Blaze Bayley: compromisso com a música e com os fãs
Resenha - Blaze Bayley (Teatro Barracão, Maringá, 07/04/2010)
Por Alan Victor Rosseto Biroli
Postado em 12 de abril de 2010
A noite de quarta-feira, 07/04/2010, estava completamente agradável em Maringá-PR, não só pelo tempo mas também pelo clima ao redor do Teatro Barracão, lugar onde Blaze Bayley se apresentou pela segunda vez na cidade.
Foto da chamada: Andre Molina
O Teatro, todo feito de madeira, bem rústico, porém extremamente conservado, e com uma das melhores acústicas de toda a cidade, tem capacidade para aproximadamente 350 pessoas. Lotação máxima que, nessa segunda apresentação do vocalista na cidade, não foi esgotada, ao contrário do ano passado.
O evento com inicio para as 20:00 horas iniciou-se com cerca de 15 minutos de "atraso", se é que isso pode ser chamado de atraso.
A abertura da noite ficou por conta das headbangers locais da banda PANDORA. Sim! Eu disse, "as" headbangers. Composta somente por mulheres, a banda executou cerca de 4 músicas de autoria própria, que por sinal, são muito boas. Heavy Metal tradicional, sem vocais melosos, enjoativos. Estão de parabéns.
Ao final da apresentação das paranaenses, após cerca de alguns poucos minutos, os PA's soltam a introdução para a atração principal. "Madness and Sorrow", do mais recente album do vocalista, se incia para euforia geral dos presentes, seguida de "Voices From The Past". Super carismático, após saudar os presentes, Blaze anuncia a excepcional "City Of Bones", que é toda cantada pelos presentes. Do mesmo modo, "Blackmailer" e "Faceless".
Mostrando-se bem animado, o lendário vocalista se jogava em meio ao público mais próximo, abraçando-os, chamando todos para cantar consigo. "Smile Back At Death" foi bem recebida pelo público que, como nas outras, acompanhava o vocalista.
Destaque também para as clássicas "Blood And Belief", "The Launch", "The Brave".
A banda que acompanha o vocalista é a mesma da turnê que passou pelo país no ano passado, com exceção ao baterista Larry que, por problemas de saúde, não veio à américa do sul.
Os irmãos Nico e David Bermudez, e Jay Walsh, que por sinal estava bem "louco", mostraram-se extremamente competentes e excelentes músicos. Com destaque ao baixista, David. Agitava e batia cabeça durante todo o show.
Blaze Bayley anuncia o próximo som, dizendo ser esse um som de uma banda da qual ele era extremamente grato e feliz por ter feito parte, usando de suas palavras, era um som "da banda de heavy metal mais importante do mundo". Do álbum "X-factor", do IRON MAIDEN, "Lord Of Flies" foi extremamente bem executada, levando à loucura os fãs, que ficaram ainda mais insanos com a rápida e poderosa "Futureal", também da Donzela de Ferro.
O querido e simpático vocalista mostrava-se cada vez mais solto na apresentação, e foi assim que executou, "Letting Go Of The World" e "Waiting For My Life To Begin". Músicas que, sem dúvida, assim como as de sua antiga banda, o Iron Maiden, foram o ponto alto do show. Talvez sejam essas as melhores músicas dos mais recentes álbuns do vocalista. A poderosa "The Brave" veio em seguida, introduzida com um discurso rebelde do vocalista, sendo ofuscada pela fraca "Lead Of Faith", que talvez pudesse ser substituída por alguma outra mais recente. O que viria em seguida seriam mais duas porradas na cabeça dos presentes. Após um discurso destruidor contra as grandes empresas fonográficas e um grito por liberdade, era a vez de "The Clansman", uma das melhores músicas do album "Virtual XI", do poderoso Iron Maiden. Sem perder tempo "Man On The Edge" agitou os fãs que imediatamente iniciram os "moshs pits" pela pista.
O final da apresentação se aproximava e então a melhor música, que dá ao album o mesmo nome, é tocada, "The Man Who Would Not Die". "The Robot" é a ultima antes da despedida, antes da banda voltar para o som final, "Kill And Destroy".
O show chegava ao fim, e o que os headbangers presentes puderem ver naquela noite foi a apresentação de uma banda totalmente dedicada e compromissada unicamente com a música e seus fãs, comandada por um homem extremamente carismático, humilde e profissional, chamado Blaze Bayley, que mostrou possuir uma carreira solo extremamente consistente e de qualidade, saindo cada vez mais da sombra da Donzela de Ferro e, conquistando cada vez mais seu espaço no cenário da música pesada.
Detalhe; o "man who would not die" atendeu a todos os presentes após sua apresentação, assim como sua banda!
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As músicas de metal favoritas de James Hetfield, frontman do Metallica
A banda de metal que conquistou Motörhead, Iron Maiden e George Michael
Fãs mostravam o dedo do meio quando o Faith No More tocava "Easy" ao vivo
A voz que Freddie Mercury idolatrava; "Eu queria cantar metade daquilo", admitiu o cantor
Dave Mustaine não queria que Megadeth encerrasse atividades, mas reconhece dificuldades
O megahit do Capital Inicial que, analisando bem a letra, não faz tanto sentido
Os 5 melhores álbuns de todos os tempos, segundo Duff McKagan do Guns N' Roses
O guitarrista que Angus Young acha superestimado; "nunca entendi a babação"
A música de rock com a melhor introdução de todos os tempos, segundo Dave Grohl
A banda lendária com que o Deep Purple odiava comparação: "Nada é pior, não tenho paciência"
Para Matt Sorum, Velvet Revolver poderia ter sido tão grande quanto o Guns N' Roses
A sincera opinião de Jéssica Falchi sobre o Iron Maiden sem Nicko McBrain
Embalado pelo seu derradeiro disco, Megadeth lança linha de cervejas personalizadas
Skid Row deve anunciar novo vocalista ainda este ano, revela Rachel Bolan
As duas bandas que foram as primeiras a fazer rock nacional nos anos 1980
A música favorita de David Gilmour no Pink Floyd e que uniu a banda sem Roger Waters
Bill Hudson: "No Brasil, se você não tocar com ex-membro do Angra, ninguém vai ouvir"
Neil Peart sobre como transformou um erro em algo genial em hit do Rush


Blaze Bayley relembra reação de Steve Harris ao ser apresentado a "Man on the Edge"
O "empurrãozinho" que pode ter ajudado Blaze Bayley a entrar no Iron Maiden
Metallica: Quem viu pela TV viu um show completamente diferente
A primeira noite do Rock in Rio com AC/DC e Scorpions em 1985



