Roger Waters: Para se guardar na memória eternamente

Resenha - Roger Waters (Estádio do Morumbi, São Paulo, 01/04/2012)

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Por Doctor Robert
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Quem viveu no planeta Terra nos últimos 33 anos com certeza em algum momento da sua vida já deve ter ouvido pelo menos uma vez a famosa canção “Another Brick In The Wall Pt. II” do Pink Floyd. E nestas três décadas e mais um pouco, todo fã de rock e boa música em geral com certeza já ouviu o álbum “The Wall”. Se não ouviu, com certeza já ouviu falar, ou já assistiu ao filme baseado no disco. Fato é que o famoso álbum conceitual do quarteto britânico é cercado de histórias de todos os tipos, seja pelo fato de ser uma obra-prima, seja por ter sido um divisor de águas na história da banda (foi o último gravado pela formação clássica), seja pelo sucesso arrebatador das vendas ao redor do mundo.

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Porém, o que os verdadeiros fãs do grupo mais comentam é a megalomaníaca turnê de promoção, onde nos shows o álbum era apresentado na íntegra, numa superprodução, com direito a um muro gigante construído em frente a todo o palco, o uso de projeções de imagens e animação, explosões, iluminação de última geração... Quem teve a oportunidade de presenciar, lembra saudosamente. Quem não teve a mesma sorte, teve que se contentar com alguns vídeos piratas que rodaram o mundo.

Eis que trinta anos depois, George Roger Waters, seu idealizador e compositor de 99% de seu conteúdo, resolveu reviver tudo isso, rodando o mundo com o show “The Wall Live”. Se há cerca de vinte anos atrás, ele aproveitava a queda do muro de Berlim para realizar um espetáculo cercado de estrelas da música, desta vez ele e sua banda solo retomam o conceito com o máximo que a tecnologia atual permite, seja em termos de som ou da produção em geral, tendo como mote o terrorismo, a pobreza e outros grandes males que isolam minorias no mundo.

Além de reviver tudo isso, o espetáculo “The Wall” (tanto no original quando neste) nos remete às origens do Pink Floyd, ainda em sua fase psicodélica, pelo fato de que a banda costumava tocar escondida atrás de uma grande tela que projetava imagens, sendo sua música uma trilha sonora do que acontecia no palco.

Falar sobre a perfeição do espetáculo, da tecnologia, do som absurdamente perfeito é redundância. A banda afiadíssima, que em sua maioria já acompanha Waters há várias turnês, é outro grande destaque, desta vez contando ainda com os préstimos de G. E. Smith, conceituado músico que durante anos foi responsável pela banda do programa de TV norte-americano “Saturday Night Live” – ele entrou na vaga deixada pelo carismático Andy Fairwether-Low.

Além da homenagem prestada a Jean Charles Menezes, outros pontos a ressaltar na apresentação em São Paulo foram Roger se comunicando em português com o público, além de algumas expressões em nossa língua nas projeções do muro – em “Mother”, a plateia foi ao delírio quando na música ele pergunta “Mother, should I trust the government?” e lia-se um enorme “NEM F....” como “resposta”... Outro momento que chegou a ser “tragicômico” foi a tentativa mal sucedida de inflar o famoso porquinho voador, que acabou sendo arrastado pela galera da pista de um lado para o outro do estádio...

O melhor momento do show? Bom cada um tem suas favoritas pessoais, mas impossível não destacar a abertura com “In The Flesh” e todas as suas explosões e efeitos sonoros, bem como a participação das crianças de Heliópolis em “Another Brick In The Wall Pt. II”, Waters sendo acompanhado por ele mesmo “versão 1980” nas projeções em “Mother”, a esperadíssima e aclamada “Comfortably Numb” e as animações no encerramento em “The Trial” culminando com a queda do muro...

Um espetáculo para se guardar na memória eternamente.

Set List:

PRIMEIRA PARTE

1 – “In the Flesh?”
2 – “The Thin Ice”
3 – “Another Brick in the Wall pt.I″
4 – “The Happiest Days of Our Lives”
5 – “Another Brick in the Wall pt. II″
6 – “Mother”
7 – “Goodbye Blue Sky”
8 – “Empty Spaces”
9 – “What Shall We Do Now?”
10 – “Young Lust”
11 – “One of My Turns”
12 – “Don’t Leave Me Now”
13 – “Another Brick in the Wall pt. III″
14 – “The Last Few Bricks”
15 – “Goodbye Cruel World”

SEGUNDA PARTE

16 – “Hey You”
17 – “Is There Anybody Out There?”
18 – “Nobody Home”
19 – “Vera”
20 – “Bring the Boys Back Home”
21 – “Comfortably Numb”
22 – “The Show Must Go On”
23 – “In the Flesh”
24 – “Run Like Hell”
25 – “Waiting for the Worms”
26 – “Stop”
27 – “The Trial”
28 – “Outside the Wall”

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Sobre Doctor Robert

Conheceu o rock and roll ao ouvir pela primeira vez Bohemian Rhapsody, lá pelos idos de 1981/82, quando ainda pegava os discos de suas irmãs para ouvir escondido em uma vitrolinha monofônica azul. Quando o Kiss veio ao Brasil em 1983, queria ser Gene Simmons e, algum depois, ao ver o clipe de Jump na TV, queria ser Eddie Van Halen. Hoje é apenas um bom fã de rock, que ouve qualquer coisa que se encaixe entre Beatles e Sepultura, ama sua esposa e juntos têm um cãozinho chamado Bono.

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