Megadeth: um dos maiores sets da tour enlouquece fãs em SP

Resenha - Megadeth (Credicard Hall, São Paulo, 24/04/2010)

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Por Adriana Farias, Fonte: Twitter Adriana Farias
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A primeira vez que o Megadeth se apresentou no Brasil foi em 1991, na segunda edição do Rock In Rio, para a divulgação de um dos melhores discos já produzidos na história do thrash metal, o “Rust In Peace”. Nessa época, o paulista Daniel Costa tinha dez anos e mal sabia o que era metal, muito menos Megadeth. “Hoje, eles são uma das minhas bandas preferidas e Rust In Peace é meu disco de cabeceira!”, revelou Daniel acompanhado dos amigos Carlos Eduardo e Guilherme Forantin.

Fotos: Marcelo Rossi (divulgação T4F)

Os três amigos ficaram ensandecidos quando a banda anunciou não só a “Endgame World Tour”, como também o retorno de Dave Ellefson ao baixo do Megadeth com uma parte do repertório da turnê reservada à comemoração dos 20 anos do pesado “Rust In Peace”. O disco se tornou sucesso de vendas no mundo inteiro e ficou, na época, por várias semanas entre os Top 10 dos Estados Unidos.

As surpresas continuaram por vir na noite de ontem, 24, quando o Megadeth subiu ao palco do Credicard Hall, em São Paulo, e se deparou com um público de quase sete mil fãs. A introdução com a faixa instrumental “Dialectic Chaos” e, na seqüência, com “This Day We Fight!” - ambas do disco novo, “Endgame” (2009) - não são tocadas pela banda desde o último show em Las Vegas, nos Estados Unidos, em dezembro do ano passado.

“Sweating Bullets” foi outra novidade da noite, já que a faixa não era executada nos últimos vinte shows da turnê. Escrita por Dave Mustaine, a música retrata sentimentos claustrofóbicos e o transtorno mental. O single entrou na lista “negra” dos Estados Unidos. A execução de “Sweating Bullets” foi proibida nas rádios norte-americanas logo após os ataques de 11 de setembro de 2001, pois a faixa poderia remeter na mente dos cidadãos a lembrança dos atentados.

Antes de dar início às nove faixas do álbum “Rust In Peace”, Dave Mustaine anunciou que a noite iria ser longa. “Como hoje não teve banda de abertura, o show aqui em São Paulo vai ser maior!”, garantiu o vocalista e guitarrista. Esta reportagem apurou que o show paulista não só foi o maior da turnê brasileira, como um dos maiores da “Endgame World Tour”.

A primeira faixa do fabuloso R.I.P entra em seguida. “Holy Wars... The Punishment Due” enlouquece o público que se prepara para as próximas oito faixas do disco. Depois de assistir a quatro shows do Megadeth, o estudante Thiago Rago acredita que “Holy Wars” é a faixa que sintetiza a banda. “Essa música é magnífica. Ela é rápida, pesada, traz umas mudanças rítmicas incríveis e mostra que os caras não são só barulho”.

O estudante Matheus Martins Santos foi outro fã que saiu atônito do show por quase ter levado para casa uma lembrança do Megadeth. “Por pouco não peguei a palheta do Chris! Ela bateu no meu peito, caiu no chão junto com os meus óculos e a galera veio enlouquecida pra cima de mim. Mas depois achei legal eles terem aberto espaço para me ajudar a procurar os óculos”, contou Matheus que também saiu revoltado do show com a atitude dos seguranças da casa. “Vi um segurança tentando vender a palheta do Chris por R$60,00! Como se não bastasse, ele ainda pegou a munhequeira que o Mustaine jogou e guardou no bolso. Vai saber por quanto ele iria vender aquilo.”, disse indignado e completou “Mas o show foi fantástico, isso que importa!”.

A impressão que o Megadeth deixou na noite de ontem foi de trabalho cumprido. Com o retorno de Ellefson e os antigos ressentimentos deixados de escanteio, a banda soou com muito mais potência e sintonia. Nem pareceria o mesmo Megadeth que se apresentou em 2008, na mesma casa de show. Na época, Mustaine estava irritante, havia brigado com a produção e, ainda, parou o show por dez minutos.

Confira o set list apresentado em São Paulo:

1. Intro - Dialectic Chaos (Endgame / 2009)
2. This Day We Fight! (Endgame / 2009)
3. In My Darkest Hour (So Far, So Good... So What! / 1998)
4. Sweating Bullets (Countdown To Extinction / 1992)
5. Skin O' My Teeth (Countdown To Extinction / 1992)
6. Holy Wars...The Punishment Due (Rust In Peace / 1990)
7. Hangar 18 (Rust In Peace / 1990)
8. Take No Prisoners (Rust In Peace / 1990)
9. Five Magics (Rust In Peace / 1990)
10. Poison Was The Cure (Rust In Peace / 1990)
11. Lucretia (Rust In Peace / 1990)
12. Tornado Of Souls (Rust In Peace / 1990)
13. Dawn Patrol (Rust In Peace / 1990)
14. Rust In Peace... Polaris (Rust In Peace / 1990)
15. Trust (Cripting Writings / 1997)
16. Head Crusher (Endgame / 2009)
17. The Right To Go Insane (Endgame / 2009)
18. She-Wolf (Cripting Writings / 1997)
19. Symphony Of Destruction (Countdown To Extinction / 1992)

Bis

20. A Tout Le Monde (Youthanasia / 1994)
21. Peace Sells (Peace Sells… But Who’s Buying? / 1986)
22. Holy Wars – Reprise

Megadeth é Dave Mustaine (vocalista e guitarrista), David Ellefson (baixista), Chris Broderick (guitarrista) e Shawn Drover (baterista).

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Sobre Adriana Farias

Nascida em São Paulo, Adriana Farias é jornalista pela PUC-SP e autora do livro-reportagem ¨London Calling - histórias de brasileiros em Londres¨. A jornalista já foi produtora na RedeTV! e repórter da emissora PlayTV na área cultural, locais em que coleciona entrevistas importantes com grandes nomes do heavy/rock nacional e internacional, como Joey DeMaio (Manowar), David Bryan (Bon Jovi), Crashdïet, Kings of Leon, The Dickies, Kid Vinil, Angra, Sepultura entre outros. Com apenas 16 anos a autora deu início a sua colaboração ao Whiplash!, entre suas reportagens mais importantes constam os textos analisando a grande imprensa no quesito heavy/rock e a cobertura de mega shows no Brasil e na Europa. Atualmente, a jornalista tem uma dupla jornada como editora de texto na TV Cultura e repórter na Folha de S.Paulo. Entre em contato com a jornalista no blog meonthestreet.

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