MS Metal Fest: edição de SP reúne ótimos nomes e promessas
Resenha - MS Metal Fest (Manifesto, SP, 18/09/2011)
Por Durr Campos
Postado em 24 de setembro de 2011
O metal brasileiro vai muito bem, obrigado! Iniciar um texto com frase feita só é válido quando o assunto é merecedor de todos os aplausos. A primeira edição do MS Metal Fest, realizada em São Paulo no último dia 18 de setembro, é um claro exemplo de bom serviço prestado a um estilo detentor dos mais dedicados fãs do planeta. A produção, a cargo da empresa de assessoria de imprensa especializada em heavy metal MS Metal Press, reuniu em um só lugar cinco nomes da música pesada atual brasileira: Aclla, Aygan, Blüe Barrel, Kamala e Exhortation. O resultado dessa mistura você confere nas próximas linhas.
Por Durr Campos/ Fotos: Pierre Cortes
Com o Manifesto não muito cheio, por volta das 19h entra em cena o ACLLA, um dos mais aguardados. A banda executa um heavy metal moderno, mas com referência direta aos expoentes do estilo, em especial das décadas de 70 e 80. O quinteto, formado por Tato Deluca (vocais), Bruno Ladislau (baixo), Denison Fernandes (guitarra), Chrystian Dozza (guitarra) e Eloy Casagrande (bateria), lançou no final do ano passado seu debut Landscape Revolution, o qual vem rendendo diversos reviews positivos, inclusive no Whiplash!, onde levou nota 9 do nosso redator Ben Ami Scopinho. Leia suas impressões sobre a bolachinha no link abaixo:

Destaques para as vigorosas "The Totem" (que já ganhou um vídeo bem bacana), "The Hidden Dawn", o cover "Bark at the Moon" (Ozzy Osbourne) "Living For a Dream", minha predileta, e "Trace". Impossível não mencionar a ótima voz do Tato e a técnica apurada do prodígio nos tambores Eloy, que também empresta seu talento à banda solo do Andre Matos.

Não demorou muito e o AYGAN já iniciava sua apresentação. Gostei da forma despojada com que se portaram em cena, principalmente pelo vocalista/guitarrista Marcelo Lane, dono de um belo timbre, e o exímio baixista Bruno Vellutini. A banda já possui uma longa trajetória, incluindo abertura para o Dr. Sin, um show para a rádio Kiss Fm transmitido ao vivo e sucesso total no Jamlegend, jogo online na linha Guitar Hero e Rock Band. Para se ter uma ideia do impacto, as músicas da banda foram jogadas mais de 500.000 vezes por usuários do mundo todo, superando até mesmo o Stratovarius. A consequência disso? Elogios constantes de fãs da Europa, Japão e Austrália. Do seu álbum de estreia, Plastic City, lançado ano passado, levaram, dentre outras, "Bloody Meanings", "From the Fire", a cativante "Shadows" e um medley pra lá de interessante unindo "Shout" (Tears For Fears) e "One" (Metallica).


O KAMALA já passou da fase de promessa e é hoje, sem sombra de dúvidas, um dos nomes mais fortes para representar o país. O quarteto de Campinas estava inspirado e sua performance transbordava energia, paixão e fúria! A experiência gerada pelos constantes shows é evidente, em especial quando observamos as atuações do Rafael Olmos (guitarra/vocal) e Andreas Dehn (guitarra). A dupla domina como poucos o palco e não há quem fique indiferente aos seus chamados. O peso absurdo das guitarras, somados ao groove dos tambores de Nicolas Andrade e a pegada do experiente André Rudge (Soulriver), que entrou recentemente no lugar do Ricardo Piccoli (Shadowside), me fizeram pensar sobre o porquê de um grupo desta qualidade não ser ainda tão grande quanto merece. Muito bem ensaiados, emendaram um set-list devastador com "Consequences", "The Fall", "Genocide", "Better Gun" e as ainda inéditas em estúdio "Lust" e "Muladhara", dentre outras canções, passeando por seus dois álbuns lançados até agora: Kamala (2007) e Fractal (2009).


