Poisonblack: uma apresentação digna e impecável em SP
Resenha - Poisonblack (Manifesto Bar, São Paulo, 27/08/2011)
Por Pierre Cortes
Fonte: Heavy Nation
Postado em 30 de agosto de 2011
Sábado, 27 de agosto, uma noite agradável e repleta de ansiedade por parte dos apreciadores da música pesada. Por volta das 21:30h já havia uma boa fila na porta do Manifesto, local onde os finlandeses do POISONBLACK iriam se apresentar. O Manifesto é um bar bastante interessante e já recebeu diversos nomes do cenário metálico. Não é um lugar grande. Pelo contrário. De qualquer forma há um ponto bastante vantajoso: os fãs conseguem ficar bem próximos dos músicos. A apresentação estava marcada às 22:00h, mas houve atraso na abertura da casa, o que foi providencial, pois nesta mesma noite os alemães do DESTRUCTION também estavam se apresentando em um local próximo. Isso possibilitou que alguns fãs tivessem a oportunidade de apreciar ambas as bandas.
Fotos - Durr Campos

Antes da apresentação principal, uma banda de abertura: FURIA INC. que, por volta das 23:40h, assumiu o palco. Não somente assumiu, dominou também. Com um som pesado e feroz, numa mistura de Heavy e Thrash Metal, os rapazes mandaram muito bem. E mesmo com uma vontade imensa de ver o Poisonblack, os headbangers presentes se renderam, participaram e curtiram o show. O vocalista Victor Crutale segurou a plateia e sua constante interação foi muito bem sucedida. Vale também destacar que mesmo diante das guitarras afiadas e da pancadaria da bateria, o baixista Bruno Nicolozzi fez seu instrumento soar alto e poderoso, dando assim mais peso ainda ao grupo. O Setlist, com quase uma hora de duração, contou com músicas próprias como "Sons of Anarchy", "The One" e "Walk Alone", além de "Slave New World" e "Roots Bloody Roots" do SEPULTURA e "Walk" do PANTERA. Foi uma apresentação matadora.

E nessa altura do campeonato, os fãs estavam ainda mais sedentos pela aparição de Ville Laihiala e sua equipe, que subiram ao palco por volta de 01:00h, mas apenas para um pequeno teste de instrumentos, provocando alvoroço entre todos. Dez minutos após, finalmente o Poisonblack deu inicio ao show pra valer. Começaram com "Piston Head", do álbum Drive, sua obra mais recente. O público estava extremamente animado e em diversos momentos gritava o nome da banda como se fosse um hino. O grupo agitou muito também e apresentou uma performance competente e vibrante. Do álbum Escapexstacy, primeiro trabalho deles, tocaram apenas a "Love Infernal". Executaram um set-list bastante variado com grande parte das composições sendo do último CD. A voz de Ville soava muito bem diante de todo o instrumental potente e conforme o show avançava, o ânimo do público se intensificava.

Um ponto alto da apresentação foi a execução de "Invisible", do álbum Of Rust and Bones, uma balada maravilhosa e cativante que fez o público se emocionar. Os membros da banda se mostraram simpáticos e envolviam a plateia de forma a tornar o show ainda mais intenso. Talvez o único ponto negativo tenha sido a acústica do local, que poderia estar melhor. Houve inúmeros momentos em que o teclado sequer era percebido, mas isso de forma alguma tirou o brilho destes finlandeses que ficaram pouco menos de uma hora e meia se apresentando. Infelizmente não tocaram nenhuma música do SENTENCED, para a tristeza de muitos. E ao final do show, se os fãs estavam cheios de expectativas, podemos certamente afirmar que elas foram plenamente preenchidas. Uma apresentação digna e impecável.

Setlist:
Piston Head
Casket Case
A Good Day for the Crows
Sycophant
The Living Dead
Left Behind
Love Infernal
Buried Alive
Raivotar
Scars
Nothing Else Remains
Maggot Song
Invisible
Soul in Flames
Bear the Cross/Spinal Tap
Encore
Mercury Falling
Rush
Outras resenhas de Poisonblack (Manifesto Bar, São Paulo, 27/08/2011)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A canção de dois adolescentes que impediu "Bohemian Rhapsody" de chegar ao topo das paradas
Zakk Wylde lembra breve período como guitarrista do Guns N' Roses
A banda de metal que Gene Simmons dizia que iria tomar o lugar do Kiss
A música que Ian Gillan considera a melhor de sua carreira, acima dos clássicos do Deep Purple
A melhor música dos Rolling Stones, segundo a Paste Magazine
O disco que deixou Ozzy Osbourne de queixo caído antes mesmo da estreia do Black Sabbath
A música que fez o Guns N' Roses conseguir contrato mas ficou guardada por seis anos
Para Marty Friedman, Nick Menza foi uma das razões para o sucesso do Megadeth
As 10 melhores músicas do Anthrax com John Bush nos vocais, segundo o Metal Sucks
"Blackstar", de David Bowie, é incluída em lista das músicas mais tristes do século XXI
O guitarrista que Angus Young considera o mais superestimado do rock
Como AC/DC e Angus Young ajudaram Dave Mustaine a criar solo de "Holy Wars"
Os três álbuns de estúdio que Alice Cooper não lembra de ter gravado
Black Label Society faz show histórico em Belo Horizonte e emociona fãs
A banda dos anos 70 que fez Chris Cornell acreditar no potencial do rock de Seattle
Roger Waters relembra sua colaboração com David Gilmour no hit "Wish You Were Here"
A opinião de Andreas Kisser sobre irmãos Cavalera regravarem discos do Sepultura
A arriscada escolha do Titãs que Renato Russo não entendeu, mas eles estavam certos
Between the Buried and Me - um show especialmente feito para os metal geeks brasileiros
The Gathering - uma das turnês mais esperadas pelos fãs de vocais femininos
Ginger and the Peppers - O novo Rock pulsa na Casa de Cultura
Helloween - Em Porto Alegre, 2 horas e 20 minutos que pareceram passar em instantes
Maximus Festival: Marilyn Manson, a idade é implacável!
Como uma música de 23 minutos me fez viajar 500 km para ver uma das bandas da minha vida



