Resenha - Joe Satriani (Atl Hall , Rio de Janeiro, 04/04/2003)
Por Rafael Carnovale
Postado em 04 de abril de 2003
Fotos por Anderson Guimarães
Pela terceira vez Mr. Joe Satriani comparecia ao Brasil, desta feita para a divulgação de seu cd "Strange Beautiful Music". Se no cd anterior, "Engines of Creation", Joe tinha flertado com ritmos mais eletrônicos, em seu novo lançamento ele fez talvez um de seus cd’s mais diversificados e complexos, abrangendo vários estilos, e esta seria uma turnê interessante, para vermos como as novas músicas se encaixariam ao repertório já consagrado de Mr. Satch.
Joe Satriani - Mais Novidades
Um Atl Hall abarrotado (cerca de 7000 pessoas) com uma configuração de público diferente (a pista ficava bem distante do palco e a frente desta estavam dispostas poltronas) esperava ansioso pelo show. Com cerca de 30 minutos de atraso (perto das 23 horas) as luzes se apagam e Mr. Joe aparece com sua guitarra prateada, detonando na distorção e fazendo o público presente entrar em frenesi, com muitas pessoas se levantando e tentando a todo custo tirar fotos, fazer gestos. "Flying in a Blue Dream" é a primeira a ser executada, e é recebida com entusiasmo por um público sedento por bons solos e riffs. Logo depois a clássica "Crushing Day" e a eletro-rock "Devil’s Slide" (do cd "Engines of Creation") esquentam o já fervilhante público, que cantava nota a nota, e não tirava os olhos de Joe, observando atentamente cada gesto, cada expressão.

Joe Satriani se mostra um guitarrista humilde, pois em muitos momentos do show procurou postar-se junto a seus companheiros de banda, evitando ser o destaque principal. Mas sua empolgação, visível em suas expressões e na maneira que empunhava suas guitarras, e a iluminação e som impecáveis, como em "Scratch Boogie" (cujos solos e bases só um mestre poderia executar) e "Crush of Love" (de seu primeiro cd – "Dreaming#11") encantaram o público. Sua banda de apoio, composta pelo guitarrista Galen Henson, o baixista Matt Bissonette e o batera Jeff Campitelli se mostra competentíssima, criando a atmosfera perfeita para Mr. Satch brilhar. Matt e Jeff por sinal não escondiam a satisfação de estar tocando com Joe.
Eis que Joe apresenta sua "Seven String Guitar" e nos brinda com "Mind Storm" (do novo cd) e "Seven String", além da super-jam "Mystical Potato Head Groove Thing". Nesse momento o público se acalma um pouco e começa a prestar atenção aos movimentos de Joe, seja suas expressões faciais ou o fácil domínio que o mesmo exerce em sua guitarra. Muitos comentavam que a guitarra era parte de seu corpo, e quem sou eu para discordar? "Ceremony" (do cd "Crystal Planet") seria a próxima e o pandemônio recomeçaria quando Satch tocou os primeiros acordes de "Summer Song" (a música mais usada na televisão brasileira e um dos clipes mais legais que eu já vi). O público, que já cantava os solos em muitos momentos, cantou a música toda e cabeças se mexeram e corpos saltaram de empolgação. Depois de "Midnight" e "Starry Night", Joe vem ao microfone anunciar a música mais pedida em seus shows, mandando "Time Machine" e em seguida a belíssima "Why".

Mas Joe precisava respirar e Matt e Jeff fazem uma boa jam, com competência e talento, com destaque para o bom solo de baixo de Jeff, que mesclou velocidade e talento (dando uma palhinha de "Garota de Ipanema" – ele confessaria no backstage que não sabia a música toda) e para o curto, porém competente solo de bateria.
Com Satch totalmente recarregado, "Always With Me, Always With You" fez o ATL HALL tremer, com sua beleza. Uma semi jam com "Raspeberry Jam Delta-V" e mais um clássico: "Surfing With The Alien".
Quando se pensa que está tudo terminado, Mr.Satch e banda retornam e levam mais duas músicas: "House Full of Bullets" (que empolgou o público) e a belíssima "Friends", aonde Joe disse abertamente, "somos todos amigos".


Joe, apesar de não ser um guitarrista muito falante, agradecia o tempo todo ao público, e sempre que podia apresentava seus músicos de banda, num gesto de amizade e respeito. O público retribuía, dando a tônica de um grande show.
Terminado o evento, graças a Isabel da Sony Music (THANKS!), estivemos no backstage, aonde encontramos um Satriani totalmente extasiado por um grande show e muito feliz de ter brindado o público carioca com sua melhor performance na cidade. Valeu Joe,Matt, Jeff e Galen, e sobretudo ao público carioca, que respondeu a um grande show com outro melhor ainda.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As 5 maiores bandas da história do heavy metal, em lista da Forbes
O pedido que Steve Harris negou a Nicko McBrain no primeiro show com o Maiden
U2 anuncia quarto e último show no Brasil da Tour The Greatest Show On Earth 2027
Neil Peart, David Gilmour e Sid Wilson não concordam sobre o maior baterista do mundo
Regis Tadeu aponta problema no show do Iron Maiden e explica atitude do atual baterista
Os 50 artistas de rock e metal mais ouvidos de todos os tempos no Spotify
Eloy Casagrande anuncia ter finalizado suas partes para o próximo álbum do Slipknot
Isa Nielsen anuncia nova banda de death metal e toca Sarcófago com Aquiles Priester
O único membro do Metallica que saiu por conta própria, segundo Lars Ulrich
David Ellefson comenta relação entre "Go to Hell", do Megadeth e "Enter Sandman", do Metallica
O que Stewart Copeland ganhava quando as mulheres suspiravam por Sting
O tempo que Lemmy Kilmister levou para escrever "Mama, I'm Coming Home"
O que James Hetfield pensa de cantores que dublam nos próprios shows
O apelido debochado que os fãs dos EUA deram ao Alter Bridge, segundo Mark Tremonti
Falta de dedicação teria afastado o baterista Nick Menza do Slayer, segundo Kerry King
A música "estranha" do Megadeth que atingiu o topo das paradas de rádio nos EUA
O álbum que Nick Mason do Pink Floyd disse ter "mudado a indústria fonográfica"
Doze discos brilhantes de rock and roll e heavy metal que não estão no Spotify

O clássico do Black Sabbath que está entre os discos que mudaram a vida de Joe Satriani
Kirk Hammett era um "ótimo aluno", segundo Joe Satriani
Os dois gênios da guitarra que, para Neil Young, ajudaram a matar o rock
Maximus Festival: Marilyn Manson, a idade é implacável!
Como uma música de 23 minutos me fez viajar 500 km para ver uma das bandas da minha vida



