VII Orquídea Rock Festival: resumo e fotos do festival

Resenha - VII Orquídea Rock Festival (Refúgio do Lago, Lages, 09, 10 e 11/12/2011)

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Por Thomas Michel
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Para se contar a história do VII Orquídea Rock Festival, poderia se começar cronologicamente, falando sobre a abertura com a banda Dr. Fantasy, que fez o festival começar com a música Metal Heart, do Accept. Mas o certo, é iniciar falando sobre o show da Janis Joplin.

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Era para tocar uma banda cover da Janis Joplin, com a vocalista Francine Rickert, mas, segundo eles, o baterista morreu (algo a ver com perder os sentidos...) e não puderam tocar. Eles poderiam ter substituído por Eder Medeiros, da banda Dragons Cry, que fez um workshop durante o festival e um show muito bom para os fãs de power metal.

Power Metal, aliás, foi um dos fortes do VII Orquídea Rock Festival que revelou uma boa surpresa para os admiradores da boa música. O consagrado vocalista Alírio Netto trouxe consigo a banda Age of Artemis, de Brasília, para fazer um excelente show. Os covers de Journey (Don't stop believin') e Ozzy Osbourne (No more tears) disputaram espaço com as músicas do álbum que, segundo eles, sai nas próximas semanas. O show da banda, começou, porém com um susto: Alírio estava com o braço quebrado. A garganta, por outro lado, estava 100%¨, tirando o fôlego de quem viu o show.

Mas, voltando a Janis, porque, assim como Alírio, ela também teve problemas. Sem baterista, a banda teve que chamar Robson Anadon, organizador do festival e baixista da Orquídea Negra. Sem ensaio, a banda não poderia render um show tecnicamente perfeito como a Age of Artemis ou a Dragon's Cry. Foi bem ao contrário. Tinha tudo para ser horrível, até que eles começaram a tocar e Francine Rickert abrir a boca, foi para calar aqueles que reclamaram da demora.

Por causa da 'morte' do baterista (e uma suposta surra na van) os horários de várias bandas precisaram ser alterados. O trio blumenauense Vlad V, por exemplo, ao invés de tocar 1h30, como estava previsto, começou quase 5h00 do sábado. Para o público parece que não fez diferença, porque tinha muita gente esperando os clássicos covers de Rush, Jethro Tull e Led Zeppelin, além das composições próprias, com destaque para 'borboleta da noite' e 'longe do fim'. É claro que o horário trazia uma forte dose de sono, mas a flauta, guitarra e voz de Jean Carlo, aliado com a presença de palco de Klauss Tofanetto e a competência de Flávio Theilacker nas baquetas não deixavam que os roqueiros fugissem da frente do palco.

Fora do palco havia aquelas cenas comuns em qualquer festival: barracas tremendo, alguns dormindo em lugares estranhos, caixas de isopor com infinitas cervejas e, um diferencial do Orquídea Rock Festival, a piscina. Ela foi necessária especialmente no terceiro dia, quando a pele vermelha começou a aparecer devido ao forte sol do domingo.

Outras cenas que chamaram bastante a atenção foram as das bandas do fim de domingo. Apesar de todo mundo estar cansado fisicamente, a Domination (Pantera Cover) conseguiu tirar energia sabe-se lá de onde do público que já tinha acordado no domingo com a pancadaria da Alcoholic Trendkill (que fechou o show com uma cambada de marmanjos em cima do palco cantando a música 'Churrasco, cerveja, mulher').

No sábado também foi a pancadaria que acordou os orquideanos, mas com o cover do Motorhead. Não estava igual ao show da banda original no Rock in Rio, mas rolou aquele velho sentimento quando tocaram o clássico Ace of Spades (que foi repetido, ao menos, quatro vezes durante o festival). O destaque ficou para a imobilidade e para a voz rouca do frontman.

Falando em voz rouca, se volta a Janis. Ela havia perdido sua voz, mas cantou lindamente. Quando levantou seus braços e pediu para o pessoal acompanhar 'Mercedes Benz', a magia rolou solta no Orquídea e, mesmo que não conhecia as músicas da norte-americana, ficou bobo ao ver aquela massa de gente cantando junto.

Os 'festeiros' (leia-se organizadores da festa) Orquídea Negra, que fizeram o que sabem fazer: um baita show. O público que viu Janis também compareceu durante a apresentação da banda Lageana que tocou os clássicos e as novas músicas, em versões um pouco mais progressivas do que o normal. Mérito (ou não, vai do gosto) do excelente baterista Rafael Marini, que também fez um belo show na cozinha da ressucitada banda Voodoo Revenge. Neste último show a grande jogada foram os covers de Guns n'Roses, muito bem executados.

A última banda do festival foi a Soulspell, que sofreu um pouco com o som (já que eram quatro vocalistas cantando ao mesmo tempo), mas mostrou que os mais de 600km de distância entre São Paulo e Lages foram bem gastos. O metal ópera dos paulistas deliciou os que esperavam um bom power metal e aqueles que lembravam de outros Orquídea Rock Festival o cover de Yngwie Malmsteen, onde o vocalista se fez novamente presente.

Mas, o texto tem que acabar, e é preciso falar ainda da Velha Mistura, que fez outro excelente show (e merecia horário melhor), da Hard Luck Woman, da Selvagens, do último show de Samuel Vargas com a Lord Gato (e aquele Ac/Dc bem tocado), do Wasp Tribute tocando enquanto o sol nascia e das outras tantas bandas que fizeram parte do VII Orquídea Rock Festival. Também teria que falar do Zoombie Ritual, festival que aconteceu no mesmo dia e trouxe uma pontinha de decepção para aqueles que tiveram que fazer uma opção, mas que gostariam de estar presente nos dois.

Teria mais um monte de coisa para dizer, mas o importante é que foi relatado o primeiro show da Janis Joplin em Santa Catarina, e, que fique registrado o desejo de 'ano que vem tem mais'.

Fotos: Liny Rocks

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