Resenha - Buddy Guy (HSBC Brasil, São Paulo, 26/07/2009)

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Por Alexandre Cardoso
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No dia 26 de março de 2009, São Paulo recebeu novamente mais uma turnê do guitarrista norte-americano Buddy Guy, grande lenda do blues e influência de inúmeros guitarristas, tais como Jimi Hendrix, Eric Clapton e Jeff Beck. A última vez que ele passou por aqui foi em 2005 e agora, ele voltou para apresentar ao público paulista um apanhado de sua extensa carreira, além das músicas de seu último álbum de inéditas, "Skin Deep", de 2008.

No primeiro dos dois shows que o guitarrista faria em São Paulo (o outro aconteceu no dia seguinte), o público compareceu em grande número, mesmo que não esgotasse a lotação da casa. Mesas e cadeiras ocuparam a pista da casa e proporcionaram uma boa visão do palco de qualquer ponto, apesar da pista ser plana. Quem sentou nos lugares VIPs mais próximos do palco, também recebeu uma coletânea do guitarrista em CD.

Pontualmente às 22 horas, os músicos sobem ao palco: Tim Austin na bateria, Orlando Wright no contrabaixo, Ric Hall na guitarra e Marty Sammon no teclado.

Marty então chama aquele que está faltando: "Senhoras e senhores, por favor dêem as boas vindas à lenda do Blues, o senhor Buddy Guy!". Sob efusivos aplausos, ele entra no palco, com um sorriso de orelha a orelha e começa a justificar todos os elogios a ele atribuídos.

Quem pensa que o público permaneceu impassivo durante o show, engana-se: apesar de permanecerem sentados durante quase todo o show, os presentes foram muito participativos e aproveitaram cada momento, desde aqueles em que o guitarrista parecia estar contando uma história ao pé do ouvido, cantando baixo, até aqueles em que solava vigorosamente e soltava seus berros característicos.

E para um senhor de 72 anos de idade - e mais de 55 empunhando uma guitarra - o cara está em ótima forma. Tem uma voz sensacional, profunda, potente e com aquela rouquidão característica dos cantores de Blues. E seu carisma faz com que seja impossível não gostar do que aquele cara faz em cima do palco - ele, com certeza, adora estar ali. Seu sorriso é sincero e permanece em seu rosto durante quase todo o show, tirando os momentos que faz suas caretas quando canta e sola.

A sensação é de que estamos presenciando um show de blues num bar, tamanho era o clima intimista dessa noite. Daqueles shows que você fica ali sentado, bebendo algo, batendo o pé no ritmo da música e vendo e ouvindo um cara tirar um puta som de guitarra.

Além de saciar o público com um repertório matador, com músicas como "Damn Right I Got the Blues", "Best Damn Fool", "Voodoo Child" de Jimi Hendrix, "Hoochie Coochie Man" de Muddy Waters e "Drowning on Dry Land" de Albert King, Buddy Guy levou o público ao delírio quando desceu do palco e tocou no meio do público, na pista, e depois no camarote. Já é uma marca registrada de seus shows e o que surpreende é que os fãs aproveitam isso da melhor maneira possível, sem qualquer demonstração de histeria.

Foi mais uma apresentação vigorosa de Buddy Guy em São Paulo, que mostrou porque é um "guitar hero" não apenas de muitos que ali estiveram, mas também de outros monstros da guitarra citados no começo desse texto e de tantos outros que estão em casa nesse momento, tocando seus primeiros acordes na guitarra. A lenda Buddy Guy agradece... e sempre sorridente.

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