Malmsteen: resenha da apresentação em São Paulo
Resenha - Yngwie Malmsteen (Carioca Club, São Paulo, 08/11/2013)
Por Otávio Augusto Juliano
Postado em 09 de novembro de 2013
"YNGWIE Who? YNGWIE fucking MALMSTEEN!" Essa inscrição constava na camiseta de um dos fãs presentes ao show do Carioca Club, em São Paulo, a segunda apresentação do guitarrista sueco YNGWIE MALMSTEEN no Brasil nesse ano, como parte da turnê de promoção do álbum "Spellbound" (2012).
Fotos por Leandro Anhelli
http://www.anhelli.com.br
Assim como a citada brincadeira da camiseta, certamente muitos desavisados ainda devem se perguntar quem é YNGWIE MALMSTEEN, um dos grandes nomes do instrumento de seis cordas e ídolo de muitos músicos mundo afora. Se ele talvez seja desconhecido para alguns, quem encarou o trânsito de final de tarde típico de uma sexta-feira paulistana sabia bem quem é o guitarrista e o que podia esperar de mais uma apresentação no Brasil.
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Virtuosismo, velocidade, técnica, som alto e muitas poses e malabarismos do guitarrista com sua Fender Stratocaster. Com uma enorme parede de amplificadores Marshall no fundo do palco, o guitarrista entrou em cena às 19:05h, com "Rising Force", uma das principais canções da carreira do músico.
Conhecido por seu egocentrismo, já nos primeiros minutos de show ficou bem claro que nessa turnê a coisa toda funciona de acordo com a vontade de MALMSTEEN, sem interferência de ninguém, como ele mesmo já havia declarado em entrevista à Folha de São Paulo.
Acostumado a trabalhar com grandes vozes do Metal, como JEFF SCOTT SOTO, JOE LYNN TURNER e TIM "RIPPER" OWENS, para citar apenas alguns, dessa vez MALMSTEEN veio sem um cantor de ofício e o espaço do palco foi quase que inteiramente ocupado por ele.
MALMSTEEN dominou o palco quase que inteiramente e nas três primeiras músicas o baixista Bjorn Englen mal apareceu e tocou por vezes de costas, atrás do tecladista, já quase fora do palco. As três primeiras canções são curiosamente aquelas usualmente liberadas para que os fotógrafos ocupem a frente do palco e façam fotos de perto. Ou seja, tudo foi muito bem pensado e feito sob medida.
Tudo bem que o MALMSTEEN é mesmo a estrela das seis cordas e um artista incrível, mas esse início causou muita estranheza, com a banda colocada literalmente de lado no palco. Ao longo do show o baixista Bjorn acabou aparecendo mais e até contribuiu com backing vocals e interagiu com a platéia, chegando a pegar uma bandeira do Brasil jogada no palco, mas ainda ficou à sombra do guitarrista, que em momento algum apresentou sua banda.
O tecladista Nick Marinovich é quem hoje assume o microfone nas canções que possuem letras, como "Never Die" e "Demon Driver". Não é fácil interpretar canções que outrora foram gravadas por grandes nomes do microfone, como os já citados acima, mas a verdade é que o tecladista Nick acabou por fazer um bom trabalho, embora em alguns casos tenha se excedido um pouco demais nos gritos, como em "I’ll See The Light Tonight", música que fechou a apresentação alguns minutos depois das 20:30h.
O Carioca Club não lotou, mas apresentou um bom público. Em meio a tantos shows de Rock e Metal, eu mesmo duvidei que o MALMSTEEN conseguiria levar muitos fãs ao seu show, mas o público compareceu e acompanhou com bastante empolgação mais essa passagem do guitarrista por São Paulo.
O som estava muito alto e, como era de se esperar, ouvia-se com perfeição a guitarra do mestre YNGWIE, mas também todos os demais instrumentos. No palco muita fumaça, palhetas jogadas aos montes, dedilhadas rápidas e ainda dancinhas e passinhos laterais, além de "caras e bocas" de YNGWIE, que foi ao microfone várias vezes para agradecer a presença de todos e falar de "Spellbound", seu mais recente disco.
MALMSTEEN ainda toca em Porto Alegre e encerra sua visita ao Brasil. Depois segue para Chile, Argentina, Colômbia e Bolívia.
Agradecimentos a Heloisa Vidal (Brasil Music Press) e Alive Concerts pela atenção e credenciamento.
Banda:
Yngwie Malmsteen (guitarra e violão)
Bjorn Englen (baixo)
Patrik Johansson (bateria)
Nick Marinovich (teclados)
Set List:
"Rising Force"
"Spellbound"
"Demon Driver"
"Overture/ From a Thousand Cuts / Arpeggios from Hell"
"Never Die"
"Bardinerie / Adagio"
"Far Beyond the Sun"
"Acoustic Paraphrase"
"Dreaming (Tell Me) / Into Valhalla"
"Baroque & Roll / (Masquerade Ending)"
"Rise Up"
"Trilogy Suite Op: 5 / Blues / Fugue"
Solo de bateria
"Heaven Tonight"
Bis
"Prelude to April / Air"
"Black Star"
"I'll See the Light Tonight"








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