Rhapsody Of Fire: Thor e São Pedro marcam presença em SP

Resenha - Rhapsody of Fire (Santana Hall, São Paulo, 05/12/2010)

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Por Luciano Correa
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Thor, o Deus do Trovão, e São Pedro marcaram presença na tarde chuvosa que antecedeu o show dos italianos do RHAPSODY OF FIRE. A banda composta por Fábio Lione (vocal), Luca Turilli (guitarra), Alex Staropoli (teclados), Patrice Guers (baixo), Alex Holzwarth (bateria) e Dominique Leurquin (guitarra) retornou ao Brasil após quase 10 anos para se apresentarem no Santana Hall (local bem diferente do Via Funchal, palco de 2001).

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A chuva castigou a multidão que estava na fila esperando para adentrar a casa de show. Boatos circulavam de que o local seria aberto antes para poupar os fãs mas não foi o que aconteceu. Passou das 17:30h (horário previsto para a abertura da casa) e as portas ainda estavam fechadas. O sentimento era de total descaso. Por volta das 17:45h finalmente os ensopados fãs puderam entrar e se secar enquanto esperavam pela banda.

Alguns já conheciam o local do show, um lugar pequeno, com palco mediano, uma boa estrutura na pista (apesar de não muito profunda é bem extensa lateralmente) e uma vista privilegiada do mezanino (este fica inteiramente na frente do palco). O que foi surpresa para muitos e gerou até uma preocupação com a hipótese de cancelamento do show, foram as goteiras que pingavam sobre o palco e faziam com que a organização, ao invés de tentar sanar esse “pequeno” defeito, se preocupasse em enxugar o mesmo. A verdade é que foi um desrespeito para a grandiosidade do RHAPSODY tocar em uma casa com uma estrutura bem limitada e ainda com goteiras no palco. O desrespeito passou pelos fãs e atingiu também a banda. Lamentável.

Por volta das 19:15h as luzes se apagaram e o show se iniciou com a bela intro “Dar-Kunor”, seguida da poderosa “Triumph or Agony” (ambas do disco “Triumph or Agony”) que levou os fãs ao delírio. Em seguida vieram músicas que passaram pelos principais albuns da carreira: a rápida “Knightrider of Doom” (do “Power of the Dragonflame”), a cativante “The Village of Dwarves”(do excelente “Dawn of Victory”), a fantasiosa “Unholy Warcry” e a balada “Guardiani del Destino” (ambas do “Symphony of Enchanted Lands II”), que serviu para dar um descanso para os animados fãs. “On the Way to Ainor” foi a primeira música executada do último albúm lançado (“The Frozen Tears of Angels” - um ótimo disco que resgata a sonoridade do velho conhecido Rhapsody).

Uma pequena pausa foi feita pela banda para que Alex Holzwarth pudesse demonstrar toda sua técnica com um excelente solo de bateria executado em “Starship Troopers”. Os fãs mal puderam respirar depois de toda quebradeira, pois o Rhapsody retornou com uma das mais grandiosas músicas de sua carreira, “Dawn of Victory”, que levou a casa abaixo e não deixou ninguém parado (e calado – todos cantaram o marcante refrão). A primeira canção escrita em italiano “Lamento Eroico” (outra do “Power of the Dragonflame”) veio para emocionar os fãs da banda que arriscaram cantar a música junto com Fábio Lione. Aliás, o vocalista deu um show a parte mostrando todo o poder de sua voz ao cantar sozinho as músicas que são gravadas cheias de corais em estúdio. Luca Turilli dominou, e muito bem, sua guitarra, executando os solos com muita técnica e mostrando que realmente ama as 6 cordas. Acompanhado de Dominique Leurquin, ambos mostraram muito entrosamento, inclusive no revezamento dos solos. E por falar em solos, os de teclado são uma característica marcante da banda, e a execução destes estão a cargo de Alex Staropoli que os fez com perfeição.

O clássico “Holy Thunderforce” veio para incendiar novamente a casa e mostrou o porque é um dos preferidos do público. A intro do último album, “Dark Frozen World”, seguida de “Sea of Fate” foram tocadas mostrando todo o poder desse disco. Após isso, a cena foi roubada pelo baixista francês, Patrice Guers que executou “Dark Prophecy” em um solo de baixo recheado de muita técnica e precisão. A metal-barroca “The March of Swordmaster” (mais uma do “Power of the Dragonflame”) foi a responsável por fechar a apresentação. A banda deixou o palco sob muitos aplausos e gritos da platéia.

A banda funciona tão bem ao vivo que mesmo escolhendo uma música longa como a “The Frozen Tears of Angels” para a primeira parte do Bis, conseguiu prender a atenção dos fãs. O show estava se aproximando do fim e os gritos pediam, talvez a melhor música do Rhapsody, “Emerald Sword” (única no set do “Symphony of Enchanted Lands”) que veio para coroar uma noite de muito Power Metal.

A banda se despediu do palco sob muitos aplausos e gritos dos fãs. Ficou claro que todos estavam satisfeitos com o show e que o Rhapsody não ficará novamente tanto tempo sem retornar ao solo brasileiro.

Set List:
1. Dar-Kunor (Intro)
2. Triumph or Agony
3. Knightrider of Doom
4. The Village of Dwarves
5. Unholy Warcry
6. Guardiani Del Destino
7. On the Way to Ainor
8. Starship Troopers (Drum Solo)
9. Dawn of Victory
10. Lamento Eroico
11. Holy Thunderforce
12. Dark Frozen World
13. Sea of Fate
14. Dark Prophecy (Bass Solo)
15. The March of the Swordmaster

Bis:
16. Frozen Tears of Angels
17. Emerald Sword

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Sobre Luciano Correa

Colaborador do Whiplash e apreciador de várias vertentes do Rock/Metal. Começou cedo ouvindo Queen, Nazareth e RPM no velho toca discos dos pais. Escutou muito Guns N' Roses, Bon Jovi, Scorpions, Metallica, Iron Maiden e Sepultura até descobrir Helloween, Blind Guardian e Gamma Ray. Ainda nesse meio tempo começou a ouvir Ramones, Misfits, Offspring, Angra, Rhapsody, Hammerfall, Stratovarius, Manowar, Motörhead, Pantera e Slayer para fechar a década de 90. No começo dos anos 2000, incluiu em sua lista bandas como Nightwish, Sonata Arctica, Within Temptation, System Of A Down, Rammstein, Dimmu Borgir, Cradle of Filth e atualmente - últimos 5 anos, tem escutado muito Children Of Bodom, Katatonia, Alestorm, Eluveitie, entre tantas outras. Rock/Metal é barulho para alguns e estilo de vida para tantos outros!

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