Loseville Gringo Papi Tour fechou 2025 com euforia e nostalgia
Resenha - Loseville Gringo Papi Tour (Allianz Parque, São Paulo, 20/12/2025)
Por Bianca Matz
Postado em 21 de janeiro de 2026
A banda de Nu Metal Limp Bizkit esteve presente no Allianz Parque, no dia 20 de dezembro, para apresentar a turnê Loserville Gringo Papi, reunindo nomes relevantes do gênero, do Rap Rock e do Hip Hop Metal, como: Slay Squad, Riff Raff, Ecca Vandal, 311 e Bullet for my Valentine.
A primeira banda a surgir no palco, dando as boas-vindas aos fãs presentes foi o grupo estadunidense Slay Squad, que combina elementos do Hip Hop e Heavy Metal. É impossível não reconhecer o vocal agressivo e visceral de Brahim Gousse.
Um destaque para as letras do grupo que possuem um tom de protesto e empoderamento, trazendo narrativas relevantes, como: "MONGO", "Gumbo" e "X". Em muitos momentos, o público se empolgou cantando, dançando e abrindo roda de mosh. No entanto, não foi apenas no palco que o grupo chamou a atenção, pois no restante do evento, eles estiveram na Pista Premium, subiram na arquibancada para interagir e tirar fotos com os fãs, esbanjando simpaticidade e euforia por onde passavam.

Infelizmente, o rapper RiFF RAFF não conseguiu despertar o mesmo ânimo no público. Apesar de seus trajes absurdamente coloridos, ele não apresentava tanta empolgação ao se apresentar. Inclusive, era perceptível que o cantor estava utilizando playback durante o seu setlist.

Sucessos do rapper como "MY MAin GOAL", "Stars in the Roof of My Car" e "THROW ME ME KEYS TO ME CAR" estiveram presente no setlist, mas continuou destoante de todo o resto do festival e do público que não conseguiu se conectar com o que estava acontecendo. Assim como começou, o show acabou sem mais delongas, em que o cantor apenas se retirou do palco.
O público passou a se acumular na grade ao saberem que a próxima artista na programação era Ecca Vandal, cantora de origem sul-africana, que traz um mix de gêneros em seu repertório. Ao todo, não é apenas o vocal que chama a atenção, mas todo o conjunto da performance, que conta com dança, vestimenta e presença.
A vocalista surge com seus cabelos azuis, trajada com uma camiseta da banda Sepultura, em que rebola, sensualiza e rima com suas letras. O telão ao fundo traz o seu nome em tom vermelho e preto.

"EYES", "BLEED BUT NEVER DIE" e "CAME HERE FOR THE LOOT" foram as canções responsáveis por contagiar todas as pessoas presentes, que agora estavam animados como a cantora, batendo palma na sequência da música e pulando, conforme Ecca pedia para que acompanhassem os acordes que trazia ao setlist.
Próximo ao fim, Ecca contou com a presença dos integrantes do Slay Squad, que invadiram o palco e dançaram junto à cantora. Eles fizeram uma roda, deixando-a no meio, agitando a sua banda de apoio e os fãs.

E assim como uma quebra temporal, da metade para o fim do festival, foram reunidos artistas que possuem mais tempo de carreira, em que estiveram presentes na adolescência da maioria dos fãs presentes. Dito isso, a banda 311 subiu pontualmente ao palco e foram ovacionados.

Logo no começo, o público já apresentava estar empolgado, apontando os celulares para gravar todas as canções possíveis. Inclusive,a banda marcou o instante durante a sequência de shows, em que os fãs sabiam cantar cada letra do setlist, como "Beautiful Disaster" e "Come Original".

O vocalista Nick Hexum demonstrou sempre estar preocupado e atento com os fãs, pois questionava se todos estavam bem e, ao mesmo tempo, agradecia a todo instante por estar mais uma vez no Brasil. E para comprovar tamanha atenção e carinho ao público brasileiro, ele fez questão de mudar a letra em "Freak Out", invés de cantar : "The earth has not swallowed me yet"; ele cantou: "São Paulo has not swallowed me yet".

Por conta do calor intenso durante o período da tarde, Nick logo tirou a blusa revelando sua regata preta, sempre dançando de um lado ao outro, entregando uma ótima energia e presença de palco. O vocalista lembra ao público para fazerem barulho ao apresentar cada integrante antes de embarcar com "Applied Science", "Amber" e "Creatures (for a While)".

"Feels So Good" e "Down" entraram no setlist e a banda comunica que estão celebrando os mais de 35 anos de carreira, um momento gratificante. Ao mesmo tempo, que faz os fãs lembrarem que fazia cerca de 14 anos que eles não faziam parte de algum festival ou show solo no Brasil, porém, com toda a animação, estavam conseguindo "tirar o atraso".

Vale ressaltar outros momentos especiais durante a performance do 311, em que eles realizaram um solo de tambores com todos os integrantes da banda, inclusive, com a inclusão do grupo Slay Squad, que surgiu no palco para participar também. E, não menos importante, do cover de Lovesong, do The Cure; que apesar de quebrar com o clima da banda, foi muito bem executado.

