A resposta de Mick Jagger a quem diz que os Rolling Stones já tinham que ter acabado
Por André Garcia
Postado em 30 de setembro de 2023
Desde 1963, os Rolling Stones demonstram sua extraordinária capacidade de resistir e sobreviver. Em 2021, entretanto, eles passaram por uma de suas mais difíceis provações: a perda do baterista Charlie Watts durante a turnê No Filter.
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Já desde os anos 70 há aqueles que defendem que a banda já deu o que tinha que dar, e já deveria ter acabado. Agora se juntam a esse grupo os que defendem que eles não deveriam ter seguido em frente após a morte do baterista.
Conforme publicado pela Classic Rock, em entrevista à Apple Music 1, na sequência daquela turnê, o vocalista respondeu aos que defendem o fim dos Stones:
"Teve gente que disse 'Ah, Charlie morreu, vocês não deveriam ter continuado com a turnê — e tinham que ter acabado'. Outros pensam que 'O lance dos Rolling Stones ao longo de sua carreira foi resiliência diante das adversidades'. Tivemos altos e baixos na maior parte do tempo, para ser sincero, mas enfrentamos as adversidades. Essa provavelmente foi uma das mais difíceis."
"Após fazer os primeiros shows, me senti muito bem com isso. Fico feliz de estarmos fazendo isso. Eu sei que o Charlie queria que fizéssemos, e acho que o público também queria. Eles parecem querer. E, claro, é diferente — de certa forma é meio triste [...] Mas você simplesmente vai lá, bota pra quebrar e se sente melhor. E é muito catártico. Então acho que é realmente bom."
Co-fundador dos Rolling Stones, Charlie Watts, assim como Mick Jagger e Keith Richards, havia feito parte de todas as formações. Sobre a falta que ele faz, o vocalista respondeu:
"Sem Charlie presente, vai ser muito difícil. E temos faixas que obviamente têm Charlie nelas. Mas se fizermos coisas novas, não teremos. Fiz algumas coisas com ele no estúdio muito recentemente, enquanto estávamos fazendo as coisas do 'Tattoo You'. [...] Charlie fez alguns trabalhos apenas em alguns preenchimentos e coisas assim. E então começamos a mexer, fizemos algumas outras coisas. É simplesmente tão estranho, muito triste. É tanto tempo trabalhando com alguém assim, e você chega a conhecer tão bem a pessoa e suas peculiaridades, e eles conhecem as suas. E há uma linguagem na comunicação com músicos. [...] Depois de todo esse tempo, você tem essa facilidade de comunicação, por assim dizer. [...] Sinto muita falta disso."
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