Marky Ramone's Blitzkrieg: o que conta é a diversão
Resenha - Marky Ramone's Blitzkrieg (Manifesto, São Paulo, 12/09/2013)
Por Glauber Magalhães
Postado em 14 de setembro de 2013
Diversão, se existe uma palavra para definir os shows de Marky Ramone em São Paulo, essa é a palavra. O lendário baterista, apesar de não ser da formação original dos Ramones, tem total autoridade para poder usar o título e o nome da banda pelo mundo afora.
A banda conta novamente com Michale Graves nos vocais, o ex- Misfits além de cantar muito, sempre sobe no palco com o tesão do fã tocando com ídolo o que torna o show ainda mais legal. Para os puristas e fãs da banda pode não agradar muito, mas eu particularmente acho sensacional quando ele impõe o seu jeito mais melódico de cantar alguns clássicos do Ramones e não simplesmente fazendo uma cópia de Joey Ramone.
O set list conta com toda diversão esperada pelos fãs de várias gerações desde João Gordo, que estava lá, até um moleque que estava atrás de mim na fila, que tinha 15 anos e era seu primeiro show.
Por isso que quando criticam esse tipo de show chamando o artista de caça níquel por usar o nome da banda, em muitos casos eu discordo, porque ver moleques e meninas cantando absolutamente todas as músicas da banda que acabou antes mesmo deles nascerem é no mínimo sensacional.
O show já na primeira música contou com um contratempo quando um dos cabeçotes da guitarra acabou queimando. Solucionado o problema o show transcorreu da melhor forma possível com o som muito bom e obviamente todos os presentes felizes da vida por estarem vendo dois ídolos de diferentes gerações no palco, pois não tem como negar que lá também tinham muitos fãs do Misfits, que aliás foram à loucura quando a banda tocou Dig Up Her Bones.
Estrategicamente o set conta com um break em que Michale Graves pega o violão e canta sozinho algumas músicas de sua fase no Misfits; foram elas: Descending Angels, Fiend Club e Sathurday Night, desnecessário dizer que o público cantou aos berros e que algumas meninas até choraram com essas versões.
Depois desse intervalo o show plugado volta com direito a Pinhead pulando no palco, uma vez que a idéia é te fazer sentir a experiência dos shows clássicos do Ramones.
Obvio que com tudo de legal que rola neste show ninguém ali acha que de fato está vendo o Ramones, mas é como eu citei no início deste texto a DIVERSÃO é o que conta ali, e como sabemos que eles tocam a cada seis meses no Brasil, se você perdeu, relaxe! Daqui a muito pouco tempo eles virão a fazer EXATAMENTE o mesmo show, sem mudar uma nota sequer e é isso que faz todo fã de Ramones ficar ainda mais feliz!
Show com diversão garantida!
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