Metallica: Uma máquina de guerra no Rock in Rio 2013
Resenha - Metallica (Rock in Rio, Rio de Janeiro, 19/09/2013)
Por Marcelo Prudente
Fonte: Território da Música
Postado em 27 de setembro de 2013
Ao pensar nos grandes nomes que já passaram pelos palcos do hoje multi continental festival Rock in Rio, a banda californiana Metallica comporta a responsabilidade de ser um dos maiores pilares na construção do legado do festival, cuja máxima, perfeitamente atribuída, é de superação a cada edição.
Mesmo com o dia cansativo devido à maratona de shows e com o agravante de quase meia hora de atraso, o público de 85 mil pessoas estava ciente que nada menos que grandioso seria presenciado na noite do último dia 19.
Com a icônica introdução "The Ectasy of Gold (Ennio Morricone)", a avalanche sonora dos norte-americanos tem seu pontapé com "Hit the Lights", que não mede esforço em causar danos e seqüelas auditivas aos mais sensíveis, assim como "Master of Puppets" e seu instantâneo convite às rodas de "mosh", que chegam como uma bomba nuclear aos mais sossegados ou aos mais cansados.
"Holier Than Thou" e "Harvester Of Sorrow" mantêm em alta a dinâmica do show; "The Day That Never Comes" é a maneira que a banda representa o álbum ("Death Magnetic") responsável por trazer parte do brilho perdido por conta de algumas pequenas escorregadelas; "Memory Remains" cumpre a obrigação de fazer todos cantarem em uníssono seu pegajoso refrão.
O vocalista James Hetfield (vocal/guitarra) é o general dessa tropa, sendo assim, seguro em sua forma de comunicar, cantar e entreter; Lars Ulrich (bateria) passa longe de ser o supra-sumo de seu instrumento, mas consegue, de forma básica, cumprir sua responsabilidade, sendo responsável pela infantaria; Kirk Hammett (guitarra) é o guia das passagens mais complexas com solos velozes, cabendo analogia fácil à artilharia pesada do ‘front guerra’, assim como Rob Trujillo (baixo) que atua muito bem na mesma área do ‘front’. São as peças dessa máquina de guerra.
E as engrenagens que compõem tal máquina de guerra são perfeitas a ponto de não deixarem lacunas ou espaços não preenchidos, o que favorece, e muito, uma ótima dinâmica de show, com público em êxtase do primeiro ao último acorde e, lógico, os músicos satisfeitos com o feedback mais do que positivo.
Com um repertório bem estruturado, o Metallica abrangeu alguns dos muitos apogeus que vivera outrora, por exemplo: "Sad But True", "One", "Welcome Home (Sanitarium)", "For Whom the Bell Tolls" e as infalíveis "Nothing Else Matters", com seu lado mais intimista, e "Enter Sandman", mais festivo.
Para o final, a banda reserva uma das maiores trincas do thrash metal:"Creeping Death", "Battery" e Seek and Destroy", colidindo com a onda sonora vinda do público em cada refrão e melodia das canções citadas.
Nas próprias palavras de James: "Nós temos prazer em estar aqui". Arrisco afirmar que todo público teve essa mesma sensação, caro Hetfield. Então, que essa perfeita máquina de guerra possa voltar aos palcos brasileiros, com disco, repertório e palco novos, para acabar com qualquer organismo vivo que esteja a sua frente.
Rock In Rio 2013
Outras resenhas de Metallica (Rock in Rio, Rio de Janeiro, 19/09/2013)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A canção do Iron Maiden que arrepia Bruce Dickinson; "genial"
Nergal anuncia que o Behemoth suspenderá atividades em 2027
O melhor disco dos anos 80, segundo a Classic Rock
O músico que James Hetfield diz ser a razão de o Metallica existir
Com Roger Daltrey e Eddie Vedder, Best of Blues and Rock 2026 confirma atrações
Mike Portnoy - o melhor baterista de todos os tempos, segundo Edu Falaschi
Em clima de Copa do Mundo, Angra lança videoclipe da releitura de "Pra Frente Brasil"
A única banda de rock nacional que não virou peça de museu, segundo Regis Tadeu
Banda venezuelana Van Der Dijs perde todos os integrantes em terremoto
Por que Iron Maiden nunca será grande como Metallica, segundo Bruce Dickinson
A lenda do rock que Lou Reed odeia: "Pessoa mais sem talento que já ouvi na vida"
Fernando Ribeiro critica religiões e rejeita música como arma política
O músico que The Edge, do U2, gostaria de encontrar no céu
Geezer Butler não descarta chance de se reunir com Tony Iommi para escrever músicas inéditas
A melhor música de rock progressivo de todos os tempos, segundo os leitores da Prog
A música sobre bissexualidade que Nando Reis não canta por causar desconforto
O disco que fez Ozzy Osbourne perceber como o Megadeth é bom
O guitarrista que para Jeff Beck estava muito adiante de seu tempo

Ghost BC: A Missa Negra estava cheia de ateus no Rock in Rio
Paul Di'Anno: aparição surpresa no Rock in Rio com Kiara Rocks
Kirk Hammett, do Metallica, afirma que música pop atual é uma porcaria
Ex-Metallica, Jason Newsted fala sobre vício em analgésicos
A banda que Lars Ulrich do Metallica adorava: "Ele caiu de joelhos e me abraçou"
A banda prog que atropelou um ícone do metal em um evento que virou piada
Os 20 melhores álbuns lançados em 1999, segundo lista da Metal Hammer
A cantora que conquistou James Hetfield com sua voz "de cheiro de cigarro"
Metallica jogou fora o manual do heavy metal, segundo James Hetfield
As músicas mais longas de 10 grandes bandas de heavy metal
Metaleiro: popularizado no 1º RIR, termo continua polêmico



