Dave Mustaine comenta o risco que ele acha que Yngblud está correndo
Por Bruce William
Postado em 05 de fevereiro de 2026
Depois de um 2025 que colocou o Yungblud grudado em medalhão de rock o tempo todo, Dave Mustaine resolveu jogar um balde de água fria - daqueles que não são exatamente agressivos, mas fazem o cara parar e pensar. A observação apareceu numa entrevista recente repercutida pela Loudwire em que perguntaram a ele se existe alguém capaz de "carregar a tocha" do rock e do metal para a nova geração.

A resposta do Mustaine não tem a ver com algo específico sobre o artista, já que ele até admitiu que não é alguém que acompanhe a música do Yungblud de perto. Só que, quando o entrevistador listou o "currículo" recente do britânico, ele foi para o ponto que realmente incomodou.
O resumo da preocupação está numa frase: quando o cara trabalha com todo mundo, pode perder a própria cara. "Quando você diz que alguém está trabalhando com todo mundo, isso pra mim significa que eles chegaram a um ponto em que precisam ou dar uma pausa, ou encontrar outra coisa [para separar do resto], porque você corre o risco de sua música soar como a música da última pessoa - e depois soar como a música da última pessoa."
E o "todo mundo" aí não é força de expressão, pelo menos se a gente olhar o que o Yungblud andou fazendo na reta final de 2025: ele saiu de uma temporada em que se aproximou de gente grande do rock e ainda encaixou gravações com veteranos, além de mexer em música própria ao lado de outro nome pesado.
Também pesa o fato de ele ter fechado o ciclo chegando em 2026 com um Grammy na mão, por uma versão ao vivo de "Changes" (do Black Sabbath), gravada no show Back to the Beginning, que acabou virando um momento muito associado ao Ozzy.
Do lado do Yungblud, a fala que ele costuma usar para explicar esse mergulho é bem na linha "isso é o disco que eu queria fazer", com ele dizendo que o objetivo era atacar o classic rock no álbum "Idols" e que está vivendo um período em que ídolos estão se aproximando.
O recado do Mustaine é simples de entender: parceria abre porta, dá vitrine, cria história - mas chega uma hora em que o cara precisa entregar uma marca que seja só dele, sem parecer "mais um capítulo" da discografia alheia. Se o Yungblud vai pisar no freio ou dobrar a aposta, aí já é com ele.
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