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As três bandas gigantes de metal que pioraram ao trocar de vocalista, segundo Gastão

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Postado em 05 de fevereiro de 2026

Trocar de vocalista é, historicamente, uma das decisões mais delicadas dentro de uma banda de metal. Às vezes funciona e inaugura uma nova era; em outras, afasta o público e deixa cicatrizes. Para o jornalista Gastão Moreira, há casos em que o erro foi claro - não por deficiência técnica dos cantores que entraram, mas porque simplesmente não combinaram com bandas gigantes que exigiam algo além de afinação.

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Foto: Facebook Oficial
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Em um de seus vídeos mais comentados, Gastão deixou claro desde o início que sua análise não partia de fanatismo. "Não é crítica gratuita", explicou, ressaltando que se baseava na reação do público, na experiência ao vivo e no peso histórico das bandas envolvidas. A seguir, ele elencou três exemplos emblemáticos de substituições que, em sua visão, deram errado.

O primeiro caso citado foi o de Gary Cherone no Van Halen. Para Gastão, a banda já havia passado por duas fases extremamente bem-sucedidas: a era festiva e carismática de David Lee Roth e, depois, o período mais sério e técnico com Sammy Hagar, que garantiu longevidade e sucesso comercial.

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Quando Hagar saiu, a escolha de Cherone - vindo do Extreme - parecia interessante no papel. "Ele é afinado, competente, gente boa, vai bem no palco", reconheceu Gastão. O problema, segundo ele, foi o encaixe. O álbum Van Halen III (1998) acabou se tornando o menos bem-sucedido da carreira do grupo. "Não funcionou comercialmente", resumiu. Para o jornalista, Cherone foi "jogado na fogueira", entrou direto para gravar um disco sem turnê prévia e acabou não combinando com o DNA da banda, apesar de não ter feito "papelão".

O segundo exemplo veio de um território ainda mais sensível: o Black Sabbath. Após nomes históricos como Ozzy Osbourne e Ronnie James Dio, a entrada de Tony Martin dividiu fãs - e, para Gastão, representou uma queda clara de patamar.

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Ele relembrou ter assistido a um show da banda em 1989, no Hammersmith, com Tony Iommi, Cozy Powell e Neil Murray. A conclusão foi direta: "Tony Martin desapareceu". Apesar de afinado, Gastão apontou falta de potência vocal, presença de palco fraca e uma tentativa frustrada de emular Dio. "A distância é gigante", afirmou, ao comparar os discos.

Para ele, os álbuns dessa fase até têm bons riffs e execução impecável, mas estão entre os mais fracos e menos bem-sucedidos da carreira do Sabbath. "Era pouco para um Black Sabbath da vida", resumiu, defendendo que Martin poderia ter funcionado melhor em uma banda de segundo escalão.

O terceiro e mais polêmico caso citado foi o de Blaze Bayley no Iron Maiden. Gastão fez questão de contextualizar: elogiou Paul Di'Anno pela agressividade inicial e destacou o "upgrade gigantesco" que a banda teve com Bruce Dickinson.

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Quando Dickinson saiu, a escolha de Blaze, vindo do Wolfsbane, foi vista como um erro estratégico. "Não estava à altura do Iron Maiden", cravou. Segundo Gastão, o timbre era fraco, a performance vocal limitada e a presença de palco insuficiente para uma banda daquele porte. Ele lembrou que Blaze tinha dificuldades para cantar músicas da era Bruce ao vivo e que a rejeição do público foi evidente, inclusive com registros de vaias e objetos arremessados nos shows dos anos 1990.

Para o jornalista, discos como The X Factor ainda têm bons momentos por mérito da banda, mas Virtual XI é "o pior álbum da história do Iron Maiden". Ele também apontou teimosia de Steve Harris ao insistir em Blaze, até o retorno de Dickinson ser viabilizado - momento em que o vocalista foi dispensado imediatamente.

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Ao concluir, Gastão reforçou que sua análise se baseia em comparação histórica. "Você tem referências muito altas", explicou, lembrando que Cherone sucedeu Roth e Hagar, Tony Martin veio após Ozzy e Dio, e Blaze entrou no lugar de Di'Anno e Dickinson. Para ele, isso deixa claro por que essas escolhas foram equivocadas: os discos não tiveram grande sucesso comercial e foram rejeitados por boa parte dos fãs antigos.

Confira o vídeo completo abaixo.

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Sobre Gustavo Maiato

Jornalista, fotógrafo de shows, youtuber e escritor. Ama todos os subgêneros do rock e do heavy metal na mesma medida que ama escrever sobre isso.
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