A sincera opinião de Regis Tadeu sobre o maestro Andre Matos
Por Gustavo Maiato
Postado em 06 de fevereiro de 2022
O crítico musical Regis Tadeu costuma postar vídeos em que dá sua opinião sincera sobre diversas personalidades da música nacional e internacional. Em uma dessas ocasiões, pouco depois do falecimento de Andre Matos, Regis surgiu em uma publicação comentando suas impressões a respeito do célebre vocalista, que marcou época em bandas como Angra, Shaman, Viper e Avantasia.
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No começo do vídeo, Regis Tadeu diz que Andre Matos era "sinônimo" de vocalista de metal no Brasil. "Na minha modestíssima opinião, o Andre Matos, ao longo de sua carreira, construiu uma reputação que logo o transformou em uma espécie de sinônimo de vocalista de heavy metal no Brasil. Independente se você gostasse ou não do som que ele fazia. A associação era imediata. Quando se pensa em vocalista de metal brasileiro, surge a figura dele. Embora eu simplesmente deteste esse metal melódico que ele transitou. É impossível não respeitar todo o talento e persistência que ele sempre teve em continuar na ativa em um universo em que a grande maioria das bandas são caricaturas do que sempre foram. E mesmo as bandas novas, são caricaturas dessas antigas", comentou.
Em seguida, o crítico disse que Andre Matos tinha um talento acima da média e elegeu seus dois álbuns favoritos na voz do cantor. "Ele tinha talento e se sobressaiu. Isso precisa ser aplaudido. É inegável também que o Andre Matos fez parte de discos que foram muito superiores dentro do mundinho do metal melódico. Não sou fã do Angra, mas reconheço que o ‘Holy Land’ é um disco muito bom. É o único álbum que ouço. Os dois discos que para mim representam o que de melhor ele fez é o segundo disco do Shaman, o ‘Reason’, e o projeto que ele fez com o Sascha Paeth, que é o Virgo. São o ápice da musicalidade que o Andre sempre deixou explícito em tudo aquilo que fazia. "Esses dois discos são os mais detestados pelos fãs do Andre, porque enveredavam por uma sonoridade fora do mundinho do metal melódico. O ‘Reason’ é muito influenciado pelo Paradise Lost. É engraçado porque mesmo dentro desse universo o Andre continuava com aquele mesmo timbre de voz que para mim sempre soou como ‘o que aconteceria se Steve Perry fosse um cantor de metal’", disse.
Por fim, Regis Tadeu relembrou o que sentiu nas ocasiões em que teve a oportunidade de entrevistar o maestro. "Todas as vezes que eu e o Andre Matos nos encontramos, a sensação que tive foi que ele era muito educado, culto, bem-humorado e do bem. Principalmente, um músico muito acima da média para se entrevistar. Eu o entrevistei umas duas ou três vezes. O papo sempre era muito profundo. Ele sempre tinha muitas observações sobre vários assuntos", concluiu.
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