O álbum de estreia que Clapton considera dos maiores de todos os tempos; "roubou o show"
Por Bruce William
Postado em 10 de outubro de 2025
Eric Clapton admite sem cerimônia: sem Buddy Guy, talvez ele nem tivesse seguido o caminho que seguiu. O estalo veio em 1963, ao ouvir "Folk Festival of the Blues", registro ao vivo que reúne Buddy, Muddy Waters, Howlin' Wolf, Willie Dixon e Sonny Boy Williamson (Spotify). Ali, Clapton diz ter encontrado algo diferente do resto - um "perigo" novo no ar.
No discurso que fez ao introduzir Buddy Guy no Rock & Roll Hall of Fame, em 2005, ele cravou, conforme transcrição da Ultimate Classic Rock: "Buddy fez muito mais do que se manter à altura. Na minha humilde opinião, ele roubou o show. Deixou claro que era o novo sujeito perigoso do pedaço." E foi além: "É ainda um dos grandes álbuns de estreia de qualquer artista, em qualquer gênero, e me colocou numa missão implacável de descobrir quem era esse cara."

É uma leitura que muda o foco do próprio disco: embora seja um trabalho coletivo, Clapton o enxerga como o "debut" de Buddy Guy aos ouvidos do mundo. A estreia, aqui, não é burocrática, mas sim impactante. O que o impressiona não é a ficha técnica, mas a forma como Buddy irrompe no meio de gigantes e, mesmo assim, "cresce" a cada frase de guitarra e a cada ataque de voz.
Faz sentido no arco de Clapton. Seu trajeto - do Bluesbreakers ao Cream, e daí em diante - nasce desse choque: a descoberta de que o blues podia ser violento e elegante, cru e articulado ao mesmo tempo. No vinil de 1963, ele reconheceu a faísca que procuraria pelo resto da vida: tom, intenção e risco.
Se o título aqui é enfático, a frase de Clapton é o lastro. Para ele, "Folk Festival of the Blues" funciona como a porta de entrada definitiva de Buddy Guy e, por tabela, como um lembrete de que "estreia" é menos sobre formalidades e mais sobre marcar território. Naquele palco, em 1963, Buddy não apenas entrou em cena. Ele mudou o clima da sala.
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