O dia que Faustão alfinetou Barão Vermelho e Cazuza no programa Perdidos na Noite
Por Gustavo Maiato
Postado em 25 de setembro de 2023
O Barão Vermelho foi lançado originalmente por uma subsidiária da gravadora Som Livre, que tinha como um dos chefões João Araújo, pai de Cazuza. Essa situação de aparente nepotismo foi questionada por Faustão durante participação da banda na atração.
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Quem conta a história é Guto Goffi, baterista do Barão Vermelho, ao canal Corredor 5. Segundo ele, as pessoas que duvidavam de Cazuza tiveram que dar o braço a torcer depois.
"O João Araújo tinha receio de gravar um disco com a gente, pois todos comentavam que o Cazuza era filho do presidente da gravadora. Ele temia ser alvo de ataques por aqueles que não gostavam dele e também preocupava-se com a percepção de que o filho estava ali apenas por falta de talento, já que seu pai o impulsionou a gravar um disco. Quando fomos pela primeira vez no programa ‘Perdidos na Noite’, que era apresentado pelo Faustão, o apresentador mencionou isso, questionando como seria para ele ser o filho do dono da gravadora. Ele tentou destacar a suspeita de que poderia ser uma armação.
Depois, as pessoas que tinham essa implicância com ele tiveram que engolir suas palavras de forma humilhante. A ascensão de Cazuza foi rápida, e ele se revelou um grande talento, tornando-se uma estrela. No início, muitos criticaram sua voz, dizendo que ele tinha a língua presa e que não cantava, apenas falava. No entanto, quando sua carreira realmente decolou e seu talento se destacou, essas críticas pareceram sem fundamento, e aqueles que o criticaram tiveram que lidar com a realidade de seu sucesso".
João Araújo, Cazuza e Som Livre
Em entrevista ao Corredor 5, Max Pierre, que trabalhava como produtor na Som Livre, gravadora de João Araújo, explicou que o empresário não se sentiu muito confortável em ter o filho na empresa e acabou estabelecendo como condição para trabalhar com ele que Cazuza fosse contratado por um selo menor dentro da empresa.
"Nos anos 1980, quando eu estava na Som Livre, lembro de ter ido almoçar com o presidente João Araújo e mencionado que tínhamos um talento a ser contratado. Ele perguntou quem era, e eu respondi que era o Cazuza. Ele então recusou, alegando que era seu filho, pois estava preocupado com possíveis acusações de favorecimento devido à relação familiar.
Eu argumentei que seu filho era um talento excepcional e um compositor brilhante. No entanto, João Araújo persistiu até que, em determinado momento, concordou em permitir que Cazuza gravasse seu primeiro disco, mas sob um selo menor, especificando que fosse na RGE, que era uma gravadora menor dentro do grupo."
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