Resenha - Bruce Springsteen and the E Street Band (Apollo Theater, NY City, 09/10/2012)

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Por Vitor Moretti
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Algumas performances ficam marcadas na história da música e são comentadas por anos, décadas depois. Foi assim com THE BEATLES no Ed Sullivan, o THE WHO em Kilburn e o LED ZEPPELIN no Madison Square Garden. Mas quando o assunto é BRUCE SPRINGSTEEN e a E STREET BAND, cada show é único e especial e os fãs mais empolgados colecionam suas performances e bootlegs como verdadeiros Santos Graals da música, devido a enorme paixão e entrega que BRUCE proporciona em seus concertos.

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Pois em 09 de março de 2012, no lendário Apollo Theater em NY City a história foi escrita novamente e quem esteve presente viu algo de encher os olhos e a alma, em todos os sentidos possíveis. A ocasião marcava os 10 anos de existência da SiriusXM, rádio via satélite/OnLine e que tem um canal exclusivo dedicado à música de BRUCE e a E STREET. Mas havia algo mais no ar, um misto de tristeza, saudade e curiosidade, afinal seria a primeira apresentação completa da banda sem seu saxofonista CLARENCE CLEMONS, que faleceu em 2011 e era responsável por um imenso carisma no palco e das maiores interações com o "Boss", como Bruce é conhecido nos USA.

BRUCE abriu a noite com We Take Care Of Our Own, música de seu novo disco Wrecking Ball e que demonstra toda a sua ira e decepção com a atual situação economica dos USA. Ao todo, 8 músicas do novo album foram executadas, todas com a mesma temática sócio-política. Novos e velhos clássicos não foram deixados de fora e logo na quinta musica, My City Of Ruins, a primeira homenagem a Clarence foi feita, relembrando também de Danny Federici, tecladista da E Street que também faleceu anos atrás.


Destaques para "Badlands", "Waitin on a Sunny Day", "The Promise Land" e "Thunder Road", um dos maiores clássicos de Bruce, e que contou com JAKE CLEMONS, sobrinho de Clarence, a frente do palco fazendo o solo de sax que ficou tão famoso com o tio.

Mas Bruce não é novato e deixou o melhor para o final. Na penúltima música da noite, "Tenth Avenue Freeze Out", mais uma belissima homenagem a Clarence, relembrado e ovacionado por todos os presentes. Nessa música acontecia um dos momentos mais marcantes do saxofonista em cima do palco, Bruce o apresentava "and the Big Man joined the band" e Clarence fazia seu marcante solo de sax, que dessa vez não aconteceu. E mesmo assim, a presença de Clarence foi sentida por todos que lá estavam ou escutavam pelo rádio, em mais um momento brilhante do show.

No mais, Bruce deixou bem claro que muito ainda esta por vir e na última música avisou "Hold On, I'm Coming", anunciando os nomes de muitos lugares que essa turnê irá visitar.

Uma performance que será comentada por muitos anos, de um artista que tanto já fez e continua fazendo pela música de verdade com sinceridade, paixão e honestidade. Bruce deixa claro que todo o seu sucesso e respeito conquistados não tem a ver com sorte ou mágica, e sim talento e esforço, trabalho duro, símbolos já perdidos da sociedade norte-americana.


SETLIST:

‎1. We Take Care Of Our Own
2. Wrecking Ball
3. Badlands
4. Death To My Hometown
5. My City Of Ruins
6. The E. Street Shuffle
7. Jack Of All Trades
8. Shackled And Drawn
9. Waiting On A Sunny Day
10. The Promised Land
11. Mansion On The Hill
12. The Way You Do The Things You Do / 634-5789
13. The Rising
14. We Are Alive
15. Thunder Road
16. Rocky Ground
17. Land Of Hope And Dreams
18. Tenth Avenue Freeze Out
19. Hold On I'm Coming




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