Faith No More: banda retorna para três bis em Porto Alegre

Resenha - Faith No More (Pepsi On Stage, Porto Alegre, 03/01/2009)

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Por Marcelo Fialho
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Foto do Show no Chile - Divulgação
Foto do Show no Chile - Divulgação

Já estávamos quinze minutos dentro da quarta-feira quando o Faith No More retornou ao palco pela terceira vez após a primeira despedida. A música que viria, sintomática: “We Care A Lot”. Realmente, a banda se importa com seu séquito. “Estávamos lá em cima (no camarim) e os ouvimos, então voltamos simplesmente porque gostamos de vocês”, justificou antes o tecladista, Roddy Bottum. A fome do público, bem-alimentada durante anos, não parecia disposta a deixar os músicos saírem de cena em definitivo. Por sua vez, um FNM visivelmente empolgado por tamanha resposta em seu primeiro show brasileiro na tour atual, retirava fôlego de onde podia... antes do derradeiro bis, roadies já desinstalavam equipamentos e se via no backstage os músicos se dirigindo para a saída do Pepsi.

Na cidade desde segunda-feira, a banda podia ser ouvida passando som com “Midnight Cowboy” e “Midlife Crisis” entre outras, por volta das 19h da terça, quando começou a venda de ingressos no local, após o recolhimento dos postos de venda no início da tarde. A festa dos cambistas já estava a pleno, bem como dos camelôs de souvenirs tais como camisetas, fitas, fotografias... e capas de chuva (estas, sem motivos da banda). A fila já ultrapassava o limite do P.O.S. para o prédio vizinho.

Horas mais tarde, a Véspera fazia a competente abertura, apesar de o seu som ter pouca associabilidade ao do Faith, vide um dos covers escolhidos: a beatle “Come Together”. Após, passou-se a um hiato superior a meia-hora... com uma discotecagem que incluía faixas do gênero dancehall ou ragamuffin (?), a galera que preenchia apenas parcialmente a pista, com visível ansiedade, atentava a cada vez que alguém descia dos camarins... até que, enfim, os arautos da “segunda vinda”: aparente maturidade pelos ternos (dos quais destoava o de Mike, pelo brilho) e pela singela canção de abertura “Midnight Cowboy”, com Patton na escaleta... um novo conceito soft de FNM? Surprise: you´re wrong!

Dos álbuns mais clássicos vêm seqüenciadas “From Out Of Nowhere”, e “Land Of Sunshine”, dissipando dúvidas de que, com Jim Martin a menos, ainda existe o Faith No More que um dia o Brasil conheceu. Outro momento alto, mais tarde, voltaria aos discos dos early 90´s: “Midlife Crisis” teve um final a capela a cargo da audiência, e precedeu... “Epic”. Aos versos em português de “Caralho Voador” somaram-se enxertos em espanhol em “Evidence”. No segundo bis, anunciada como uma canção antiga dos sixties, “This Guy´s In Love With U” lembra o tratamento dado a “Easy”, também presente. O repertório não variou muito em relação às listas “prováveis” e ao que a os sulamericanos já tem visto. Não teve as covers incidentais de brinde (como “Poker Face”, “Zombie”), e conseguiu ser uma experiência inesquecível mesmo omitindo pelo menos três “clássicos” – algo que só poderia fazer um grupo com uma trajetória que vem desde Chuck Mosley e passa pelo Rock In Rio 2.

Patton mantém o posto de galã trash saído de alguma viagem de Ed Wood. Claro que é o mais performático, abusando de recursos para emular na voz os efeitos do estúdio, como o megafone. Em vários momentos parecia querer boquetear o microfone. Além dos falsetes, cusparadas e poses de lutador. Antes do primeiro bis, sua entrega levou-o se jogar na platéia, de costas, no lado oposto do palco em que me encontrava – fiquei uns dois metros à frente de Roddy.

Entre demonstrações de algum domínio do idioma local, como na tentativa de traduzir “motherfuckers”, vieram dois, e finalmente, o imprevisto terceiro bis.

De resto, não tem lá muita graça comentar um espetáculo que já pode ser visto em fragmentos no Youtube; e que já foi descrito quase online em sites de imprensa, blogues e postagens no Orkut... além de os próprios músicos já terem falado a respeito no Twitter:

Mr. Roddy Bottum: (pelas duas da manhã): “ 'brigado Porto Alegre. Nos lembrou esta noite porque amamos tanto o Brasil. Belo show.”

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