Moedor: Hammer, Carnnyvale e Sloth em sábado de Carnaval
Resenha - Moedor (Studio Knob, Macapá, Amapá, 14/02/2015)
Por Bruno Blackened
Postado em 20 de fevereiro de 2015
Carnaval, época da "hibernação" dos metalheads. Alguns caem mesmo na folia, vão ao Sambódromo e assistem ao desfile das escolas de samba, sem constrangimento nenhum (afinal, se gosta, então por que não?). Outros preferem fugir das festividades, ficando em casa, ouvindo Metal, reunindo os amigos para comer aquele churrasco com cerveja, assistir filmes e diversas outras atividades.
Como alternativa ao Carnaval, a Rataria Produções realizou, neste sábado (14), no Studio Knob, o Moedor, evento que reuniu as bandas HAMMER, CARNNYVALE e SLOTH para celebrar o Heavy Metal ao invés dos sambas de enredo e fantasias espalhafatosas.
Em geral, shows no Studio Knob são sinônimos de interação e bom humor entre plateia e músicos. Os primeiros a demonstrarem isso foram os da HAMMER. Executando as composições Ódio Interno, Epifania, Doce Psicose e Começo do Fim, o grupo agradou bastante ávidos por Thrash/Death Metal (que era a temática do Moedor), sendo as músicas bem rápidas e elaboradas, com Aurélio Figueiredo estreando sua guitarra de sete cordas. Parabéns ao quarteto pela ótima apresentação!
Novidades na segunda banda do cast: CARNNYVALE agora está com dois guitarristas e novos covers! Os novos membros são Thiago Dantas e Rafael Ferreira, o que vai dar um gás e tanto nas bases e solos das músicas.
Sem deixar a fogueira Thrash Metal vacilar nem um minuto, o grupo mandou Caos Mundial, Necrófago, Teatro do Medo e Sete. Covers também tiveram espaço no set, mas nada de Piranha (EXODUS) ou Mad Butcher (DESTRUCTION). Desta vez, foram Cowboys from Hell, Cemetery Gates (PANTERA) e Arise (SEPULTURA) que fizeram os cabelos dos metalheads esvoaçarem feito hélices potentes.
Borrões escuros e giratórios foi o que se viu também na apresentação da SLOTH, que executou clássicos de IRON MAIDEN (Powerslave), METALLICA (Harvester of Sorrow, Disposable Heroes, Fight Fire with Fire e Creeping Death) e (o que parece ser a especialidade do quarteto) DEATH (uma dobradinha de Sacred Serenity/Zero Tolerance seguida de Overactive Imagination, Jealousy, Suicide Machine e Scavenger of Human Sorrow).
Lá pelas músicas finais, o baterista passou mal e o show foi interrompido por uns dez minutos para ele se recuperar, mas nada que ameaçasse a saúde e o vigor de Túlio Mariano, e a performance continuou! Together as One, Empty Words e Crystal Mountain ficaram encarregadas do fim, todas bem tocadas e ovacionadas!
O evento todo transcorreu sem briguinhas e desentendimentos, apenas na camaradagem, brincadeira e irmandade, reforçado pelo fato do Studio Knob ser um local mais intimista. A Rataria Produções está de parabéns pelo Moedor! Singelo, mas bem feito!
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