Resenha - Scars e MagnaTrip (Blackmore Rock Bar, São Paulo, 06/05/2005)

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Por Rafael Carnovale
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Fotos: Carolina Oliveira

O Scars já vem há alguns meses dando provas de que seu retorno as atividades, iniciado em 2004, é prá valer e que a banda está colocando todas as suas cartas na mesa. Inicialmente prepararam um EP ("The Neither Hell") totalmente inspirado na "Divina Comédia" de Dante Alligheri. Em seguida começaram a fazer shows, trazendo uma produção respeitável e uma banda afinadíssima, incluindo duas bem sucedidas aberturas para os norte-americanos do Anthrax. Este show especial no Blackmore Rock Bar tinha o objetivo de comemorar o lançamento do EP "The Neither Hell", contando com a abertura dos paulistas da MagnaTrip, e uma "jam" entre músicos de várias bandas paulistas e de fora do Estado, aonde seriam tocados vários clássicos do heavy/thrash/rock, além do show do Scars.

O Blackmore recebeu uma boa lotação, ávida para conferir o show dos paulistanos do Scars, e muitos foram premiados com um "promo" do EP, que contém 3 músicas das 6 que fazem parte de "The Neither Hell". Por volta de 23hs os paulistas da MAGNATRIP (oriundos da Móoca) sobem ao palco, com a proposta de um show mesclando clássicos do Hard Rock e músicas próprias. Como disse o vocalista Arnaldo Soderi "já que daqui a alguns minutos o inferno será aqui, vamos tocar mais rock". E mandaram ver músicas do Whitesnake, Def Leppard, Kansas e várias outras clássicas, e músicas próprias como a boa "Tiro no Escuro". Curiosamente a banda se sai muito melhor em suas músicas do que nos "covers", fato que foi ressaltado por muitos no local. No geral uma apresentação razoável, de uma banda que pode evoluir...

Neste momento o bar já contava com sua lotação total, revelando um de seus grandes problemas: embora já seja um espaço lendário para o "underground" paulista e nacional, o Blackmore não comporta eventos com o porte do show do Scars. Mesmo que a banda ainda esteja consolidando seu retorno, e o EP esteja agora indo para as lojas, um local de maior lotação proporcionaria maior conforto para os presentes... mas vamos em frente. O SCARS subiu ao palco apresentando a mesma produção de palco de outros eventos: pirotecnia (limitada), artefatos e pano de fundo e efeitos de luz. Após a "intro", entram o batera Alex, os guitarristas Alex e Edu, o vocalista Régis e o baixista André, emendando com a pancadaria de "Creatures that come Alive in the Dark", "Warfare" e "Return to Killing Ground". O show ia muito bem, mas diversos problemas com o som, que em todas as músicas apresentou problemas (o mesmo caía e ficávamos apenas com a saída dos retornos), a banda mostrou a competência de sempre, em músicas como "Nether Hell", as antigas "Drugs Kill", "World Decay", e as novas "Hidden Roots of Evil" e "Legions Forgotten by the Gods". Alex e e Edu estão com entrosamento perfeito, Fabrício e André são uma cozinha em sincronia, e Régis é o incitador de rodas, pedindo a todo momento que a galera agitasse sem parar, e não escondendo a satisfação, agradecendo a todo momento, desde a imprensa especializada, até os fãs, até as formigas que estavam no recinto.. (?)... brincadeira...

A banda fechou seu "set" com o "cover" de "Hell Awaits" do Slayer. Tirando o problema com o som, que não foi resolvido a contento, tudo correu dentro do esperado. O Scars tem um show muito forte, e é muito saudável o seu retorno a cena, já que sua proposta de resgate do "Thrash" oitentista é muito agradável.

Após o show do Scars deu-se início a "jam" mais "underground" que pudemos presenciar: músicos do Scars, Mad Dragzter, e até os cariocas do Hicsos (convidados especiais) começaram a se alternar nos instrumentos, dando início a uma celebração bem agitada ao heavy metal. Não pudemos presenciar todas as músicas, mas rolou muito Slayer, Anthrax, Metallica, AC/DC e várias outras bandas. Um final destruidor para uma noite quente e massacrante. Welcome aboard Scars!!!!!



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Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

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