Rob Zombie: horror e arrepio dominando a noite no palco sunset

Resenha - Rob Zombie (Rock in Rio, Rio de Janeiro, 19/09/2013)

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Por Diego Camara
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No começo da noite, era a hora do grande mestre do horror Rob Zombie vir aos palcos. Um show que era dos mais esperados do Rock in Rio, já que o vocalista cancelou anteriormente uma turnê que faria pelas terras brasileiras, teve uma performance impressionante do vocalista, que mostrou vigor tremendo, e dos integrantes da banda, que mostraram bastante técnica e vivacidade. Confira abaixo mais detalhes da apresentação.

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A grande diferença de horário entre ele e o vocalista Sebastian Bach – Rob tocou as 19:30h enquanto Bach iniciou seu show as 17:30h – acabou levando muitas pessoas para fora do Palco Sunset, seja para ver a apresentação do SEPULTURA que rolava no outro palco, seja para tomar um lanche e aproveitar o momento. Mas aos poucos o público foi voltando e muitas pessoas estavam presentes quando a banda entrou no palco.

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Foto: Victor Nomoto (IHateFlash)
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O público gritava com vontade o nome do vocalista, quando ele surgiu trajado em roupas bem características, com uma maquiagem sombria, que foi ainda mais realçada pelas luzes vermelhas do palco, e tocou "Meet the Creeper". Espantoso vigor, o vocalista girava diversas e diversas vezes em torno de si mesmo, não ficava tonto e ainda conseguia correr de um lado para o outro – algo realmente fantástico para um cara de 48 anos como ele, que ainda não mostra tão evidentemente as marcas da idade.

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Muitos fãs ali estavam realmente afinados, e isso se viu já nas primeiras músicas. Cantaram o refrão de todas, acompanharam Zombie e se deixaram dominar pelo primeiro show de faceta mais alternativa do heavy metal do Rock in Rio. Em "Superbeast", o vocalista ainda teve a coragem de saltar de um lado para o outro do palco, em uma distância razoável do vão criado por duas plataformas no palco. Como ele não caia depois de ficar girando a cada movimento? Acredito que só ele saiba.

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Foto: Victor Nomoto (IHateFlash)
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Diferente dos shows anteriores, vimos que tanto a banda quanto a equipe técnica fizeram (e muito bem!) a lição de casa. O show foi dos mais completos da noite, a luz do palco casou espetacularmente com a banda e também com o som; o som estava perfeito desde o início e não se pode verificar, em momento algum, desleixos com altura ou falta de potência; impressionante também a montagem do palco, que deixou o Sunset muito mais completo, as telas laterais, que passavam partes de filmes, desenhos e até o refrão ou o nome de algumas músicas, trouxe um extra para a apresentação; e Rob, este não podia ser o mais importante, parece que escolheu os membros da banda no dedo para acompanha-lo.

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Da banda, o primeiro a se destacar foi o baterista, com um som mais que animal em "Super-Charger Heaven": rápido e bastante técnico, com suas batidas ele não encontrou mais que as palmas do público.

Foto: Marcelo Mattina (IHateFlash)
Foto: Marcelo Mattina (IHateFlash)

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Difícil dar destaques para um show tão bom em toda a sua escala, mas o meio do seu show se destacaram sobre as outras as músicas "Morte Human Than Human" e "Mars Needs Women". Na primeira, o corajoso Rob Zombie desceu do palco e passou por toda a grade cumprimentando os fãs mais próximos, que se empurravam tentando no mínimo tocar o vocalista. Na segunda, o público ficou ainda com mais e mais fôlego e cantou junto com o vocalista no refrão, além das palmas, saltos e chifres. Domínio de palco de Zombie se superou ainda mais.

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"É muito estar aqui, Brasil, vocês são muito legais!", gritou Rob Zombie, sendo aplaudido pelos fãs. Tanto foi a alegria do público que o apelidou de "Robinho", gritando várias e várias vezes este nome durante toda a apresentação. Muito contente, Rob não pode não demonstrar que adorou seu novo nome.

Foto: Marcelo Mattina (IHateFlash)
Foto: Marcelo Mattina (IHateFlash)

Para fechar o show, a banda tocou "Thunder Kiss ‘65", música do velho e finado WHITE ZOMBIE. Sem dúvidas a melhor da noite, ela parece sintetizar com perfeição tanto o show quanto todo o trabalho do vocalista em sua carreira. Destaque foi o perfeito solo de guitarra, que mostrou um virtuosismo que impressionou os fãs. Foi o melhor solo de toda a noite, superando até estrelas mais renomadas de shows anteriores e posteriores do Rock in Rio.

Foto: Raul Aragão (IHateFlash)
Foto: Raul Aragão (IHateFlash)

O público ainda teve direito a um bis. Robinho voltou ao palco, embaixo de gritos da plateia, balançando uma bandeira do Brasil, para ainda mais alegria da plateia. Finalizou o show com "Dragula", um dos últimos sucessos do vocalista. Música impressionante, uma das melhores da noite, finalizou com chave de ouro uma das melhores e mais completas apresentações do Rock in Rio até agora. Realmente uma grande pena Rob Zombie não ter feito outros shows no Brasil, mas esperamos que volte muito em breve para mais espetáculos (talvez, quem sabe, junto com o Metallica?).

Setlist:
1. Meet the Creeper
2. Superbeast
3. Super-Charger Heaven (música do White Zombie)
4. Living Dead Girl
5. Never Gonna Stop (The Red, Red Kroovy)
6. More Human Than Human (música do White Zombie)
7. Scum of the Earth
8. Mars Needs Women
9. Demonoid Phenomenon
10. Dead City Radio and the New Gods of Supertown
11. Thunder Kiss '65 (música do White Zombie)
Bis:
12. Dragula

Foto: Estacio
Foto: Estacio
Foto: Estacio
Foto: Estacio
Foto: Estacio
Foto: Estacio


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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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