O astro do rock que emprestou o cachorro ao Pink Floyd para uma gravação
Por João Renato Alves
Postado em 20 de março de 2025
Em 1971, o Pink Floyd lançou o sexto álbum da carreira. "Meddle" serve como referência para a transição da sonoridade psicodélica dos primórdios – quando a banda tinha em Syd Barrett sua figura central – para uma abordagem progressiva. Porém, isso não significou que as experimentações "fora da caixinha" cessaram.
Um exemplo está na faixa "Seamus". Ela leva esse nome em homenagem a um dos participantes na gravação: um border collie que uiva durante a canção. Ele pertencia a outro astro do rock, ninguém menos que Steve Marriott (Humble Pie, The Small Faces). O resultado pode ser conferido abaixo.
A proposta não teve grande repercussão, servindo mais pela curiosidade. Anos mais tarde, David Gilmour confessou que "não ficou tão divertido para os ouvintes quanto foi para nós enquanto fazíamos".
Um registro alternativo apareceu no filme "Live at Pompeii", sendo a única vez que a banda tocou a música após a performance original. Na ocasião, uma fêmea da raça russa Borzoi, chamada Nobs, substituiu Seamus. A letra também foi alterada, assim como o título, que passou para "Mademoiselle Nobs".

"Meddle" chegou ao 3º lugar da parada britânica e vendeu mais de 7 milhões de cópias mundo afora. O Pink Floyd usou três estúdios de Londres para obter as sonoridades que buscava: Abbey Road, AIR e Morgan.
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