Megadeth: noite antológica, destas a não se esquecer

Resenha - Megadeth (Credicard Hall, São Paulo, 24/04/2010)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Thiago Fuganti
Enviar correções  |  Comentários  | 

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Uma noite antológica, destas a não se esquecer tão cedo, e que figurará sempre na lista dos melhores shows de metal que a maioria que estava lá no Credicard Hall viu na vida. Não, não estou exagerando, porque se alguém se atreveu a sair de casa e ir assistir a Mustaine e compania naquele sábado, no mínimo deve gostar da banda, e se gosta, vai concordar com essa afirmação.

46 acessosHeavy Metal: os 10 melhores riffs dos anos noventa5000 acessosUSA Today: as 20 maiores bandas de todos os tempos nos EUA

E os carros chefes dessa turnê foram justamente o aclamado "Rust in Peace", tocado na integra, e a volta de David Ellefson ao lugar que lhe pertence. Eu não esperava ver isso (eles tocarem o álbum inteiro), pois não é comum bandas que estão fazendo turnês em homenagem a algum disco virem a estas terras, mas felizmente, antes de desembarcar por aqui, o MEGADETH confirmou que sim, tocaria o disco na integra na América do Sul.

A primeira coisa a chamar a atenção de quem adentrava o Credicard Hall foi a enorme bandeira de fundo com a capa do "Rust in Peace", e também uma espécie de imitação de caixas militares, colocada em frente de ambos os tradicionais muro de amplificadores. Vale lembrar que da última vez que o MEGADETH veio, usou apenas uma bandeira simples com o logotipo da banda, no fundo do palco.

Ânimos acirrados, até que a música "Black Sabbath" começa a tocar nos PA's. Era a senha pro Megadeth entrar no palco, e o fizeram, um de cada vez. Primeiro Shawn Drover, depois David Ellefson sendo seguido por Chris Broderick e por último surgiu Dave Mustaine, com aqueles tradicionais passos meio "bêbados" e cabelo cobrindo a cara, vindo ocupar seu lugar.

De cara uma novidade em relação a outros shows desta turnê; iniciaram com a dupla "Dialectic Chaos"/ "This Day We Fight!", que abre o ótimo "Endgame". E já na instrumental "Dialectic Chaos" tivemos uma amostra do que aconteceria muitas vezes durante a noite: Dave e Chris se revezando em ótimos e melódicos solos. "In My Darkest Hour" elevou de vez o clima e "Sweating Bullets" foi cantanda em uníssono, sendo seguida por "Skin O' My Teeth". Ao final, Mustaine fala com o público pela primeira vez, anunciando que nessa noite tocariam mais músicas do que o comum. Sorte nossa.

A banda sai do palco por uns instantes, e na volta, David Ellefson veio com uma camiseta do "Rust in Peace", e Mustaine estava com o próprio estampado em sua guitarra. Era a deixa para um dos maiores álbuns do Thrash Metal de todos os tempos ser executado do inicio ao fim. A clássica absoluta "Holy Wars...The Punishment Due" deu o pontapé inicial, assim como no CD (ou vinil, se preferir). A partir dai, só musicas viscerais em mais de 45 minutos sem interrupção. O disco foi tocado exatamente na ordem original, e um dos destaques foi David Ellefson, que comandou o show nas músicas "Five Magics", "Poison Was The Cure" e "Dawn Patrol". Chris Broderick também arregaçou, e fez jus ao que Mustaine disse sobre ele tocar os solos de Marty Friedman "nota por nota". Citar mais músicas aqui seria injustiça, pois o disco como um todo é ótimo. Ao final da "Rust In Peace... Polaris" Mustaine agradece dizendo: Esse foi "Rust in Peace".

A banda sai novamente do palco, e logo retorna com "Trust", que fez todos pularem e cantarem juntos o refrão. Mustaine então toca um pedaço do refrão da "Head Crusher", instigando o publico a descobrir que música era e a cantar....é claro que a galera respondeu como era de se esperar: cantando! Em seguida
David Ellefson fala que estão com um novo álbum "Endgame" e um novo vídeo, que é a música que veio a seguir; "The Right To Go Insane".

"She-Wolf" e "Symphony Of Destruction" fecharam mais essa parte do show, e por mais que tenhamos visto em vídeos ou presenciado em outras apresentações, sempre é de arrepiar ouvir todos bradarem "MEGADETH!" na melodia desta última.

Mais uma saída de palco e no intervalo que se seguiu, o público ficou hora cantando o refrão da "Peace Sells", hora ficou chamando por Mustaine, que voltou sem camisa e com o tradicional cinto de balas da década de 80, para dar continuidade com "A Tout Le Monde", cantada em uníssono por todos. A esperada "Peace Sells" foi a penúltima música. O MEGADETH emendou então a parte do meio pro final da "Holy Wars", onde a banda foi apresentada, antes de encerrar, duas horas depois de ter começado, mais esse grande show dessa lenda Thrash Metal.

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Outras resenhas de Megadeth (Credicard Hall, São Paulo, 24/04/2010)

5000 acessosMegadeth: apresentação irretocável de uma banda afiadíssima5000 acessosMegadeth: um dos maiores sets da tour enlouquece fãs em SP

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

MegadethMegadeth
Dave Mustaine classifica os guitarristas da banda

46 acessosHeavy Metal: os 10 melhores riffs dos anos noventa446 acessosMarty Friedman: ouça "Miracle", single do novo álbum solo3351 acessosMetallica: e se James Hetfield cantasse no Megadeth?0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Megadeth"

CinemaCinema
As melhores músicas de Rock/Metal em filmes de terror

MegadethMegadeth
Se Adler quiser, ele pode ser o baterista oficial

Dave MustaineDave Mustaine
Não pratico mais guitarra, me preservo para as turnês

0 acessosTodas as matérias da seção Resenhas de Shows0 acessosTodas as matérias sobre "Megadeth"

USA TodayUSA Today
As 20 maiores de todos os tempos nos Estados Unidos

Heavy MetalHeavy Metal
Os 10 melhores solos de guitarra de todos os tempos

Em canaEm cana
Os rockstars em suas fotos mais constrangedoras

5000 acessosHeavy Metal: as 10 capas mais "de macho" de todos os tempos5000 acessosPhil Anselmo: Vocalista explica e se retrata por episódio racista5000 acessosMetallica: A reação de James a famosos usando camisetas da banda1474 acessosDave Grohl: em vídeo, assista aos seus melhores solos de bateria5000 acessosSepultura: Derrick "é o cara", diz Paulo Xisto Júnior4582 acessosLoudwire: 14 artistas que já chegaram muito perto da morte

Sobre Thiago Fuganti

Catarinense, mas vive atualmente em São Paulo 'Chaos City'. Começou no metal com Iron Maiden, que até hoje acha a melhor banda do mundo, porém descobriu o lado extremo (black, death, doom) e não parou mais. Hoje em dia ouve muitos estilos, desde música clássica a death metal - passando pelas clássicas bandas de metal -, mas a ênfase mesmo fica com o Black Metal.

Mais matérias de Thiago Fuganti no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online