O álbum execrado que você não pode ouvir mexendo no celular, segundo Regis Tadeu
Por Gustavo Maiato
Postado em 05 de fevereiro de 2026
Lançado em 1986, o único álbum do trio Emerson, Lake & Powell costuma aparecer em listas de "patinhos feios" do rock progressivo dos anos 1980. Para Regis Tadeu, no entanto, essa fama negativa está longe de ser justa - e tem mais a ver com comparações apressadas do que com a música em si.
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Ao revisitar o disco no seu Instagram, o crítico foi direto ao ponto: ele considera o álbum "mundialmente execrado por conta de comparações estúpidas". Segundo o crítico, muita gente torceu o nariz porque Cozy Powell tinha um estilo "diametralmente oposto e mais pesado" ao de Carl Palmer, baterista clássico do ELP, que na época estava envolvido com o bem mais comercial Asia.
Essa troca de baterista acabou contaminando a recepção do disco, mesmo ele tendo rendido um hit nas rádios de rock brasileiras, a faixa Touch and Go. Para Régis, o fracasso comercial e crítico também passou por fatores externos: "Processos contra o empresário da banda impediram um segundo álbum e atrapalharam bastante a trajetória do trio".
Musicalmente, o jornalista é enfático ao defender o trabalho. "As canções são potentes, a voz do Greg Lake estava lindamente intacta", escreveu. Já sobre Cozy Powell, Regis usou uma de suas imagens mais contundentes: o baterista "baixava o guatambu na bateria como se fosse um trator supersônico desgovernado".
Para ele, o maior erro ao ouvir Emerson, Lake & Powell é tratá-lo como som ambiente. "É um disco que exige atenção", alerta. Nada de colocá-lo como trilha sonora para faxina ou escutá-lo distraidamente enquanto se mexe no celular. "Ouça atentamente", recomenda, reforçando que a riqueza dos arranjos e a força instrumental pedem escuta concentrada.
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