Crucified Barbara: o hard sueco não vive mais só do Europe

Resenha - Crucified Barbara (Inferno Club, São Paulo, 15/11/2012)

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Por Otávio Augusto Juliano
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

O feriado era de comemoração da Proclamação da República no Brasil, mas em São Paulo, para quem esteve no Inferno Club, a noite serviu para comemorar a vinda das suecas do CRUCIFIED BARBARA pela primeira vez ao país.

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Fotos por Bárbara Martins

Com 6 datas agendadas para o Brasil, a vinda das garotas já era bastante esperada por aqui, afinal é mais um expoente grupo proveniente de Estocolmo, de onde não param de nascer bandas de Sleaze, Glam e Hard Rock.

O CRUCIFIED BARBARA é a banda só de mulheres que apareceu dentre tantos outros nomes suecos que surgiram na última década, alguns que inclusive já passaram por aqui, como o CRASHDIET, o VAINS OF JENNA e o CRAZY LIXX (lembram da banda VIXEN? Grupo feminino que surgiu nos anos 80, em Los Angeles, em meio a todo o sucesso de POISON, MÖTLEY CRÜE e GUNS N' ROSES? É mais ou menos isso, guardada a época).

Faz muito tempo que o Hard Rock sueco não vive mais só do grupo EUROPE e mais uma vez foi um enorme prazer receber outro importante nome da cena Hard sueca no Brasil. Essas garotas esbanjam atitude e sabem fazer muito bem um verdadeiro e autêntico show de Rock.

As 22:30h elas subiram ao palco para dar início ao concerto, logo de cara com a agitada "The Crucifier", faixa de abertura do mais recente álbum da banda, "The Midnight Chase" (2012).

As suecas têm três álbuns lançados até agora e o set list, embora calcado no lançamento mais atual, trouxe canções de todos esses discos e ainda um cover muito especial para "Killed By Death", do MOTÖRHEAD, com a guitarrista Klara Force assumindo o vocal.

Antes de anunciar a música "Into The Fire", a baixista Ida Evileye aproveitou para dizer que era um antigo sonho da banda tocar no Brasil. E ela nem precisava dizer isso, pois durante toda a apresentação esteve estampada no rosto das quatro garotas a felicidade de tocar por aqui. Com uma lata de cerveja na mão, Ida terminou sua fala com um brinde a todos e um "saúde" em um português cheio de sotaque.

Aliás, se eu falei acima que elas esbanjam atitude, faltou dizer que esbanjam simpatia também. Bastante comunicativas, elas foram atenciosas com o público e receberam de volta muita energia da plateia, que inclusive gritou o nome de cada uma das integrantes.

Mesmo sem estar totalmente lotado, a agitação do público no Inferno Club foi geral, com destaque para "Sex Action" que fez muitos fãs pularem, e "Losing The Game", que fechou a primeira parte do show, às 23:30h. A volta para o bis se deu com a lenta "Count Me In" e a dobradinha final de sucessos do primeiro disco do grupo, "Rock 'n' Roll Bachelor" e "In Distortion We Trust".

Foi um feriado para se "proclamar" em alto e bom som o Hard Rock sueco, representado por garotas rockeiras que não deixam nada a desejar para qualquer marmanjo. Voltem em breve Mia, Klara, Ida e Nicki!

Antes do CRUCIFIED BARBARA, o esquenta para o show principal da noite ficou a cargo da também feminina banda GIRLIE HELL e do SIOUX 66.

De Goiás, a banda GIRLIE HELL trouxe um set de aproximadamente 30 minutos, com canções autorais, extraídas do álbum "Get Hard", primeiro disco do grupo, lançado em 2012 pela gravadora Monstro Discos. Vale a pena conferir o trabalho dessas garotas brasileiras (veja links e mais informações abaixo), que fazem um som pesado que mistura a pegada do Hard Rock e do Metal, com influências de L7 e GIRLSCHOOL.

Já os paulistanos do SIOUX 66 trouxeram um set também de cerca de 30 minutos, com canções próprias, cantadas em português, e ainda algumas ótimas versões de clássicos do PANTERA, SKID ROW e GUNS N' ROSES, mostrando que a banda flerta tanto com o Metal quanto com o Hard Rock dos anos 80/90. Trazendo músicas do seu recente EP de estreia, assim como o GIRLIE HELL, o SIOUX 66 é outra banda nacional que merece atenção e vale a audição do EP dos caras, que pode ser ouvido na íntegra no site oficial da banda (links e mais informações também abaixo).

Agradecimentos a Solid Produtora e Inferno Club pela atenção e credenciamento.

Banda:
Mia Coldheart - vocal, guitarra
Klara Force - guitarra, backing vocals
Ida Evileye - baixo, backing vocals
Nicki Wicked - bateria

Set List:
1. The Crucifier
2. Play Me Hard
3. Rock Me Like the Devil
4. Bad Hangover
5. Shut Your Mouth
6. Jennyfer
7. Pain & Pleasure
8. Rules and Bones
9. Into the Fire
10. Sex Action
11. Everything We Need
12. Killed by Death (MOTÖRHEAD)
13. Losing the Game

Bis:
14. Count Me In
15. Rock 'n' Roll Bachelor
16. In Distortion We Trust

GIRLIE HELL
http://www.girliehell.com
http://www.myspace.com/girliehelll

SIOUX 66
http://sioux66.com.br
http://www.myspace.com/sioux_66




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Sobre Otávio Augusto Juliano

Otávio é paulistano, tem 29 anos e faz algo nada a ver com o Rock: é advogado. Por gostar muito de música e não possuir talento algum para tocar instrumentos musicais, tornou-se um comprador compulsivo de cds. Sempre interessado em leitura ligada ao Rock e Metal, começou a enviar algumas pequenas colaborações para a Whiplash e hoje contribui principalmente com textos relacionados ao Hard Rock, estilo musical de sua preferência. De qualquer forma, é eclético e não dispensa álbuns de todas as demais vertentes do Metal, sendo fã incondicional de W.A.S.P., Mötley Crüe e dos trabalhos do guitarrista Steve Stevens.

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