Rhapsody Of Fire: uma noite de domingo medieval em SP

Resenha - Rhapsody of Fire (Santana Hall, São Paulo, 05/12/2010)

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Por Ana Clara Salles Xavier
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Bem vindos a um mundo onde a trilha sonora é feita de músicas que parecem ter sido compostas para filmes medievais. Onde as letras dessas músicas falam sobre terras encantadas, dragões, guerreiros e lutas com espadas. Bem vindos a um show do RHAPSODY OF FIRE.

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Fotos: Leandro Anhelli - confira mais imagens em http://www.flickr.com/alphaneo/tags/rhapsody

Nem mesmo a chuva que caiu sem dó nem piedade no último dia 5/12 desanimou os fãs da banda italiana que não davam as caras por aqui fazia uns nove anos. Aproximadamente as 19:15, as luzes do Santana Hall se apagaram, fazendo com que as 1.600 pessoas que estavam lá entrassem numa espécie de túnel do tempo, de volta a era medieval. Com DAR-KUNOR saindo das caixas de som, a introdução serviu para que os integrantes do RHAPSODY fossem adentrando o palco. O último foi FABIO LIONE, com sua vasta cabeleira e uma voz poderosíssima; fato esse que ficou comprovado da primeira música ("Triumph or agony") até o fim do show.

Com o público cantando todas as letras de todas as músicas, não tinha como não ver um sorriso estampado no rosto de cada um dos membros do RHAPSODY. Imagine fazer parte de uma banda que nasceu num país longe daquele que você está se apresentando, esse país ter a fama de ser a terra do samba e mesmo assim ver que as pessoas sabem todas as letras de cor?

Mesmo nas músicas em italiano como "Guardiani Del destino", o público acompanhava LIONE em alto e bom som. Alguns empunhavam espadas e machadinhas de plástico no ar. Todos estavam no clima das músicas. A banda, apesar de estar se apresentando em um espaço relativamente pequeno, mostrou muita presença de palco. LUCA TURILLI toca como um monstro das seis cordas e a sensação que se tem é de que ele possui muito mais de 10 dedos. Cada vez que executava um solo, todas as atenções eram voltadas somente a ele. ALEX STAROPOLI também foi outro que destruiu (no bom sentido) os teclados. PATRICE GUERS e lógico FABIO LIONE também agitaram muito, indo o tempo todo para bem perto dos que estavam na grade ou acenando para aqueles que estavam nos camarotes.

Apesar de esse show fazer parte da turnê do novo CD "The frozen tears of angels", as músicas mais antigas não ficaram de fora. "Knightrider of doom", por exemplo, deixou todos os presentes completamente ensandecidos. Logo em seguida de "On the way to Ainor", veio "Starship Troopers", acompanhado de um competentíssimo solo de bateria de ALEX HOLZWARTH. Não tem o que falar da qualidade musical da banda. Simplesmente não tem! Logo em seguida era hora de cantar "gloria, gloria perpetua" com os punhos cerrados no ar e a plenos pulmões. Era hora de "Dawn of victory".

Depois de uma porrada musical como essa, nada melhor do que "Lamento eroico", para acalmar os ânimos e secar o suor dos fãs. Algumas pessoas que ficaram na grade seguravam uma imensa bandeira da Itália. Alguém jogou um desenho da banda no palco e FABIO LIONE mostrou-o orgulhoso para que todos pudessem ver o presente que haviam acabado de ganhar.

"Dark prophecy" contou com um solo de baixo impecável de PATRICE, fazendo a casa de shows ir ao delírio. "The march of the Swordmaster" deu a nítida sensação de estar em um grande exército a caminho de uma batalha, especialmente quando a letra diz "March march great swordmaster". Nesse momento, era quase impossível de se ouvir os vocais de LIONE, de tão alto que o público estava cantando.

Com a saída da banda do palco e aquela expectativa do bis, o Santana Hall gritava por "Emerald Sword". Ela veio logo depois de "The frozen tears of angels", encerrando uma noite de domingo que com certeza entrou para a vida de muitos fãs de metal melódico.

SET LIST:

1. Dar-Kunor
2. Triumph or Agony
3. Knightrider of Doom
4. The Village of Dwarves
5. Unholy Warcry
6. Guardiani Del Destino
7. On The Way To Ainor
8. Starship Troopers - Drum solo
9. Dawn of Victory
10. Lamento Eroico
11. Holy Thunderforce
12. Dark Frozen World
13. Sea of Fate
14. Dark Prophecy - Bass solo
15. March of the Swordmaster
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16. The Frozen Tears of Angels
17. Emerald Sword


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Sobre Ana Clara Salles Xavier

Ana Clara Salles, 24 anos, paulistana. Fã do Guns n' Roses, Black Label Society, Judas Priest, Led Zeppelin e Beatles, no seu acervo musical tem espaço também para bandas dos anos 80 como Sisters of Mercy e Depeche Mode. Afinal, como já disse uma vez Friedrich Nietzsche: "sem música, a vida seria um erro".

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