AC/DC: review de show no Ratina Stadium, na Finlândia

Resenha - AC/DC (Ratina Stadium, Tampere, Finlândia, 01/06/2010)

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Por Petri da Costa
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Depois de quase um ano desde o último show aqui na Finlândia, o AC/DC voltou para mais uma vez demonstar a força e o carisma que a banda carrega há quase 40 anos. Uma das pequenas diferenças dessa apresentação comparada ao ano passado, foi que esse show foi realizado em Tampere (ano passado foi na capital Helsinki) sob um forte calor. E mesmo a banda tendo passado por terras finlandesas ano passado, o público novamente compareceu em massa, lotando o Ratina Stadium com cerca de 32.000 fãs. Sem contar os outros fãs e/ou curiosos que ficaram fora do estádio curtindo o som nos arredores do estádio.

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Os portões abriram às 17h45, com filas gigantescas, mas com uma rápida movimentação para entrar no estádio. A banda de aberura, Zero Nine, estava marcada para tocar às 19h30 e entrou no palco depois de um pequeno atraso. O Zero Nine, que quase todos desconheciam, tocou por volta de 45 minutos com seu hard rock que lembra muito o Rainbow dos anos 80. Boa parte do público nem deu muita atencão a eles, e esses 45 minutos de show pareciam muito longos. Com o fim do show do Zero Nine, os roadies comecaram a preparar o palco para o AC/DC e mais uma vez testaram o som. Enquanto isso o público esperava ansiosamente a entrada de Angus e cia, e o interessante era notar a grande variedade de fãs que a banda atrai: de crianças de 7 anos até senhores de 60 anos. Todos juntos para uma grande festa de rock'n'roll que o AC/DC sempre proporciona.

Já era 21h, o horário marcado para o AC/DC comecar o show e depois de alguns minutos, finalmente o desenho animado que tem servido de introdução para a banda nessa turnê do ”Black Ice” apareceu nos telões e todos comecaram a aplaudir e gritar o nome da banda. Como muitos já sabiam, ”Rock 'N' Roll Train” foi a primeira música tocada, com a galera que estava perto do palco pulando e cantando junto. Brian Jonson saudou Tampere e logo em seguida veio uma das favoritas dos fãs da era Bon Scott: "Hell Ain't A Bad Place To Be". Sem muita enrolação ou conversa, a banda toca uma das músicas mais conhecidas do seu repertório: "Back In Black", causando uma empolgacão ainda maior do público. Todos estavam de olho em Angus que parecia estar ainda mais jovem se comparado à performance do ano passado em Helsinki.

O show continuou com a nova "Big Jack", que não causou um grande impacto como as outras músicas mais antigas. Isso foi um fato que reparei nas outras músicas que o AC/DC tocou do "Black Ice", o público gostava mas não estava tão envolvido ou animado como quando eles tocavam os clássicos. Brian Jonson disse que a banda tinha algumas surpresas para o público, e logo depois disso a banda tocou uma trinca de clássicos que fez o estádio tremer: "Dirty Deeds Done Dirt Cheap", "Shot Down In Flames" e "Thunderstruck", uma das favoritas do público finlândes.

Mesmo com uma idade bem avançada, todos do AC/DC estavam em grande forma. Apesar depois de quase dois anos nessa turnê, a banda tem bastante folêgo e energia. Em seguida veio uma outra nova, "Black Ice" e então ”The Jack”, onde Angus fez seu cômico e famoso striptease.

Provavelmente um dos momentos que o público mais esperava era ver o sino da banda descendo para que Brian Jonson pudesse pular na corda para introduzir "Hells Bells". Foi mais outra música clássica da banda que o público cantou junto, e para a alegria dos fãs em seguida veio outra do "Back In Black": "Shoot To Thrill", que mais uma vez fez o estádio tremer. A última nova música tocada foi a "War Machine", onde o público parecia mais grudado no telão vendo o desenho que passava junto com essa música. A grata surpresa da noite foi a inclusão de uma música que não era tocada em muito tempo: "High Voltage". Realmente esse foi um dos pontos altos da noite, uma pena que essa foi a única canção diferente do set list em comparacão ao ano passado.

Outro momento que o público adorou foi quando tocaram "You Shook Me All Night Long", outra favorita do público finlândes. Quando tocaram "T.N.T", o público cantou tão alto o refrão que às vezes era difícil de ouvir a voz de Brian Jonson. Depois mais um clássico foi tocado: "Whole Lotta Rosie", com a famosa Rosie em cima do trem do AC/DC que estava no palco, arrancando gargalhadas do publico. Para terminar a primeira parte do show, eles tocaram a fantástica "Let There Be Rock", com um peso e velocidade fenomenal. Durante nessa música foram mostradas nos telões as capas de todos os discos do AC/DC. A faixa contou também com o já esperado solo de Angus (muito preciso e empolgante) e o fim com a chuva de papel picado.

A banda sai do palco e depois de alguns minutes, Angus aparece no palco tocando o riff de "Highway To Hell", levantando mais uma vez todo o estádio. A última música, como sempre, foi o hino "For Those About To Rock (We Salute You)", com os famosos canhões disparando no fim da música e também a explosão de fogos de artifício. Realmente um grande fim de festa, mais uma vez um grande show do AC/DC, mesmo que muitos que já viram essa turnê já sabiam o que esperar. Pessoalmente gostaria de ver a banda tocar sons do "Powerage", "Flick Of The Switch" e de outros álbuns que eles geralmente não tocam, mas o show valeu cada centavo e mal posso esperar para vê-los de novo.

Set List:
Rock 'N' Roll Train
Hell Ain't A Bad Place To Be
Back In Black
Big Jack
Dirty Deeds Done Dirt Cheap
Shot Down In Flames
Thunderstruck
Black Ice
The Jack
Hells Bells
Shoot To Thrill
War Machine
High Voltage
You Shook Me All Night Long
T.N.T.
Whole Lotta Rosie
Let There Be Rock (Solo de Angus)

Bis:
Highway To Hell
For Those About To Rock (We Salute You)

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Sobre Petri da Costa

Fanático por cinema e música, colaborou como correspondente na Finlândia para a RockHard-Valhalla de 2002 até 2008, escrevendo reviews de shows e cds. Tem colaborado com a whiplash desde 2007.

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