. O público curtiu bastante, e os mosh pits tomaram conta da pista do Carioca Club. Um solo de guitarra magnífico coroou a apresentação.

Com um pequeno interlúdio, a banda volta ao palco para o set especial de "Character", que abre com a forte e rápida "The New Build", puxada pelo trabalho técnico e minucioso de Nilsson. O mosh foi crescendo no centro da pista e ficou enorme com "One Thought", puxada pela força progressiva do som e com um excelente trabalho das guitarras mais uma vez, entregando um solo intrincado e potente.

"Thought Smudged Lenses" veio logo depois, uma das músicas favoritas do público. O mosh no centro do palco cresceu e os fãs se animaram demais com essa, centrada no estilo clássico do bom e velho death metal. "Lost to Apathy" fechou esse set, entregando uma apresentação de altíssimo nível e deixando o público doido, aplaudindo muito e cantando o nome da banda.

Se já não era o bastante, a banda finalizou o show com uma leva de grandes sucessos e favoritas do público. Destaque para "ThereIn", uma das melhores da noite com o público cantando junto e puxando o coro durante toda a música. Logo em seguida, "Unforgivable" é o convite ideal para o moshpit: extremamente rápida e com um ritmo frenético que esquentou ainda mais os fãs.

Em seguida veio "Atoma", aplaudida por todos os fãs e mais um convite para o moshpit. O show foi fechado com "Terminus", que manteve o ânimo do público lá em cima em um movimento magistral de Stanne e companhia.

Na volta para o bis, a banda começou com "Phantom Days", com muita força nas guitarras e teclado, mas foi com "Misery's Crown" que o negócio ficou ainda mais sério: uma das favoritas dos fãs, chamando o público para cantar junto e bater cabeça mais uma vez.

Para fechar, a banda convidou o público para prestar uma homenagem a Tomas Lindberg com a música "Blinded by Fear", do At The Gates, um dos artistas mais influentes do death metal mundial e importante expoente de Gotemburgo que faleceu ano passado na luta contra o câncer.

A homenagem ao amigo foi marcante e emocionou o público, enquanto imagens do frontman apareciam no telão da casa, e fez os fãs gritarem e cantarem junto, em uma despedida digna de um artista que construiu o legado da música sueca. No final, o público começou a sair da casa ao som de "The Flames of the End", enquanto imagens de Lindberg continuavam no telão.

A excelente apresentação não seria possível sem a qualidade essencial do som apresentado, e por isso a Overload está de parabéns por ter trazido o Dark Tranquillity e apresentado a banda no seu melhor nível.

Setlist:
Punish My Heaven
Edenspring
Lethe
The Emptiness From Which I Fed
The Dividing Line
The New Build
One Thought
The Endless Feed
Through Smudged Lenses
My Negation
Lost to Apathy
The Last Imagination
ThereIn
Unforgivable
Atoma
Not Nothing
Terminus (Where Death Is Most Alive)
Bis:
Phantom Days
Misery's Crown
Blinded by Fear (cover do At The Gates)
Outro: The Flames of the End (música do At The Gates)














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