Já passava das 22h – de um domingo – quando o BLÜE BARREL chegou detonando seu som calcado em Pantera, Black Label Society e pitadas de Lynyrd Skynyrd. O estilão de norte-americano sulista estava, inclusive, impresso no visual do vocalista Vitor M., que trajava camisa quadriculada, chapéu característico e barba bem cultivada. Anunciaram para breve o lançamento de seu disco de estreia, já batizado de The Oversize Load, do qual basearam todo seu repertório, que incluiu as fortes "Awake the Tempest", "A Lethal Dose of Meaning" e "The Waterhouse", todas misturando com maestria doses de stoner e southern metal. Pessoalmente gostei da pegada do Rafael "Bazza" em sua guitarra tocada com slide. Aliás, seus solos também são muito bem encaixados, o que mostra personalidade e conhecimento de causa, para ficarmos apenas nisso. O já citado Vitor M. possui uma presença marcante que nos remete a uma mistura entre Phil Anselmo (Down, Pantera, Superjoint Ritual, Necrophagia, etc.) e Rob Dukes (Exodus). Confesso que não os conhecia, mas depois do que vi estarei mais atento de agora em diante.


Por fim, mas definitivamente não menos importante, o EXHORTATION. Eu os conheci recentemente, apesar de seus seis anos de estrada, e posso afirmar sem medo de errar que se trata de uma incrível banda de metal extremo. Eu os relaciono a nomes como Behemoth, Bloodbath, Hate, Nevermore e Nile, além da referência óbvia ao Arch Enemy, por conta da presença da notável vocalista Aline Lodi. Os urros emitidos por esta dileta pessoa contrasta diretamente ao seu jeito tímido e delicado quando está fora do palco. Mas em cena, meus amigos, ela transforma-se em um demônio! Foi até engraçado perceber o espanto do staff do Manifesto quando iniciaram seu set. Poucos permaneceram para prestigiar o quarteto, completado pelo excelente Renato de Lucca (guitarra), Rodrigo Dalla Piazza (baixo) e o trator humano – no melhor sentido da palavra - chamado Billy Dark Machine (bateria), mas quem ficou não se decepcionou. O debut saiu do forno há alguns dias sob o nome "The Essence of Apocalypse" e a resposta às novas composições não poderia ser melhor. Por conta do horário avançado se viram obrigados a cortar algumas músicas, mas hinos como "Final Theory", "Famine", "Degradation of Spirit" e "The Bitter Praise" mantiveram o público boquiaberto do início ao fim. Certamente irão colher ótimos frutos do imenso trabalho que vem desenvolvendo. Guardem este nome, senhoras e senhores!

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O melhor disco do Judas Priest, de acordo com a Metal Hammer
A reação de Jason Newsted ao ouvir uma música de "St. Anger" no rádio
Dragonforce anuncia seu novo disco de estúdio e lança o single "Hunger of the Beast"
Digão explica o erro dos Raimundos: "Mamonas Assassinas foram mais inteligentes"
Em parceria com a Casa da Moeda Real, Pink Floyd lança palhetas em cobre, prata e ouro
O que significa a famigerada expressão "viúva dos Cavalera"?
Dave Mustaine revela o gesto de James Hetfield em seu momento mais difícil
O álbum do Pink Floyd que fez Kate Bush pensar em desistir de escrever músicas
Usina da capa de "Animals", do Pink Floyd, se tornará espaço para shows
Os 10 covers mais tocados pelo Metallica ao vivo, segundo a Noise Creep
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
Aos 76 anos, Carl Palmer admite ter medo de morrer na estrada
Blaze Bayley fala sobre mudanças de vida após infarto em 2023
Helloween - um espetáculo completo na borda da cidade de São Paulo
Tarja Turunen fará show em São Paulo em maio de 2027
A única cidade brasileira citada por Johnny Cash na letra de "I've Been Everywhere"
O maior baterista de todos os tempos, segundo o lendário Alice Cooper
As 46 músicas que o Iron Maiden nunca tocou ao vivo até hoje

Rockstadt Extreme Festival: 5 dias de metal, caos e shows inesquecíveis na Transilvânia
Jamiroquai - Rock, funk, soul, disco e muito groove em São Paulo
Resenha e fotos do show de Dave Evans, ex-AC/DC, em Belo Horizonte
Lacrimosa em seu primeiro show com Orquestra
Masters of Voices (Auditório Araújo Vianna, Porto Alegre, 13/07/2026)
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista
Em 16/01/1993: o Nirvana fazia um show catastrófico no Brasil



