O fenômeno britânico que é o atual ditador das regras do metal, segundo Lucas Inutilismo
Por Gustavo Maiato
Postado em 20 de março de 2026
O músico e criador Lucas Inutilismo, hoje conhecido também pelo projeto LVCAS, fez uma análise direta sobre o cenário atual do metal - e apontou uma banda específica como referência dominante.
Em entrevista a Gustavo Maiato, do canal Whiplash.Net, o artista destacou o papel do Bring Me the Horizon na transformação do gênero nos últimos anos.

Segundo ele, o grupo britânico se tornou uma espécie de parâmetro para a nova geração. "Hoje em dia, eu acho que eles viraram meio que ditadores de como se portar em vários sentidos. Se você é uma banda de metal moderno, de 2015 para cá…", afirmou.
A declaração surge ao comentar o impacto do álbum Sempiternal (2013), que, para Lucas, foi um ponto de virada não só na carreira da banda, mas no próprio metal contemporâneo.
Ele admite que, antes disso, tinha uma visão diferente do grupo. "Eu tinha uma relação meio ambígua, achava meio gritaria por gritaria", disse. A percepção mudou completamente após ouvir o disco: "Quando escutei, eu falei: 'Meu Deus'. Não tem o que falar".
Para o músico, o álbum consolidou uma nova forma de equilibrar peso, melodia e produção moderna - algo que acabou influenciando diretamente o comportamento de bandas mais recentes.
Lucas também destaca o papel do tecladista e produtor Jordan Fish nesse processo, apontando que a entrada dele ajudou a expandir o som e posicionar o Bring Me the Horizon como um dos principais nomes da cena atual.
A fala reforça uma percepção cada vez mais comum: em um cenário fragmentado, sem um único "gigante" dominante como em décadas passadas, algumas bandas acabam assumindo o papel de referência estética - e, no metal moderno, poucas têm tanto peso quanto o Bring Me the Horizon.
LVCAS e o atual momento
LVCAS lançou no fim de 2025 o EP "Abatido Mas Não Derrotado" - um trabalho que, segundo ele, marca um momento mais definido em sua trajetória autoral. Na mesma entrevista, o artista explicou que o novo lançamento representa uma evolução em relação ao álbum anterior, Humanamente (2024). "Esse EP simboliza uma fase de amadurecimento como compositor. Eu ainda me vejo muito no começo, ainda aprendendo, mas já existe uma escolha de caminho mais clara", afirmou.
Diferente do disco de estreia, que ele define como um "laboratório de experiências", o EP apresenta uma proposta mais coesa. "Por ter menos faixas, ele está mais concentrado em um lugar só, mais consistente", explicou.
A recepção do público, segundo Lucas, tem sido um indicativo importante dessa evolução. "O pessoal gostou bastante e dá pra perceber pelo feedback que existe uma leitura de crescimento no trabalho. Isso me deixou bem feliz."
O conceito do EP também nasce de um período pessoal intenso. O músico revelou que 2025 foi um ano marcado por incertezas e reflexões. "Foi um ano complicado, de pensar muito sobre o que eu estava fazendo, se estava no caminho certo. Acabei levando algumas porradas da vida e transformei isso nas letras."
A escolha do título "Abatido Mas Não Derrotado" reflete justamente esse momento. "É algo bem pessoal, uma forma de traduzir essas experiências", disse.
Outro ponto destacado pelo artista é a decisão de compor em português, indo na contramão de boa parte do metal nacional. Para ele, existe uma conexão direta com o público brasileiro - e também uma lacuna a ser preenchida. "O Brasil é mais metaleiro do que a gente imagina. Existe uma força muito grande aqui, mas também uma carência de conteúdo nesse sentido."
Confira a entrevista completa abaixo.
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