Como James Hetfield, do Metallica, ajudou a mudar a história do Faith No More
Por Mateus Ribeiro
Postado em 07 de novembro de 2025
A década de 1980 apresentou ao mundo uma infinidade de bandas que redefiniram os rumos da música pesada. Foi um período de reinvenção, em que diferentes estilos se cruzaram e novas sonoridades começaram a ganhar espaço. Do surgimento do thrash metal à ascensão do rock alternativo, a era foi marcada por ousadia, experimentação e pela quebra de padrões.
Entre os nomes que se destacaram nesse cenário está o Faith No More. Formado em São Francisco, o grupo chamou atenção por sua mistura inusitada de metal, funk, punk e rock alternativo - combinação que resultou em uma identidade única e difícil de rotular.
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Embora fizesse parte do universo da música pesada, o Faith No More não era exatamente uma banda de rock. Ao menos é o que declarou Roddy Bottum, tecladista e um dos fundadores do grupo, em entrevista recente ao site Blabbermouth.
"Éramos tudo menos uma banda de rock. Acho que evoluímos para isso por padrão. Como membro do trio original que fundou a banda, nosso papel na criação de música naquele universo era sermos muito provocativos. Tínhamos uma forte inclinação artística. Estávamos realmente ultrapassando limites."
O cenário do Faith No More passou por mudanças após a entrada do guitarrista Jim Martin. Segundo Bottum, o músico - amigo dos integrantes do Metallica - aproximou a banda do público do rock e do metal.
"Isso se transformou em algo diferente mais tarde. Jim Martin, o guitarrista, se juntou a nós nos dias de maior sucesso; ele era o cara do rock. Ele era de Hayward, Califórnia, mas tocava uma guitarra Flying V e era amigo do Metallica. De repente, essa associação nos catapultou para um mundo completamente diferente. Quando James Hetfield usou uma camiseta do Faith No More em um disco [o EP "The $5.98 E.P. – Garage Days Re-Revisited", de 1987], isso meio que mudou tudo. De repente, começamos a chamar a atenção desses fãs de metal e rock."

No fim das contas, o Faith No More se tornou uma banda de enorme popularidade, graças a músicas como "Epic", "Midlife Crisis" e a excelente releitura de "Easy". Infelizmente, o grupo está inativo desde o início dos anos 2020 e, segundo Bottum, não há planos de retorno. Leia mais na nota abaixo.
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