Rising Metal Fest: o Metal vivo no interior de Minas
Resenha - Rising Metal Fest (Conselheiro Lafaiete, MG, 13/03/2010)
Por Érica Araújo e Castro
Postado em 19 de março de 2010
No sábado 13/03/2010, aconteceu na cidade de Conselheiro Lafaiete-CL (MG), um evento de repercussão regional o Rising Metal Fest que, organizado por Anderson Sabazinho, atingiu este ano a marca da 9ª edição.
O festival começou em 2002 – tendo chegado a acontecer em Ouro Preto - e, desde então, tem dado oportunidade para que bandas da cena underground mostrem seu trabalho para o público exigente de Lafaiete e região – exigente, mas sempre receptivo e, especialmente, responsivo quando o som que está sendo executado lhe agrada.
Nesta sua última edição, o Rising contou com as bandas Sflexia (Crossover - CL), Full Face (Hard Rock - S. J. Del Rei), Dinnamarque (Heavy Metal - BH), Tormento (Thrash - BH), Sacrament (Thrash - S. J. Del Rei) e, fechando o evento, Achilles (Heavy Metal - CL), tendo o público saído da Confraria, o local onde o evento se desenrolou, com o dia amanhecendo.
O público presente, que abrangeu pessoas de várias cidades, não apenas da cidade sede do evento, chegou a cerca de 400 pessoas, segundo o organizador.
A Sflexia, composta por Zé Luis (Bt), Sassá (Bx), Ramon (G) e Xups (V), conhecida por suas apresentações polêmicas, começou com a participação especial do Wagner Vieira, lendo um de seus poemas ao som da banda, que possui músicas próprias. Seu som é um improvável casamento entre vertentes progressistas de punk rock com thrash metal o que proporciona arranjos pesados para guitarra e baixo com o acompanhamento simples, porém marcante, da bateria, além do vocal rasgado.
A Full Face, composta por Éder (V), Rick Owens (Bx), Ricardo Santos (G) e Djalma (Bt), mandou clássicos do Hard Rock, além de apresentar composições próprias, o que foi muito apreciado pelos fãs do estilo, presentes no Rising. Eles levaram técnico de som próprio – o qual teve um pouco de dificuldade para arrumar o som – o que levou cerca de duas músicas – mas, após isto, a banda pôde mostrar sua música de maneira agradável.
A Dinnamarque era a grande expectativa da noite, até mesmo pela forma como foi feita a divulgação do evento. A banda é composta por Rafael (Bx, V), Ricardo Linassi (Bt, V), Leo Lanny (G) e Ronan Oliveira (G) e já possui trabalho próprio de excelente qualidade. Eles fizeram grande uso de teclados no CD – o qual eu já havia ouvido e gostado – entretanto, na apresentação do Rising, utilizaram-se de sampler. Bem, o uso deste tipo de recurso sempre faz com que a banda deixe um pouco a dever às expectativas de quem espera ver o som executado ao vivo, mas há que se dizer que a apresentação deles, de forma alguma, chegou a ser decepcionante. Os músicos são realmente bons no que fazem, e possuem bastante presença.
A Tormento, formada por Lânio Araújo (V), Rafael Torres (G), Diogo Amâncio (Bx) e Heitor Silva (Bt), foi a última banda a ser convidada para o cast – originalmente, o Anderson Sabazinho havia programado a presença da Banda Osíris, de Barbacena, segundo informado em toda a divulgação. Porém, a banda passou por problemas internos e fez o que qualquer banda que queira um mínimo de participação e aceitação – além de convites para tocar em eventos – não deveria fazer. Deixou de informar ao organizador que não compareceria – este ficou sabendo por terceiros e, ao tentar contato com a banda, foi informado de que eles realmente não iriam. É importante ressaltar que toda a divulgação do evento – que é sempre feita a nível nacional – já havia ocorrido. Mas, por sorte, aconteceu de a Tormento, de última hora e com muito boa vontade, aceitar participar e fez um show realmente interessante. O vocal do Lânio é bem agressivo – alcançando tanto graves quanto agudos bem potentes. Os meninos, apesar de jovens, mostraram que possuem grande capacidade. A banda foi uma surpresa extremamente positiva.
Com relação à Sacrament, já havia visto outras participações deles em shows de Conselheiro Lafaiete – eles continuam bons. Som pesado e interessante. Apesar do horário, tiveram bastante público e uma ótima reação por parte da platéia. Eu, pessoalmente, sempre gosto quando eles executam Mouth for War.
O festival foi finalizado pela Achilles, formada por Érica (V), Ícaro(G), Nilson (G), Mário (Bx) e Sandinho (Bt), banda que executa covers de Heavy Metal Tradicional. Eles começaram a tocar perto das quatro da manhã, e, mesmo assim, com público relevante. Várias pessoas haviam mencionado desde o começo do festival que haviam comparecido para ver a banda e destas, a maior parte conseguiu vencer o cansaço para ouvir clássicos do Deep Purple, Black Sabbath, Iron Maiden, Led... A banda executou todo o set preparado, apesar da hora avançada, tendo parado seu show apenas quando estava amanhecendo. O vocal da banda é sempre uma surpresa para quem a vê pela primeira vez, mas ouvi muitos comentários positivos depois do show. Comentários inclusive com relação aos detalhes das músicas que foram executados com o respeito devido pelos músicos da Achilles que são muito competentes.
Assim, o Rising, mais uma vez, veio comprovar que no interior mineiro existe sim público Metal e mais, existem também bandas que se esforçam em apresentar Heavy Metal e suas ramificações com qualidade.
Palmas para o público, para as bandas e para o organizador que propiciou um evento coeso e bem-estruturado.
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