Com uma iluminação palhetada no vermelho e branco, o Bullet for my Valentine toma o palco e os fãs vão à loucura. E diferente do telão das outras bandas, não há apenas o logo estático, mas sim, animações que dialogam com as letras das músicas, destacando principalmente em "Her Voice Resides", "Tears Don't Fall" e "Hit the Floor".

Foi a primeira vez em que a banda se apresentava em um local que pudesse comportar um público tão grande, diferente das outras vindas ao Brasil. Logo, as luzes mudam tomando um tom laranja e roxo, e piscam, acompanhando a batida das músicas "Hand of Blood", "Room 409" e "10 Years Today", em que o público passa a cantar em uníssono emocionado.

Matthew Tuck, o vocalista, comenta o quão o show está sendo emocionante para ele e os integrantes da banda, não apenas por concluir o ano de 2025, mas por conter o público mais bonito, doido e cativante. Em seguida, ele pede para que os fãs levantem as mãos para acompanhar a sequência de músicas que virão.

De fato, a banda estava em clima de comemoração ao primeiro álbum "The Poison" que estava fazendo aniversário de 20 anos. Logo, boa parte do setlist era composto pelas canções do primeiro projeto da banda, concluindo com "The Poison", "Cries in Vain" e "The End".

Para os fãs, a performance foi um verdadeiro presente de Natal. E como forma de interagirem com o grupo, os fãs arremessaram uma bandeira do Brasil, em que os integrantes estenderam para mostrar aos demais presentes e, na borda, estava escrito "Suruba for my Valentine", fazendo todos berrarem e rirem ao mesmo tempo.

Antes de começar o show mais aguardado, fãs circulavam pelo local trajados com o "uniforme" clássico do Limp Bizkit nos anos 2000: Camiseta branca, jeans e o boné vermelho. Havia variações na montagem, mas o boné sempre prevalecia.

Logo no início, a banda escolheu por realizar um momento tributo, em que foi prestada homenagem no telão ao Sam Rivers, que havia falecido em outubro deste ano. Frases como "Sam Rivers our brother, we love you forever" (Sam Rivers, nosso irmão, nós amaremos você para sempre, em tradução livre) foram mostradas junto aos registros do integrante durante a sua carreira musical.

Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
O vocalista Fred Durst anuncia ao público "we're a Brazilian family" (nós somos uma família brasileira, em tradução livre), e os fãs que estavam com suas lanternas dos celulares ligados por conta do momento emocionante, começam a ovacionar a banda.

No primeiro combo de canções com "Break Stuff", "Hot Dog" e "Show Me What You Got" foi o suficiente para o público ir à loucura, não apenas dançando como se não houvesse o amanhã, mas cantavam a todos os pulmões. E claro, uma chuva de sinalizadores surgiu na plateia, mesmo sendo dito como um objeto proibido.

Enquanto o público cantava sem parar e pulavam incansavelmente, o vocalista sempre deixava claro no intervalo de cada canção, como ele estava feliz com a sua vinda ao Brasil. Em "My Generation", "Livin' It Up" e "My Way" foi um show de iluminação e performance em cima do palco, em que os fãs aproveitaram para realizarem vários mosh e arremessaram copos ainda com bebida, uns nos outros.

Há quem pensasse que o maior clássico ficaria para o final, ou até mesmo, seria a última canção. Porém, "Rollin' (Air Raid Vehicle)" surgiu no meio do setlist, em que todos, além de cantar, realizaram uma coreografia de acordo com a letra do refrão. E, mais uma vez, Durst comenta: "The energy in this place tonight is unforgettable, thank you so much! Obrigado, obrigado, obrigado!" (A energia deste lugar hoje à noite está inesquecível, muito obrigado! Obrigado, obrigado, obrigado!, em tradução livre.); dando sequência com "Re-Arranged" e "Eat You Alive".

Novamente, Durst torna a questionar aos fãs se era a primeira vez deles assistindo à banda, em que boa parte levantou as mãos, deixando o vocalista boquiaberto. Além deste instante, é importante citar que os integrantes eram introduzidos ao público com o decorrer do show, em que eles demonstravam o quê eles, de fato, eram bons.

E dentre essas apresentações, destacarei DJ Lethal trazendo um remix ao vivo provando o seu talento. Mais tarde, "Nookie", "Boiler" e "Take a Look Around" entraram no setlist, mas a canção que roubou a cena, foi durante "Full Nelson", em que uma fã subiu no palco para cantar junto à banda.

O show foi marcado também por inúmeras versões cover, como: "Master of Puppets", do Metallica; "Behind Blue Eyes", do The Who; e Walk, do Pantera; mas com um toque personalizado, em que até Durst exclamou "Limp Bizkit style, baby!". Pois realmente fugiu da mesmice que vemos quando alguma banda performa uma canção que não a pertence.

E assim como o grupo começou, foi finalizado, tocando novamente "Break Stuff". As outras bandas que tocaram antes do Limp Bizkit retornaram ao palco, performando todos juntos uma versão única, em que unia todos os gêneros. Apesar de terem suas singularidades, foram unidos por uma única música.








































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